Leilão do 5G: Claro, TIM e Vivo confirmam favoritismo, mas novatas também arrematam frequências para oferecer internet de alta velocidade
Gigantes das telecomunicações arrematam lotes nacionais na faixa principal do 5G; empresas menores ofertarão serviços em escala local
A Claro, a TIM (TIMS3) e a Vivo (VIVT3) garantiram presença nas faixas mais concorridas no leilão do 5G, iniciado hoje e que deve continuar até amanhã. Mas ao mesmo tempo que as maiores operadoras de telefonia do país participarão da quinta geração da internet no Brasil, novos atores subirão ao palco principal das telecomunicações no momento.
Logo depois da abertura do leilão, o presidente da Comissão Especial de Licitação do 5G na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Abraão Balbino e Silva, anunciou que todos os 15 proponentes estavam habilitados a participar da disputa pelas faixas de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHZ, que servirão tanto para ativar o 5G, quanto para ampliar o 4G.
Além da Claro, da Vivo e da TIM, a mineira Algar, a paranaense Sercomtel e mais dez empresas de menor porte qualificaram-se para o certame.
Claro, TIM e Vivo arrematam lotes principais
A Claro arrematou o lote B01 com uma oferta de R$ 338 milhões, com ágio de 5%. "A empresa Claro S.A é a primeira empresa com lote na faixa de 3,5 GHz, lote principal da faixa de 5G", afirmou Balbino e Silva ao anunciar o resultado.
Com abrangência nacional na faixa de 3,5 GHz, o lote exige uma série de compromissos da empresa vencedora, como a implantação do 5G em municípios com mais de 30 mil habitantes, backhaul de fibra óptica em cidades, compromissos associados à migração de canais transmitidos por TV parabólica para uma nova banda (Ku), e à implementação de redes públicas.
A Telefônica Brasil S.A., dona da Vivo, arrematou o lote B02 com oferta de R$ 420 milhões, e ágio de 30,69%. Já a TIM levou o lote B03 por R$ 351 milhões, apresentando um ágio de 9,22%.
Leia Também
O lote B04, por sua vez, não recebeu propostas válidas. Com isso, ele será subdividido em nova etapa do leilão.
Sercomtel também estará presente na faixa de 3,5 GHz
A Sercomtel Telecomunicações arrematou o lote C02 para oferecimento da tecnologia 5G, na faixa 3,5 GHz, em municípios com menos de 30 mil habitantes. A empresa saiu vencedora ao oferecer R$ 82 milhões de outorga, com ágio de 719,68%.
O lote vencido pela Sercomtel abrange municípios com menos de 30 mil habitantes na Região Norte e no Estado de São Paulo, com exceção de algumas cidades paulistas: Altinópolis, Aramina, Batatais, Brodosqui, Buritizal, Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Colômbia, Franca, Guaíra, Guará, Ipuã, Ituverava, Jardinópolis, Miguelópolis, Morro Agudo, Nuporanga, Orlândia, Ribeirão Corrente, Sales de Oliveira, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio da Alegria e São Joaquim da Barra.
Outros novos atores
A Winity II Telecom arrematou o primeiro lote ofertado pela Anatel nesta quinta-feira. A empresa ofereceu R$ 1,427 bilhão, com ágio de 805,84%. O lote arrematado tem abrangência nacional e compromisso de implantação do 4G em rodovias e localidades, dentro da faixa 700 MHz.
Essa faixa é remanescente do leilão de 2014, quando a Oi, já em dificuldades financeiras, não participou da disputa. "Temos nova prestadora de serviço móvel pessoal no nosso País", afirmou Balbino e Silva ao anunciar a vencedora.
O surgimento de novos atores no mercado de telefonia móvel ocorre justamente em um momento no qual o Cade avalia a compra da Oi Móvel por um consórcio formado por Claro, Vivo e TIM.
A transação tem alimentado temores de concentração de mercado no setor de telecomunicações. Ontem, a Superintendência-Geral do Cade recomendou que a transação seja concluída, desde que alguns remédios sejam adotados para preservar a concorrência.
Outro novo participante do mercado é a Brisanet Serviços de Telecomunicações (BRIT3). A empresa arrematou o lote C05 para prover tecnologia 5G na faixa 3,5 GHz na Região Centro-Oeste. A Brisanet saiu vencedora ao oferecer R$ 150 milhões pelo bloco, com ágio de 4.054%, e terá o compromisso de ofertar o serviço em municípios com menos de 30 mil habitantes na região, com exceção de Paranaíba (MS) e as cidades goianas de Buriti Alegre, Cachoeira Dourada, Inaciolândia, Itumbiara, Paranaiguara e São Simão.
Bolsa nas alturas: Ibovespa fecha acima dos 158 mil pontos em novo recorde; dólar cai a R$ 5,3346
As bolsas nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia também encerraram a sessão desta quarta-feira (26) com ganhos; confira o que mexeu com os mercados
Hora de voltar para o Ibovespa? Estas ações estão ‘baratas’ e merecem sua atenção
No Touros e Ursos desta semana, a gestora da Fator Administração de Recursos, Isabel Lemos, apontou o caminho das pedras para quem quer dar uma chance para as empresas brasileiras listadas em bolsa
Vale (VALE3) patrocina alta do Ibovespa junto com expectativa de corte na Selic; dólar cai a R$ 5,3767
Os índices de Wall Street estenderam os ganhos da véspera, com os investidores atentos às declarações de dirigentes do Fed, em busca de pistas sobre a trajetória dos juros
Ibovespa avança e Nasdaq tem o melhor desempenho diário desde maio; saiba o que mexeu com a bolsa hoje
Entre as companhias listadas no Ibovespa, as ações cíclicas puxaram o tom positivo, em meio a forte queda da curva de juros brasileira
Maiores altas e maiores quedas do Ibovespa: mesmo com tombo de mais de 7% na sexta, CVC (CVCB3) teve um dos maiores ganhos da semana
Cogna liderou as maiores altas do índice, enquanto MBRF liderou as maiores quedas; veja o ranking completo e o balanço da bolsa na semana
JBS (JBSS3), Carrefour (CRFB3), dona do BK (ZAMP3): As empresas que já deixaram a bolsa de valores brasileira neste ano, e quais podem seguir o mesmo caminho
Além das compras feitas por empresas fechadas, recompras de ações e idas para o exterior também tiraram papéis da B3 nos últimos anos
A nova empresa de US$ 1 trilhão não tem nada a ver com IA: o segredo é um “Ozempic turbinado”
Com vendas explosivas de Mounjaro e Zepbound, Eli Lilly se torna a primeira empresa de saúde a valer US$ 1 trilhão
Maior queda do Ibovespa: por que as ações da CVC (CVCB3) caem mais de 7% na B3 — e como um dado dos EUA desencadeou isso
A combinação de dólar forte, dúvida sobre o corte de juros nos EUA e avanço dos juros futuros intensifica a pressão sobre companhia no pregão
Nem retirada das tarifas salva: Ibovespa recua e volta aos 154 mil pontos nesta sexta (21), com temor sobre juros nos EUA
Índice se ajusta à baixa dos índices de ações dos EUA durante o feriado e responde também à queda do petróleo no mercado internacional; entenda o que afeta a bolsa brasileira hoje
O erro de R$ 1,1 bilhão do Grupo Mateus (GMAT3) que custou o dobro para a varejista na bolsa de valores
A correção de mais de R$ 1,1 bilhão nos estoques expôs fragilidades antigas nos controles do Grupo Mateus, derrubou o valor de mercado da companhia e reacendeu dúvidas sobre a qualidade das informações contábeis da varejista
Debandada da B3: quando a onda de saída de empresas da bolsa de valores brasileira vai acabar?
Com OPAs e programas de recompras de ações, o número de empresas e papéis disponíveis na B3 diminuiu muito no último ano. Veja o que leva as empresas a saírem da bolsa, quando esse movimento deve acabar e quais os riscos para o investidor
Medo se espalha por Wall Street depois do relatório de emprego dos EUA e nem a “toda-poderosa” Nvidia conseguiu impedir
A criação de postos de trabalho nos EUA veio bem acima do esperado pelo mercado, o que reduz chances de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro; bolsas saem de alta generalizada para queda em uníssono
Depois do hiato causado pelo shutdown, Payroll de setembro vem acima das expectativas e reduz chances de corte de juros em dezembro
Os Estados Unidos (EUA) criaram 119 mil vagas de emprego em setembro, segundo o relatório de payroll divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Departamento do Trabalho
Sem medo de bolha? Nvidia (NVDC34) avança 5% e puxa Wall Street junto após resultados fortes — mas ainda há o que temer
Em pleno feriado da Consciência Negra, as bolsas lá fora vão de vento em poupa após a divulgação dos resultados da Nvidia no terceiro trimestre de 2025
Com R$ 480 milhões em CDBs do Master, Oncoclínicas (ONCO3) cai 24% na semana, apesar do aumento de capital bilionário
A companhia vive dias agitados na bolsa de valores, com reação ao balanço do terceiro trimestre, liquidação do Banco Master e aprovação da homologação do aumento de capital
Braskem (BRKM5) salta quase 10%, mas fecha com ganho de apenas 0,6%: o que explica o vai e vem das ações hoje?
Mercado reagiu a duas notícias importantes ao longo do dia, mas perdeu força no final do pregão
SPX reduz fatia na Hapvida (HAPV3) em meio a tombo de quase 50% das ações no ano
Gestora informa venda parcial da posição nas ações e mantém derivativos e operações de aluguel
Dividendos: Banco do Brasil (BBAS3) antecipa pagamento de R$ 261,6 milhões em JCP; descubra quem entra no bolo
Apesar de o BB ter terminado o terceiro trimestre com queda de 60% no lucro líquido ajustado, o banco não está deixando os acionistas passarem fome de proventos
Liquidação do Banco Master respinga no BGR B32 (BGRB11); entenda os impactos da crise no FII dono do “prédio da baleia” na Av. Faria Lima
O Banco Master, inquilino do único ativo presente no portfólio do FII, foi liquidado pelo Banco Central por conta de uma grave crise de liquidez
Janela de emissões de cotas pelos FIIs foi reaberta? O que representa o atual boom de ofertas e como escapar das ciladas
Especialistas da EQI Research, Suno Research e Nord Investimentos explicam como os cotistas podem fugir das armadilhas e aproveitar as oportunidades em meio ao boom das emissões de cotas dos fundos imobiliários