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Projeção do banco suíço é atualizada apenas um dia depois de o Itaú revisar estimativa para 11,25%

Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três! A implosão do teto de gastos, na semana passada, transformou as estimativas para a taxa Selic em 2022 quase em um leilão. Nesse caso, porém, quem der o maior lance não vai necessariamente levar.
Um dia depois de o Itaú ter elevado sua projeção para a taxa Selic a 11,25% no fim do ano que vem, hoje o Credit Suisse posicionou sua estimativa para a taxa básica de juro no Brasil em 11,50% ao término de 2022.
As revisões ocorrem às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que amanhã deverá elevar a taxa Selic, atualmente em 6,25% ao ano.
Em relatório divulgado hoje, o Credit Suisse informa que suas projeções para a Selic passaram a 9,25% ao fim de 2021 e 11,50% ao término de 2022.
As estimativas do banco suíço para a inflação oficial também foram elevadas a 9,8% no fim deste ano e 5,8% em dezembro de 2022. O gatilho foi o IPCA-15 de outubro, divulgado hoje.
“A inflação medida pelo IPCA-15 foi de 1,20% em outubro, acima da mediana das expectativas do mercado, de 1,00%, e da nossa projeção, de 1,02%”, argumenta o Credit Suisse.
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“De forma geral, o resultado de hoje continua mostrando uma dinâmica muito desfavorável para a inflação, tanto quantitativa quanto qualitativamente”, explicam os analistas.
Segundo eles, a inflação de serviços, que vinha acompanhando a retomada da atividade econômica e a alta da inflação dos demais grupos, aumentou fortemente e apresentou elevação generalizada em seus itens.
“Além disso, a inflação industrial confirmou alta aceleração de preços entre seus itens. Com isso, os núcleos de inflação registraram o maior número no ano”, prossegue a instituição.
O rompimento do teto de gastos, na semana passada, fez com que o Credit Suisse elevasse sua projeção para o resultado da reunião de amanhã do Copom de uma alta de 100 para 125 pontos-base, o que levaria a Selic a 7,50% ao ano.
“Em nossa opinião, as taxas neutras mais elevadas ocasionadas pelo enfraquecimento do arcabouço fiscal e pela piora do balanço de riscos para a inflação levarão o Banco Central a aumentar mais rapidamente a taxa Selic e a elevar a taxa terminal para conter o aumento das expectativas de inflação”, explica o banco.
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