Blau Farmacêutica movimenta R$ 1,2 bilhão em IPO, após ajustes na oferta
Empresa, que tentou IPO em 2018, reduziu em 10% o piso da faixa indicativa e retirou a oferta secundária (de venda de posição de acionistas)

A Blau Farmacêutica, que tentou abrir capital três anos atrás, movimentou R$ 1,26 bilhão em uma oferta pública inicial de ações (IPO), com os papéis precificados a R$ 40,14 - abaixo da faixa indicativa inicialmente apresentada, de R$ 44,60 a 50,60.
A empresa reduziu em 10% o piso da faixa indicativa e retirou a oferta secundária (de venda de posição de acionistas), diante da maior volatilidade do mercado. Inicialmente, o IPO da Blau movimentaria R$ 2,26 bilhões.
As ações da companhia (BLAU3) estreiam nesta segunda-feira (19) na B3. A oferta é coordenada por Itaú BBA, Bradesco BBI, JP Morgan, Citi, XP e BTG Pactual. O IPO da farmacêutica é o terceiro do setor de saúde na bolsa na atual janela de ofertas.
A Dasa captou R$ 3,3 bilhões em um "re-IPO" e Mater Dei levantou R$ 1,4 bilhão em sua oferta inicial. Ambas reduziram a oferta para seguir com as operações, enquanto ao menos outras 18 empresas - dos mais diversos setores - desistiram do IPO neste ano, ao menos por enquanto.
Histórico
A Blau foi fundada em 1987 pelo empresário Marcelo Hahn, que investiu US$ 20 mil para importar preservativos no auge da epidemia de HIV no país.
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A companhia ainda atua nesse ramo, com a marca Preserv, mas desde então expandiu seu portfólio, passando a concentrar sua atuação em medicamentos de alta complexidade e hospitalares essenciais.
A empresa é especialista em produtos biotecnológicos e sintéticos para oncologia, nefrologia, hematologia e infectologia.
Em 2018, a Blau quase seguiu com a operação, desistindo antes do fim do processo de bookbuilding, diante das indicações de que a faixa de preços pretendida não seria atingida.
Sediada em Cotia (SP), a Blau conta com cinco plantas produtivas, em São Paulo (SP), Cotia (SP), Caucaia (CE) e Anápolis (GO), e cinco subsidiárias em países da América Latina: Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai.
A empresa fechou 2020 com um lucro líquido de R$ 254,3 milhões, alta de 27% em base anual. O lucro bruto avançou 29,2%, para R$ 556 milhões, com a margem bruta subindo de 44% para 47,04%.
Na mesma base de comparação, a dívida líquida da companhia cresceu quatro vezes, para R$ 475,6 milhões, puxada pelo avanço de 2,2 vezes das debêntures não circulantes, para R$ 626,3 milhões.
A Blau pretende utilizar os recursos da oferta para expandir a capacidade produtiva e verticalizar a cadeia de insumos estratégicos, além de investir em centros de coleta de plasma nos EUA.
A empresa quer realizar uma reserva de capital para possíveis aquisições, pagar o valor restante da aquisição da Pharma Limirio (atualmente Blau Farmacêutica Goiás) e realizar o pré-pagamento das debêntures de segunda, quarta e quinta emissões.
PROVENTOS
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