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Tecnologia que permitiu o surgimento do bitcoin e das criptomoedas agora é usada para dar autenticidade a objetos físicos e, principalmente, digitais
Como um grande fã de basquete, fiquei muito empolgado com o lançamento de “The Last Dance”, documentário da Netflix que conta a trajetória de Michael Jordan durante seu período no Chicago Bulls. Gostei tanto que quis comprar um Air Jordan 1, tênis que a Nike desenvolveu especialmente para o astro. “Todos querem ser como Jordan”, dizia a propaganda.
Tentando achar o melhor preço, vi que o par usado por Jordan na primeira temporada como jogador do Bulls foi leiloado por US$ 560 mil. A primeira coisa que me veio à cabeça foi: como saber que aquele era o tênis usado pelo Jordan? Com certeza, alguém possuía um certificado que dizia “Jordan esteve aqui”, o que faz daqueles pares únicos no mundo.
Pronto, você entendeu a lógica dos NFTs.
A palavra NFT vem de “non-fungible token”, ou “token não fungível”. Esse token é uma sequência única que não pode ser alterada e está sendo usada para dar autenticidade a objetos físicos ou digitais. Trata-se de outra aplicação da mesma tecnologia que permitiu o surgimento do bitcoin e das criptomoedas.
A palavra “fungível” para finanças vem da fundição do ouro, como explica André Franco, especialista em criptomoedas da Empiricus. “A fundibilidade é a possibilidade de você trocar uma unidade de uma coisa pela outra. Se você tem 1g de ouro você pode trocar por 1g de ouro, sem perda de valor”, explica ele. “Se eu te emprestar uma nota de dez e você me transferir dez reais, é a mesma coisa. Isso é ser fungível”.
Mas no campo das artes, as obras têm um valor subjetivo, assim como os tênis do Jordan. Ou, por exemplo, um quadro feito por Picasso não terá o mesmo valor de uma reprodução feita por outro artista menos famoso. Assim, o token corresponde ao direito de posse daquela obra, atestando sua veracidade.
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“É como se você fosse no cartório registrar o seu filho. A certidão de nascimento diz que ninguém mais pode ter aquele nome, aquele número, nascido naquele dia. A diferença é que o cartório [quem armazena essa informação] é a blockchain”, como afirma Rocelo Lopes, especialista em tecnologia blockchain e criptoeconomia.
O blockchain é o sistema de segurança utilizado pelas criptomoedas, o que garante a segurança e validade das transações. Atualmente, os NFT utilizam a rede da criptomoeda Ethereum para emitir e armazenar o certificado digital.
Os NFTs ganharam destaque recente para além do circuito das artes e dos especialistas no mundo das criptomoedas depois da proposta de US$ 1 milhão para compra de um tuíte do bilionário Elon Musk, dono da Tesla.
Mas com propostas bem menos modestas, os artistas têm usado a tecnologia para vender suas artes com certificados digitais, como é o caso de Uno de Oliveira, artista digital.
“No começo, eu nem dei bola. Mas vi que isso começou a crescer e fiquei empolgado, comecei a prestar mais atenção. Hoje, a rede de artistas digitais se beneficia demais desse sistema.”
E os retornos são bem positivos. Uno afirma que outros artistas chegaram a receber o equivalente a seis meses de salário só com a venda de NFTs. “Vi gente dar entrada em apartamento com isso, então tem um impacto na nossa renda sim”, afirma.
Uno ainda afirma que uma das vantagens é poder fazer negociações com todas as pessoas do mundo e receber tanto na criptomoeda Ethereum quanto em dólar, por exemplo. “Eu já vendi várias artes em dólar, e a arte mais cara que eu já vendi foi dois Ethereums [aproximadamente R$ 20.164,66], e pra mim é muito legal porque é uma renda complementar.”
Você pode passear pela galeria de arte do Uno e ver as obras disponíveis. Mas, vale lembrar, que a reprodução delas sem o NFT ou algum certificado de venda de posse é ilegal.

Atualmente, só é possível comprar e vender NFTs por meio das plataformas do blockchain (o NFT usa a blockchain da Ethereum para manter sua segurança) ou por corretoras.
Por serem uma tecnologia nova, ainda são apenas aplicadas ao mundo das artes. Mas, como projetam os especialistas, com o aumento da regulação será possível emitir esses certificados digitais para posse de casas e carros.
Assim como a distribuição de música por meio de plataformas de streaming fez os artistas não terem mais a necessidade de produtoras e gravadoras, os tokens podem ser um ponto de virada no mundo dos direitos autorais.
“O artista pode, por meio do NFT, vender com exclusividade mil tokens para os fãs mais fanáticos deles e garantir o ‘direito de posse’ daquelas músicas, e o fã pode dizer ‘eu tenho música do artista tal’”, afirma o analista da Empiricus.
Algumas bandas já começaram a fazer até pacotes especiais, com trechos exclusivos das gravações do disco que não vão para a edição final ou com ilustrações produzidas pelos artistas.
Sim, você pode. Assim como alguém que compra uma obra de arte hoje e revende por um preço maior depois de alguns anos, comprar um NFT de uma obra digital hoje pode ser lucrativo. Desde que o artista por trás dela seja reconhecido e ela se valorize, é claro.
Então, é preciso que você também entenda um pouco de arte para avaliar quais NFTs possuem mais potencial. Mas se a tecnologia de fato pegar, é provável que os pioneiros nessa área ganhem notoriedade — e dinheiro.
Você também pode fazer o seu próprio NFT a partir de uma obra digital de sua autoria — que pode ser uma foto, desenho, música ou mesmo uma publicação inspirada em uma rede social.
Como o custo para se emitir um token está em torno de US$ 100 dólares (R$ 550), você teria de arrumar alguém disposto a pagar mais que esse valor pelo seu trabalho.
Além disso, como a rede está ligada à da Ethereum, as taxas de transação ficam variáveis ao longo do dia, o que pode aumentar ainda mais esse valor.
O NFT também pode ser usado em objetos físicos. Se você possuir algo de valor (uma figurinha rara, uma moeda das Olimpíadas ou, literalmente, qualquer coisa que alguém queira comprar), é possível vender esse item com o certificado.
Em plataformas como a OpenSea é possível tanto comprar quanto vender seus artigos, fotos e desenhos como fazer o NFT.
Você deve estar coçando a cabeça e se perguntando: “tudo bem, eu até entendo uma obra de arte. Mas o que um tuíte do Elon Musk tem de tão especial?” Bom, aí vamos para outro campo das artes (que também se aplica nesse caso).
A Mona Lisa é atualmente propriedade do Museu do Louvre, em Paris. Mas você pode muito bem pegar uma foto em alta resolução, um papel com as medidas do quadro e emoldurar a pintura na sua sala. Entretanto, a sua “fake Lisa” obviamente não vale o mesmo que a obra original.
Mesmo se você mandasse um artista muito habilidoso replicar a obra pincelada por pincelada, no fundo, ela não valeria nada mesmo. O que tem real valor é aquela tela pintada lá nos idos de 1500 e isso ninguém pode copiar.
“O que pode acontecer, e já vem acontecendo, são as pessoas colocando valores absurdos em objetos que, na realidade, não têm valor nenhum”, comenta Rocelo. Nas galerias, por exemplo, para uma obra receber o selo de autenticidade, é preciso que um ou mais especialistas avaliem a obra para atestar que ela é real e não uma cópia.
Justamente por ser um sistema descentralizado, em que qualquer pessoa pode emitir um NFT, esse processo de validação não acontece. Além disso, o alto consumo de energia das redes das criptomoedas já foi até apontado pelo bilionário Bill Gates como péssimo para o meio ambiente.
Assim como as criptomoedas, a procura por NFTs despertou o medo de uma bolha no mercado estar surgindo. Mas Rocelo tranquiliza, afirmando que mesmo o Bitcoin teve uma sequência de “bolhas” que estouraram e a criptomoeda seguiu seu caminho.
Segundo ele, o aumento das regulamentações e o ajuste natural do mercado pelo interesse do ativo acabam esfriando o perigo de uma perda de dinheiro generalizada.
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