Início da temporada de balanços e crise política no Brasil devem movimentar Ibovespa esta semana
Também devem ficar no radar a divulgação do Livro Bege e falas dos dirigentes do Fed ao longo dos próximos dias

É dada a largada em mais uma semana! Após os índices de Nova York renovarem suas máximas históricas na semana passada, as principais bolsas do mundo agora esperam um outro sinal vindo dos Estados Unidos: a temporada de balanços.
A partir de terça-feira (13), os investidores devem conferir os resultados de grandes instituições, como JP Morgan, Bank of America, Goldman Sachs entre outros. Os investidores devem ficar de olho também nas falas dos dirigentes do Federal Reserve ao longo da semana.
Por falar no Banco Central americano, na quarta-feira (14) deve ser divulgado o Livro Bege dos Estados Unidos, que traz perspectivas para a economia do país. A retomada econômica controlada é motivo de preocupação, com as perspectivas de disparada da inflação virando a esquina.
O Federal Reserve deve esperar maiores dados do emprego para decidir sobre sua política monetária, em especial a taxa de juros. A instituição pretende retomar o ciclo de altas a partir de 2023, mas os planos podem ser frustrados pelo momento de alta dos preços.
E o Brasil deve sentir todos esses movimentos do exterior, mas o cenário interno pode pesar no Ibovespa e desagradar a bolsa brasileira. Na semana passada, tanto o dólar quanto o índice brasileiro sentiram o peso da crise política, que ganhou um novo capítulo durante o feriado.
Leia Também
Confira o que mais é destaque nesta segunda-feira (12):
Crise política
Durante o feriado que encurtou as negociações na bolsa brasileira, a crise política envolvendo o governo federal ganhou força. O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a ameaçar as eleições se não houver voto impresso, o que foi rebatido pelo ministro do Supremo Tribunal Eleitoral (STE), Luis Alberto Barroso.
Ele garantiu que haverá eleições, apesar da fala do presidente. Além disso, a CPI da Covid deve lidar com um cabo de guerra quase literal. Enquanto a Comissão pressiona o presidente, a ala militar se vê insatisfeita com os rumos da CPI e os constantes ataques aos militares que fazem parte da cúpula do governo federal.
A cereja do bolo da crise política fica para os dados do Datafolha divulgados durante o final de semana. Eles apontam que o presidente da República é desacreditado por boa parte do eleitorado brasileiro e é um dos candidatos menos bem vistos para a próxima eleição em 2022.
O principal adversário político de Bolsonaro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aparece à frente nas pesquisas, com uma margem bem acima da do atual presidente. Lula lidera em todas as simulações de disputa de segundo turno e ganha por 58% a 31% de Bolsonaro.
Problemas com a reforma
Para além da crise política, a reforma tributária também está desagradando as grandes empresas, que aproveitam a fragilidade do governo para pressionar quanto ao novo texto.
Em reunião ontem com pesos pesados do PIB brasileiro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acenou em retirar o que os empresários definiram como "maldades" da Receita Federal da proposta apresentada para reformular o Imposto de Renda.
A taxação de lucros e dividendos colocou o ministro na fogueira, junto com grandes empresas e bons pagadores de dividendos. Guedes acenou com a possibilidade de reduzir de 34% para 20% a tributação total que existe hoje sobre o lucro das empresas.
Bolsas pelo mundo
Durante a manhã desta segunda-feira (12), os principais índices asiáticos encerraram o pregão em alta generalizada, após os recordes em Wall Street animarem os negócios na semana passada. Apesar disso, as preocupações com a variante delta do coronavírus seguem pressionando os índices internacionais.
Na contramão, as bolsas da Europa recuam, à espera do início da temporada de balanços dos Estados Unidos. O Velho Continente está em um forte movimento de realização de lucros após as altas registradas na semana passada.
Por fim, os futuros de Nova York operam de maneira mista antes do início da temporada de balanços.
Agenda semanal
Segunda-feira (12)
- Banco Central: Boletim Focus semanal (8h25)
- Economia: Balança comercial semanal
Terça-feira (13)
- China: Balança comercial de junho (00h)
- Estados Unidos: Balanço da PepsiCo (7h), JP Morgan (8h) e Goldman Sachs (8h30)
- IBGE: Pesquisa mensal de serviços de maio (9h)
- Estados Unidos: CPI e Núcleo do CPI (9h30)
Quarta-feira (14)
- Estados Unidos: Balanço da BlackRock e Wells Fargo (antes da abertura)
- Brasil: Índice IBC-Br de atividade econômica de maio (9h)
- Estados Unidos: Presidente do Fed, Jerome Powell, apresenta relatório de política monerária (13h)
- Estados Unidos: Divulgação do Livro Bege (15h)
Quinta-feira (15)
- Estados Unidos: Balanço do Morgan Stanley (antes da abertura)
- Estados Unidos: Pedidos de auxílio-desemprego (9h30)
- Estados Unidos: Produção industrial de junho (10h15)
- Estados Unidos: Presidente dos EUA, Joe Biden, e chanceler da Alemanha, Angela Merkel, realizam reunião na Casa Branca (sem horário)
- Áustria: Opep divulga relatório mensal sobre mercados de petróleo (sem horário)
Sexta-feira (16)
- Brasil: IGP- de julho e IPC-S semanal (8h)
- Estados Unidos: Vendas no varejo de junho (9h30)
MAIS INCERTEZA COM 'ONDA AZUL'
A guerra no Irã vai acabar? O que as eleições nos EUA podem mudar no preço do petróleo
5 de novembro de 2026 - 19:37DA FESTA AO ENTERRO
‘Onda azul’ na urna, ‘onda vermelha’ na bolsa: o fantasma que derrubou Wall Street após a vitória democrata
5 de novembro de 2026 - 19:09PROMOÇÃO?
Fundos imobiliários vivem maior desconto da história. Pechincha ou armadilha?
5 de novembro de 2026 - 18:01AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
5 de novembro de 2026 - 11:57REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?