O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Na avaliação de Campos Neto, além do problema de inflação interna, o Brasil está “importando inflação de outros países, o que torna o ambiente ainda mais desafiador”
O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse hoje (16) que diante de um cenário de piora “quantitativa e qualitativa” da inflação, a autoridade monetária do país terá um trabalho difícil e desafiador, em um cenário de alta nos preços de alimentos, combustíveis e de energia.

Na avaliação de Campos Neto, além do problema de inflação interna, o Brasil está “importando inflação de outros países, o que torna o ambiente ainda mais desafiador”. Ele ressaltou que para contornar essa situação, será necessário, ao Brasil, buscar o equilíbrio fiscal, além de “passar a mensagem de que o país tem condições de ter um crescimento sustentável mais alto”. As declarações foram dadas no IX Fórum Jurídico de Lisboa, em Lisboa.
Na última edição do Boletim Focus, o mercado revisou a projeção da inflação pela 32ª semana seguida. Há 4 semanas, o mercado projetava o IPCA em 8,69% no final de 2021, mas desta vez as expectativas já estão em 9,77% e algumas casas de análise esperam a inflação acima de 10%. O PIB, por sua vez, sofreu sua quinta piora seguida, recuando de 5,01% para 4,88% no mesmo período.
O presidente do BC disse que, em parte, a inflação que vem sendo registrada em diversos países está relacionada à “maior injeção fiscal da história mundial”, medida adotada com o objetivo de amenizar os efeitos da pandemia na economia.
Campos Neto disse que, com a pandemia, o cenário mundial ficou diferente do que se imaginava, “com uma rápida e volátil mudança de cenários, em termos de crescimento e de perspectiva de inflação”. Governos ficaram “em pânico”, sem saber, até então, a real dimensão do problema.
Diante da situação, segundo Campos Neto, foi feita “a maior injeção fiscal da história mundial, de US$ 9 trilhões, segundo informou na semana passada o FMI [Fundo Monetário Internacional], sendo que US$ 4,5 trilhões foram em transferências diretas. Pensando que o PIB mundial está entre US$ 84 [trilhões] e 85 trilhões, estamos falando de 10% de injeção fiscal em um espaço de tempo relativamente pequeno. Algo que nunca tínhamos visto”.
Leia Também
Na visão do presidente do BC, como consequência essas transferências resultaram em aumento no consumo de bens em várias localidades. “Vemos uma correlação disso com o aumento de preços nos países que tiveram mais ajuda. Em um primeiro momento, com a alimentação em domicílio subindo muito”.
“Aí, os bancos centrais criaram uma tese de que isso era um aumento temporário, porque, quando a economia reabrisse, as pessoas voltariam a trabalhar e, assim, voltariam a consumir serviços, deixando de consumir bens, o que resultaria queda nos preços de bens. Segundo essa tese, a reabertura mundial, após a pandemia, reequilibraria essas forças e faria com que a inflação caísse rapidamente”, disse.
Essa expectativa, segundo Campos, acabou não se concretizando, uma vez que ela partia da premissa de que haveria uma “ruptura de oferta” maior do que a que foi registrada, e que “as pessoas que estavam em casa não estariam produzindo”, o que acarretaria em queda na oferta de bens.
“Essa tese foi bastante divulgada. Hoje vemos que, em parte ou quase na totalidade, essa tese não é verdade”, disse o presidente da autoridade monetária brasileira. “Também existia uma tese de que a logística tinha sofrido uma ruptura porque as pessoas estavam em casa. Na verdade, quando olhamos em retrospectiva, vemos que isso também não é verdade”.
Segundo Campos Neto, o que aconteceu foi “um grande deslocamento de demanda” porque os governos colocaram muito dinheiro na mão das pessoas em um período muito rápido. “Demorou para os bancos centrais entenderem o efeito combinado desse conjunto de ajudas, de US$ 9 trilhões”, acrescentou ao comentar que a previsão atual é de que esse deslocamento persista.
‘Correlacionado a esse fator, vem um outro tema, ligado a esse deslocamento de demanda. A gente imaginava que o consumo de energia elétrica em casa ia crescer mais do que fora de casa, e isso não aconteceu. O que aconteceu foi o contrário, porque produzir bens gasta muito mais energia do que produzir serviços. Temos aí, também, um deslocamento grande da demanda de energia que não foi acompanhado de aumento na oferta de energia”, complementou.
Na avaliação do presidente do BC, a comunidade econômica demorou para entender o impacto que os programas fiscais teriam nos preços. “Imaginou-se que isso se equilibraria quando a economia reabrisse e que haveria mais investimentos nos itens onde haveria escassez. Nenhuma das duas coisas aconteceu da forma esperada”, resumiu.
Ainda segundo Campos, o impacto nos preços da energia elétrica e dos combustíveis foi maior do que o esperado em 2021. “Foi na verdade o maior [impacto] dos últimos 20 anos, adicionado ao choque de alimentos registrado no ano anterior”, disse.
Diante desse cenário, Campos Neto disse que o BC então iniciou processo de aumento de juros. “O número de inflação acelerou e teve piora tanto quantitativa como qualitativa em todos os aspectos. É muito importante sermos realistas para entendermos o quão disseminada está a inflação e o quão difícil será o trabalho do BC nesse ponto. Temos percebido, mais recentemente, uma revisão de inflação para cima e de crescimento para baixo em 2022”.
O presidente do BC apontou alguns dos motivos que não possibilitaram, ao Brasil, se beneficiar da alta dos preços das commodities. “Geralmente, quando commodities sobem, a moeda brasileira aprecia, porque o Brasil é exportador de commodities. Então o preço da moeda local absorveria a alta externa”, disse.
“Só que dessa vez isso não aconteceu. Tivemos aumento do preço de commodities com desvalorização da moeda. Isso aconteceu porque os termos de troca, que é essa relação, foram acompanhados de aumento do nível de dívida emitida”, explicou ao associar essa dívida às medidas de combate aos efeitos da pandemia na economia do país.
*Com informações da Agência Brasil
Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes
A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.
Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo
Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso
Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta
Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa
Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas
Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora
A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas
Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano
Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes
A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026
Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas
Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente
A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa