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A oferta pública inicial da empresa voltada para a infraestrutura de processamento e venda de grãos movimentou R$ 1,3 bilhão na semana passada
O apetite dos investidores pelas ações da 3tentos Agroindustrial (TTEN3) até começou bem, mas uma indigestão pós-almoço azedou a estreia da empresa na B3 nesta segunda-feira (12).
Os papéis - precificados em R$ 12,25 em uma oferta pública inicial (IPO, da sigla em inglês) que movimentou R$ 1,3 bilhão na semana passada - chegaram a subir mais de 4% pela manhã e marcaram R$ 12,95 na máxima, porém mudaram de rumo ao longo do dia, fechando com queda de 1,22%, a R$ 12,10.
Em discurso na abertura das negociações, o CEO da empresa, Luiz Osório Dumoncel, ressaltou a responsabilidade da empresa com os produtores, o time e seus acionistas. "Conjugar agricultura, produtividade, alimento e energia renovável é o que a 3tentos busca desde seu primeiro dia de vida", disse.
A empresa vai utilizar os recursos captados para instalar uma planta industrial, com produção de biodiesel, em Mato Grosso, abrir outras novas unidades e reforçar seu caixa. Os planos incluem ainda a abertura de mais 30 lojas até 2025, o que elevará a 70 o total de unidades da companhia.
Graças a uma característica da operação, o montante destinado para esses projetos pode aumentar ainda mais.
A oferta restrita, ou seja, direcionada a investidores profissionais, ainda pode contar com lote adicional e suplementar de ações até 13 de agosto, quando toda a operação coordenada por BTG Pactual, Bank of America, Bradesco BBI, Citi, UBS BB e Safra estará concluída.
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A 3tentos possui cerca de 17 mil clientes ativos, a maioria pequenos e médios produtores agrícolas, para os quais a empresa presta serviços de infraestrutura para venda de grãos, além de unidades para processamento de soja.
No prospecto da oferta, a companhia ressaltou que uma de suas grandes apostas é a tecnologia e, por isso, oferece dois aplicativos e uma plataforma de consultoria online, tudo para facilitar a gestão e venda de grãos pelos produtores.
Em 2020, sua receita operacional líquida foi de R$ 3,1 bilhões, um crescimento de quase 40% em relação a 2019. O Ebitda ajustado mais que dobrou, atingindo R$ 387,4 milhões.
O que também dobrou no ano passado foi o lucro líquido, que bateu os R$ 246 milhões. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, caiu de 1,56 vez para 1 vez.
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