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A quinta-feira (09) foi marcada por uma harmonia geral do mundo. Joe Biden e Xi Jingping conversaram sobre a cooperação entre os países e Bolsonaro faz as pazes com Alexandre de Moraes
O Brasil não é para amadores nem a bolsa brasileira para os cardíacos. O "pós 7 de setembro" está sendo intenso para os analistas e o Ibovespa não poderia ficar de fora. Depois de cair durante a sessão inteira, o principal índice da B3 inverteu o sinal com menos de meia hora para o final da sessão e quase encerrou o dia em alta de 2% após a carta de Jair Bolsonaro à nação.
Entretanto, esse otimismo pode ser limitado no pregão desta sexta-feira (10). O investidor mais calmo deve acompanhar menos as palavras e mais as ações do presidente para gerar harmonia entre os Poderes. No panorama internacional, os panos quentes ficam por conta de Joe Biden e Xi Jingping, presidentes dos EUA e da China, respectivamente. A conversa entre os líderes das maiores potências mundiais animou os mercados hoje. Saiba o que esperar:
No final da tarde da última quinta-feira (09), os investidores foram pegos de surpresa pouco antes do final do pregão. Uma carta redigida pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), figura bem vista pelo mercado, e assinada pelo atual presidente Jair Bolsonaro mostrou uma mudança de tom do atual mandatário da República.
Antes do final da sessão, o Ibovespa, que operava no vermelho ao longo do dia, inverteu o sinal e avançou 1,75%, aos 115.360 pontos, depois de encostar nos 112 mil. O câmbio fechou o dia em queda de 1,86%, a R$ 5,2273.
O tom da carta deu otimismo ao mercado, mas os impactos podem ser mais limitados do que se imagina. Não é a primeira vez que Bolsonaro recua em suas declarações antes de voltar a atacar algum dos poderes e os investidores só devem ficar realmente animados com ações mais pragmáticas do “Jair Bonzinho” para melhorar o sentimento geral.
Tanto o Congresso quanto o Supremo Tribunal Federal (STF) têm em suas mãos a aprovação de pautas necessárias para o Palácio do Planalto chegar com maior competitividade às eleições de 2022. As reformas estruturais, que animam a bolsa e fortalecem o país, devem ficar em segundo plano e entrar ainda mais como moeda de troca no xadrez político.
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A realidade pode ser mais dura do que os 10 pontos destacados por Bolsonaro em sua carta à nação. Ontem, a inflação de agosto registrou a maior alta para o mês em 21 anos, puxada pelo aumento do preço dos combustíveis. E as perspectivas não são das melhores, com a crise hídrica e possível crise energética no radar, podendo pressionar ainda mais o IPCA nos próximos meses.
Os desdobramentos da “Carta à Nação” devem movimentar o Ibovespa nesta sexta-feira (10). No campo dos indicadores, o IBGE divulga as vendas do varejo e varejo ampliado nesta manhã.
Não é só a política nacional que está em festa após um cessar fogo entre as partes. Depois de o governo de Donald Trump afastar os norte-americanos da China, o presidente Joe Biden busca reatar laços com o Gigante Asiático.
Por meio de uma ligação telefônica, Biden conversou com o presidente chinês, Xi Jinping, na última quinta-feira (09) e deixou claro que não irá mudar sua política pró-direitos humanos e livre comércio. O presidente norte-americano ainda ressaltou o interesse dos EUA em manter a paz, estabilidade e prosperidade na região do Indo-Pacífico e destacou a responsabilidade das duas nações em evitar o conflito.
A China, por sua vez, não parece gerar maiores resistências contra os Estados Unidos, mas segue o discurso de que os norte-americanos devem deixar de se “intrometer em assuntos domésticos chineses”, de acordo com a Associated Press.
Apesar da conversa pouco amistosa, o avanço das negociações entre os países deve se transformar em otimismo nos índices internacionais. A cooperação entre China e EUA pode acelerar a retomada da economia global.
Somado a isso, os dados de emprego dos Estados Unidos também pesaram do lado positivo da balança no pregão de ontem, depois dos dados do desemprego na semana passada frustrarem as projeções.
Mas o avanço da variante delta serve como plano de fundo dos problemas internacionais. Na tarde de ontem, o presidente Joe Biden anunciou uma série de medidas que visam aumentar o número de vacinados na população norte-americana. “Não é sobre sua liberdade ou escolha pessoal. É sobre proteger você e as pessoas à sua volta”, afirmou ele.
Sem maiores indicadores pela frente, os investidores internacionais devem focar no índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) dos EUA. Na Europa, a reunião de ministros de Finanças da Zona do Euro deve trazer os próximos passos dos países para enfrentar a retirada de estímulos do BCE.
Os principais índices asiáticos fecharam em alta nesta manhã, após uma ligação amistosa entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e o presidente chinês, Xi Jinping. O Banco Central Europeu também ajudou no sentimento otimista da Ásia, após o BCE anunciar que manteve os juros inalterados mas deve “recalibrar” a compra de ativos.
Já no Velho Continente, as principais praças repercutem a reunião de Biden e Xi Jinping e operam sem direção definida. Os investidores devem digerir a nova postura do BCE para a região, com a retirada de estímulos da economia nos próximos meses.
Por fim, os futuros de Nova York avançam antes do pregão de hoje, após o número de pedidos de auxílio-desemprego vir abaixo do esperado.
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