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E o Ibovespa deve seguir de olho na temporada de balanços, com importantes empresas divulgando seus dados do segundo trimestre após o fechamento de ontem
O Ibovespa deve seguir sentindo o peso dos debates em Brasília no pregão desta quarta-feira (11). A PEC do voto impresso foi derrotada na madrugada de hoje na Câmara dos Deputados e o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), afirma que o assunto está “encerrado”.
Com a proposta fora do caminho dos debates, o foco deve ficar para a sessão que deve debater a reforma do Imposto de Renda, marcada para hoje, na Câmara. No campo dos indicadores, o IBGE deve divulgar os dados de vendas no varejo de junho.
De acordo com as projeções do Broadcast, o varejo deve caminhar para a terceira alta seguida, com um aumento de 0,70% na mediana das expectativas. Na base interanual, a mediana fica em 9,0%.
Juntamente com esses dados, as atenções estão voltadas para os balanços da semana. Após o fechamento de ontem (10), Marfrig, BR Distribuidora entre outras empresas divulgaram os dados do segundo trimestre.
Confira o que mais deve ser destaque no pregão de hoje:
Os debates envolvendo a PEC dos Precatórios, apresentada no fim da manhã da última terça-feira (10), devem seguir movimentando a bolsa brasileira. Os investidores estão de olho no respeito (ou não) ao teto de gastos, medida que limita o aumento de gastos do governo à inflação.
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Também deve seguir no radar outra medida que coloca as contas públicas em xeque: a mudança da “regra de ouro”. Essa regra impede que o governo tome dívidas para bancar despesas correntes, como salários de servidores e benefícios sociais. De acordo com a equipe econômica, a mudança tem como objetivo “gerar mais agilidade na disponibilização de recursos para o financiamento de políticas públicas, contribuindo para a melhor gestão de gastos”.
Os investidores devem ficar de olho também nos debates envolvendo a reforma do Imposto de Renda, marcada para a tarde desta quarta-feira na Câmara dos Deputados. O ministro da Economia, Paulo Guedes, enfrenta resistência do setor empresarial devido a proposta de redução da alíquota do IR de 25% para 12,5%, que seria compensada por um aumento da taxação sobre lucros e dividendos de 20%.
Na tarde de ontem (10), o Senado norte-americano aprovou o pacote de estímulos à infraestrutura de US$ 1 trilhão do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. O projeto ainda deve passar pela Câmara dos Representantes, mas a aprovação por parte dos partidos Republicano e Democrata é um marco positivo para a proposta.
E, pelo tamanho do pacote, os efeitos devem ser refletidos em todo o mundo. A Câmara deve manter os US$ 1 trilhão do pacote, o que pode influenciar diretamente na alta dos preços e dos juros.
Por falar em preços, hoje deve ser divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. A expectativa é de que os preços avancem 0,4% em julho e 4,3% na comparação anual, de acordo com as projeções do Broadcast.
A perspectiva de aprovação de um recheado pacote de auxílio voltado à infraestrutura também fez os títulos do Tesouro norte-americano dispararem na manhã de hoje. Os Treasuries de longo prazo (10, 20 e 30 anos) passam por uma valorização de até 2% por volta das 7h30.
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira sem direção única. O destaque especial vai para o setor de bebidas alcoólicas da China, que recuou após críticas de um fiscal à “cultura da bebida” no país. Depois das ameaças ao setor de tecnologia, os investidores se mantêm atentos a qualquer nova possibilidade de regulamentação por parte do Gigante Asiático.
Já as bolsas da Europa operam em alta após dados locais da Alemanha injetarem ânimo nos negócios. A inflação alemã veio em linha com o esperado pelo mercado e se sobrepôs ao medo do avanço da variante delta, que segue no radar.
Por fim, os futuros de Nova York operam sem direção definida, de olho no pacote de infraestrutura de Joe Biden e à espera dos índices de inflação ao consumidor (CPI, em inglês), dos Estados Unidos.
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