O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O recente atrito com o astro Cristiano Ronaldo não trouxe problemas para a Coca-Cola: sua receita líquida subiu 42% no segundo trimestre
Dentro das quatro linhas, o astro português Cristiano Ronaldo pode ser uma máquina que não para nunca. Mas quem achou que a sede por vitórias do camisa 7 da Juventus poderia bater de frente com a Coca-Cola se deu mal: a empresa marcou um golaço no seu balanço do segundo trimestre.
Caso você tenha morado numa caverna nos últimos meses, eis uma breve retrospectiva: ao sentar-se para uma coletiva de imprensa da Eurocopa, Cristiano Ronaldo tirou da mesa duas garrafas de Coca-Cola — um dos patrocinadores do torneio —, substituindo-as por água.
Minutos depois, as ações da companhia (KO) passaram a cair mais de 1%, o que, em termos de valor de mercado, implicava numa perda de US$ 4 bilhões. Era o efeito CR7 em ação?
Vamos falar mais sobre o Cristiano Ronaldo gate ao longo desse texto. Por enquanto, o que importa é que, para a Coca-Cola, o ato do craque português não trouxe qualquer impacto para os resultados financeiros do segundo trimestre; pelo contrário: os números foram bastante fortes.
A receita líquida da empresa, por exemplo, chegou a US$ 10,1 bilhões, alta de 42% na base anual, impulsionada pela recuperação dos mercados que vinham enfrentando dificuldades mais intensas por causa da Covid-19. E esse salto na receita se difundiu por todo o balanço.
O lucro operacional da Coca-Cola aumentou 52% na mesma base de comparação, para US$ 3 bilhões; o lucro líquido foi a US$ 2,6 bilhões, avançando 48%. Por fim, o lucro por ação (LPA) ficou em US$ 0,61.
Leia Também
E mais: com os resultados animadores para o trimestre, a Coca-Cola elevou suas projeções financeiras e operacionais para 2021, mostrando confiança na normalização da economia global.

A Coca-Cola vendeu mais em todos os mercados em que atua. Naturalmente, há uma distorção na base comparativa, já que o segundo trimestre de 2020 marcou o ápice da incerteza relacionada à Covid-19. Ainda assim, a expansão nas receitas ficou acima do esperado — veja o comportamento da receita líquida por região do mundo:
Essa, no entanto, é apenas parte da história. A divisão de Global Ventures, que concentra as bebidas da Coca-Cola que não são refrigerantes — como cafés, energéticos, sucos, águas e chás, entre outros — mais que dobrou a receita no segundo trimestre deste ano.
Para finalizar, o mix de preço dos produtos vendidos aumentou 11% no período. E a combinação de vendas mais elevadas a um preço maior sempre resulta em números explosivos para qualquer empresa.
Em relação ao Brasil, a Coca-Cola destacou que o país foi fundamental para o bom desempenho na América Latina — as vendas de refrigerantes e isotônicos nos mercados brasileiro e mexicano foram destaque na região.
Com o sucesso visto no segundo semestre, a Coca-Cola agora estima um crescimento orgânico da receita líquida na ordem de 14% em 2021 — a expectativa anterior era de alta de 12%. Em termos de lucro por ação, a empresa projeta uma cifra ao redor de US$ 2,25 no ano; em 2020, o LPA foi de US$ 1,95.
Esses números implicam numa desaceleração ao longo do segundo semestre: no consolidado dos primeiros seis meses de 2021, a Coca-Ccola teve receita líquida de US$ 19,1 bilhões, alta de 22%. Novamente, a base de comparação volta a agir, já que o período de julho a dezembro do ano passado foi menos anormal em termos de vendas.
Ainda assim, convenhamos: um crescimento de dois dígitos na receita e no lucro por ação não é nada desprezível.
Voltando ao episódio do Cristiano Ronaldo: há algumas questões que devem ser debatidas a respeito do poder de influência do craque.
A narrativa é bastante atraente: um astro global mostra publicamente que não gosta de um produto — e, imediatamente, as ações da empresa que fabrica esse produto caem, provocando um impacto bilionário. Abre-se todo um debate sobre o papel do marketing, sobre o funcionamento do mercado financeiro, sobre o capitalismo moderno.
Só que a história não termina no momento em que Cristiano Ronaldo tira a Coca-Cola da mesa. Em seguida, ele as substitui por uma garrafa d'água — que, ora essas, também é envazada pela companhia. O problema do jogador não é com a empresa Coca-Cola, mas sim com a bebida.
E mesmo do ponto de vista do mercado financeiro, a reação inicial logo foi absorvida, como bem ponderou minha colega Larissa Vitória: as ações da Coca-Cola encerraram aquele pregão em baixa de apenas 0,25%, a US$ 55,41.
Ontem, os papéis da empresa já estavam num nível de preço superior ao que era visto antes do episódio envolvendo Cristiano Ronaldo — e, nesta quarta-feira (21), abriram em alta de 2,85%, a US$ 57,42, renovando as máximas do ano e quase retornando aos níveis pré-pandemia. No fim do pregão, fecharam com alta de 1,29%, a US$ 56,55. Os BDRs (COCA34) fecharam com ganho de 1,97%, a R$ 49,61.

Quer saber como investir em BDRs e quais as perspectivas para essa classe de ativos no segundo semestre? O Seu Dinheiro preparou um vídeo com as dicas e opiniões de especialistas:
Analistas veem provisões mais altas e qualidade de crédito pressionada, sem sinais relevantes de início da recuperação no curto prazo; veja o que esperar
Companhia revisa projeções para 2026 após mudanças em combustíveis, câmbio e commodities; Banco Safra vê alívio para preocupações do mercado
Na última reorganização da companhia, o CEO Birman decidiu separar a Reserva da operação de moda que era liderada por Jatahy, no Rio de Janeiro
A petroleira discute medidas para suavizar impactos da disparada do petróleo na esteira da guerra no Oriente Médio, mas admite que aumento dos combustíveis está em análise
Essa não é a primeira crise da varejista do setor de casa e decoração, que já enfrentou pedido de falência, recuperação extrajudicial, renegociações de dívidas e diversas brigas entre os sócios.
Nova “Regra dos 50” aumenta dúvidas dos investidores no curto prazo, mas, para analistas, há espaço para ações saltarem nos próximos meses
Após tempestade perfeita da petroquímica nos últimos meses, banco norte-americano vê virada e eleva recomendação de BRKM para compra. O que está por trás da visão otimista?
As perdas vieram maiores do que o esperado por investidores e analistas e, nesta manhã, as ações estão em queda; quando a empresa voltará a crescer?
Cartão Itaú Private World Legend Mastercard é focado em clientes com pelo menos R$ 10 milhões investidos e oferece benefícios em viagens, gastronomia e entretenimento
Um dos principais acionistas da empresa, o fundo Magnólia FIP iniciou estudos para deixar o bloco controlador da rede de depilação a laser
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Jonas Marques afirma que a rede cearense retomou expansão e que os medicamentos GLP-1 são a aposta da vez
O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 30,684 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 2,4 bilhões
Medidas estudadas pela Casa Branca para ampliar importações de carne bovina deram fôlego às ações da companhia e movimentaram o setor frigorífico
Para Renato Cohn, primeira abertura de capital desde 2021 pode destravar o mercado brasileiro — e banco vê apetite mesmo com juros altos e tensão global
Ações da mineradora avançam mesmo com o mau humor dominando a bolsa brasileira nesta segunda-feira (11)
Lucro acima do esperado não impede queda das units do banco neste pregão; confira o que dizem os analistas sobre o resultado
Primeira parcela faz parte do pacote de R$ 4,3 bilhões aprovado pela elétrica para remunerar acionistas em 2026
Nova estratégia combina crescimento acelerado com ROE em alta, e coloca o banco em um novo patamar de cobrança; veja os detalhes
Além da Fast Shop, o Ministério Público identificou mais empresas que foram beneficiadas pelo esquema, incluindo a Ultrafarma
Com crescimento equilibrado entre móvel, fibra e digital, Telefônica Brasil entrega lucro de R$ 1,2 bilhão no 1T26; veja os destaques do resultado