Cemig deixa capital social da Light e leva R$ 1,37 bilhão
Com saída da estatal mineira, distribuidora de energia deixa de ter um controlador e passa a ser uma corporation

A Cemig (CMIG4) deixou de ser a maior acionista da distribuidora de energia Light (LIGT3), que agora passou a ser uma corporation, jargão do mercado para definir empresas de capital pulverizado.
A saída da estatal mineira ocorreu por meio de uma oferta subsequente de ações (follow on), anunciada ao mercado em 7 de janeiro.
A operação consistiu em uma oferta primária (com os recursos indo para o caixa da Light) de 68.621.264 novas ações ordinárias e uma secundária de 68.621.264 papéis de titularidade da Cemig e equivalente a 22,5% do capital social da distribuidora.
[captacao]
Os papéis foram vendidos a R$ 20,00 a unidade, abaixo dos R$ 21,59 em que encerraram o pregão de terça-feira (19) e dos R$ 23,48 em que fecharam no dia anterior ao anúncio da operação.
Com isto, o follow on movimentou um total de R$ 2,74 bilhões, com Cemig e Light levando, cada uma, R$ 1,37 bilhão.
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A Light informou que pretende utilizar os recursos levantados na oferta primária para fortalecer e otimizar sua estrutura de capital, com redução do endividamento e melhorando sua posição de caixa.
Não foi do jeito que queria
O valor por ação mais baixo representou uma certa decepção para a Cemig.
As ações da Light estavam sendo negociadas acima de R$ 24,00 nos últimos dez dias, levando a estatal mineira a cogitar que ela sairia do capital social da distribuidora de energia vendendo sua participação numa faixa de preço entre R$ 22,00 e R$ 23,00, segundo uma fonte do governo mineiro ouvida pelo site “Brazil Journal”.
Mas a queda dos papéis nos últimos dias forçou uma redução no valor pretendido. Em 2021, as ações da Light acumulam baixa de 10,5%.
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