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Ações da empresa estreiam em fevereiro na Nasdaq; companhia, que é dona do Badoo, não deu lucro no ano passado
O aplicativo de relacionamentos Bumble planeja abrir capital na Nasdaq no próximo mês. A empresa pode levantar US$ 100 milhões com a oferta inicial de ações (IPO), segundo documento divulgado ao mercado pela companhia nesta sexta-feira (15).
A empresa americana ainda não revelou quantas ações pretende vender ou a faixa de preço dos papéis. Os ativos serão negociados sob o ticker BMBL. As instituições Goldman Sachs e Citigroup são as principais subscritoras do negócio.
Fundado em 2014 pela atual CEO, Whitney Wolfe Herd, o Bumble se denomina um aplicativo de relacionamentos "women-first" - o app permite que as mulheres deem o primeiro passo na conversa, após o match. A conversa deve ser iniciada em até 24 horas após combinação.
O Bumble também opera o Badoo. Os dois aplicativos têm juntos mais de 40 milhões de usuários ativos mensais. Ambos são concorrentes do Tinder - cujo dono, o Match Group, opera o Match.com, OkCupid e Hinge.
O Bumble tem uma história comum entre startups: última linha do balanço no vermelho. Entre janeiro e setembro de 2020, a empresa reportou prejuízo de US$ 84,1 milhões. No entanto, a receita cresceu quase 4% em um ano, para US$ 376,6 milhões.
O IPO do Bumble ocorre mais de um ano depois de a gestora de investimentos Blackstone adquirir a participação majoritária da MagicLab, que é dona do aplicativo e do Badoo. Na época do aporte, a MagicLab foi avaliada em cerca de US$ 3 bilhões. Não há informações públicas de o quanto a Blackstone possui da empresa hoje.
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