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A gasolina foi a grande vilã do mês e subiu 2,80%, tendo o maior impacto individual no indicador

Nesta manhã, o IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em agosto, mostrando uma inflação ainda mais acentuada e bem acima das expectativas do mercado.
O principal índice de evolução dos preços no país subiu 0,87% em agosto, ante a mediana estimada por economistas de 0,70%, conforme levantamento do Broadcast. As projeções iam de 0,62% a 0,85%.
Em julho o índice havia marcado 0,96%. No acumulado dos 12 meses a inflação está em 9,68%, acima dos 8,99% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em 2021, o IPCA acumula alta de 5,67%.
De acordo com a divulgação mais recente do Boletim Focus, publicada no último dia (06), a mediana das previsões para o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor) neste ano foi 7,58%.
Lembrando que a meta estipulada pelo Banco Central (BC) em 2021 é de 3,75%, com o piso em 2,25% e o teto em 5,25%.
Dos nove grupos pesquisados, oito registraram aumento em agosto, afirmou o IBGE. A maior variação (1,46%) e o maior impacto (0,31 ponto percentual) vieram do transporte, influenciado principalmente pelos combustíveis.
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A gasolina foi a grande vilã do mês e subiu 2,80%, tendo o maior impacto individual. O Etanol (4,50%), gás veicular (2,06%) e óleo diesel (1,79%) também ficaram mais caros em agosto.
Ainda no grupo de transportes, os veículos próprios (1,16%), registraram alta de 1,98% nos automóveis usados, 1,79% nos novos, e 1,01% em motocicletas.
Transportes públicos tiveram queda média de 1,21%, sob influência de uma queda de 10,69% nos preços das passagens aéreas.
Os preços dos alimentos continuam pesando sem trégua no bolso dos consumidores. Com alta de 1,39% (mais que o dobro da alta de 0,60% registrada em julho), o grupo de alimentação e bebidas foi o segundo de maior impacto sobre a inflação do mês de agosto.
Maiores aumentos:
A alimentação no domicílio saltou de 0,78% para 1,63% em um mês.
Mesmo vindo mais alta, o aumento na conta de energia foi mais leve no mês de agosto comparado a julho. Foi registrado aumento de 1,10% ante 7,88% no mês anterior.
Além disso, os preços do gás encanado (2,70%) e gás botijão (2,40%) também aumentaram.
Entre os principais aumentos de preços no mês para o grupo de serviços estão:
O setor apresentou desaceleração no mês de agosto. Segundo André Almeida, analista da pesquisa divulgada pelo IBGE, o abrandamento no preço dos serviços se da sobretudo, a queda das passagens aéreas.
Em julho houve um surpreendente aumento de 35,22% das passagens, este mês a queda foi de 10,69%.
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