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Instituições vão atuar conjuntamente em produtos voltados para investidores, especialmente com emissão de títulos e fundos
Os bancos Inter e ABC Brasil decidiram juntar forças para aproveitar o momento de muitas emissões de ações e outros títulos no mercado de capitais. As instituições fecharam uma parceria para atuar especificamente neste segmento.
E o movimento parece ter sido muito bem recebido pelos investidores. Perto do meio-dia, as Units do Inter sobem cerca de 8%, e as ações PN do ABC avançam mais de 2%.
A atuação principal do ABC se dá em emissões de renda fixa, como debêntures. E segundo o relatório da Anbima referente ao mês de abril, o volume de operações somente deste tipo de título já superou os R$ 140 bilhões nos quatro primeiros meses de 2021, alta de 20% ante 2020.
Assim, o acordo entre os dois bancos faz sentido. O ABC Brasil já tem acesso amplo às empresas que já fizeram, estão no caminho ou têm potencial para realizar emissões no mercado de capitais. Seria uma “porta de entrada” para o banco digital, mais focado em pessoas físicas.
Uma amostra disso está no balanço do ABC. Da carteira de crédito expandida, que inclui empréstimos, prestação de garantias e compra de títulos privados, as empresas com faturamento anual acima de R$ 300 milhões respondem por quase 94%.
Estas empresas estão, em teoria, mais prontas para emitir títulos e até mesmo para abrir capital.
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Para o ABC, o movimento permitirá o acesso aos usuários da plataforma de investimentos do Inter, que está em franca expansão. Ao final do primeiro trimestre, eram 1,5 milhão de clientes ativos. Um ano antes, este número era de 600 mil. Sem falar nos 11 milhões de contas abertas.
O ABC ainda não explora o universo de serviços para pessoas físicas, e pelos comunicados divulgados pelas duas empresas, este é um dos objetivos da parceria.
A outra vantagem oferecida pelo Inter é a carteira de crédito imobiliário, que pode servir como base para o lançamento de novos fundos. O saldo desta modalidade fechou março em R$ 4,1 bilhões, crescimento de quase 55% em 12 meses.
Os presidentes dos dois bancos se mostram muito otimistas com o novo relacionamento. “Vemos no ABC não só similaridades de cultura, mas também complementaridades técnicas e de canais. Diante de tantas sinergias, a criação dessa parceria ocorre de forma muito natural”, afirma João Vitor Menin, do Inter.
“Estamos falando de parceiros com características altamente complementares. A atuação conjunta no mercado de capitais nos permitirá aumentar a gama de soluções que oferecemos aos nossos clientes, e ao mesmo tempo ampliará as alternativas de investimento para os clientes do Banco Inter”, diz Sergio Lulia Jacob, do ABC Brasil.
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