BofA recomenda mais exposição ao Brasil e eleva preço-alvo para Petrobras
Banco passou a classificação do país de marketweight para overweight, e elogia o desempenho operacional da estatal, apesar dos riscos políticos

O PIB brasileiro do primeiro trimestre parece realmente ter mudado a forma dos estrangeiros olharem para o mercado de ações do país.
Depois de revisar suas projeções para o crescimento do PIB brasileiro de 3,4% para 5,1%, depois do resultado do primeiro trimestre de 2021, o Bank of America (BofA) elevou também a recomendação de exposição ao Brasil, de marketweight (em linha com o desempenho médio dos mercados) para overweight (acima da média).
Enquanto melhorou a recomendação para o Brasil, o BofA piorou sua avaliação para o Chile, passando de overweigth para underweight (desempenho abaixo da média).
O banco norte-americano justificou seu posicionamento como consequência do momento que a economia brasileira vive, impulsionado pela reabertura das atividades, avanço da agenda de reformas e ruídos políticos mais sutis.
Os analistas citam ainda que os ativos brasileiros estão baratos neste momento, já que desde o início da pandemia, têm apresentado desempenho abaixo da média de seus pares globais.
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Em relação a setores, o BofA prefere aqueles que estão correlacionados com a inflação, e produtores de commodities. O banco inclusive voltou a colocar a Petrobras no radar, com a diminuição dos ruídos políticos.
Por falar na gigante estatal de petróleo, o preço-alvo das ações da companhia foi de R$ 29 para R$ 30, mas a recomendação continua neutra. Pouco depois das 13 horas, o papel caía cerca de 1%, para R$ 28,40.
Os analistas do BofA reconhecem que o desempenho operacional da Petrobras tem sido bom, e o ritmo de venda de ativos está dentro do que o mercado espera. “Temos a expectativa de aumento no pagamento de dividendos a partir de 2023”, diz o banco.
Mas o que impede uma melhor recomendação é o fato da Petrobras ser uma estatal, e por isso, o risco de intervenção governamental é praticamente constante. “A percepção de risco pode piorar à medida que a eleição de 2022 se aproxima”, afirma o BofA.
Na lista de preferência do BofA estão também os setores de varejo tradicional, distribuição de combustível, construção e pagamentos.
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