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Varejista de produtos de tecnologia realizou oferta restrita e precisou reduzir valor por ação para abaixo da faixa indicativa
A distribuidora varejista de produtos eletrônicos Allied Tecnologia (ALLD3) estreou nesta segunda-feira (12) na B3, mas não do jeito que gostaria.
Depois de ter que reduzir o preço pedido pelas ações para R$ 18,00, abaixo da faixa indicativa de preços do prospecto da operação, que ia de R$ 20,00 a R$ 26,00, os papéis registram queda no primeiro dia de negócios.
A companhia fechou o dia em queda de 4,56%, a R$ 17,18, enquanto o Ibovespa subiu quase 1%.
Fundada em 2001, a Allied é uma distribuidora varejista de produtos eletrônicos, de marcas como LG, Samsung e Apple. Controlada por fundos de investimentos geridos pela Advent International, a companhia conta com 150 lojas e cinco centros de distribuição.
A oferta foi do tipo restrita, destinada apenas a investidores qualificados e que não exige registro ou análise da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Foram ofertadas 10.476.204 ações ordinárias, nominativas e escriturais, sem valor nominal, das quais 10 milhões foram da oferta primária e 476.204, da secundária, levantando um total de R$ 188,5 milhões.
“Hoje é um dia muito importante para a Allied e eu estou muito orgulhoso em comemorar a nossa entrada na B3. A trajetória da Allied, ao longo dos seus 20 anos de vida, tem sido de constante inovação e crescimento. Agradeço aos nossos colaboradores e parceiros que nos auxiliaram ao longo dessa jornada e tenho confiança de que um futuro ainda melhor está por vir", disse, durante a cerimônia que marcou o início dos negócios da empresa na B3, o CEO da Allied, Silvio Stagni.
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Os bancos contratados para auxiliar a empresa no IPO foram BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA e XP.
Ainda segundo o comunicado, os recursos serão destinados para investimentos em tecnologia, serviços financeiros, com a expansão da Soudi Pagamentos (sociedade controlada da companhia) e aquisições de novos negócios e lojas.
Com a realização de seu IPO, a Allied passa a ser a 183ª empresa listada no Novo Mercado, segmento com os mais elevados padrões de governança corporativa.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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