O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O relator do projeto enviou parecer para a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que pediu mais tempo para analisar as propostas
Uma das maiores críticas às criptomoedas é a falta de regras desse mercado. Por ter nascido recentemente, os órgãos reguladores ainda não estabeleceram as diretrizes e parâmetros para impor uma legislação adequada aos ativos digitais, o que foi motivo de críticas recentes do presidente da B3, Gilson Finkelsztain.
Mas esse problema pode estar próximo do fim com o avanço de propostas para tornar o Banco Central o órgão regulador dessa nova classe de ativos.
Relator de três projetos sobre o tema, o senador Irajá Silvestre Filho (PSD-TO) deu parecer favorável às propostas sobre as regras do mercado de criptomoedas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na semana passada.
O projeto dá um novo status às criptomoedas, que passam a ser efetivamente reconhecidas como moedas — como o dólar e o real — e deixam de ser vistas como commodities. Desta forma, elas passam a ser reguladas pelo BC.
Outra novidade da proposta é o incentivo à mineração de criptomoedas. O projeto prevê a isenção completa de impostos de importação para máquinas e softwares caso a atividade seja realizada a partir de fontes de energia renováveis.
Eu conversei com especialistas no setor e conto a seguir os principais pontos e a reação ao projeto de regulação de criptomoedas.
Leia Também
De maneira geral, as propostas colocam o Banco Central como principal órgão regulador do mercado cripto. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também será acionada em momentos específicos, como quando o ativo se assemelhar a um valor mobiliário.
Os PLs ainda regulam a atividade das corretoras de criptomoedas (exchanges), que hoje se submetem à norma IN-1888 da Receita Federal. O ponto principal das propostas visa a tornar o processo transparente para o cliente e para o órgão fiscalizador, além de focar no combate aos crimes de lavagem de dinheiro — uma preocupação constante quando o assunto é criptomoedas.
A gestão dos dados dos clientes também passa a ter a regulamentação estabelecida pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que era uma reivindicação do mercado. A proposta passa a valer para todas as exchanges que pretendem operar no país, tanto nacionais quanto estrangeiras.
Inclusive, esse foi um dos temas abordados por Reinaldo Rabelo, CEO do unicórnio Brasileiro Mercado Bitcoin, em entrevista recente ao Seu Dinheiro.
Antes de continuar, um recado: o Seu Dinheiro libera acesso gratuito às 2 criptomoedas MAIS PROMISSORAS para você comprar agora, segundo analista de carteira de criptoativos que acumula 3.500% de lucro desde 2017. De brinde, você ganhará acesso vitalício e de graça à nossa comunidade de investimentos.
Um das PLs indica ainda que criptomoedas devem passar a ser encaradas como moedas pelo Banco Central. Atualmente, o bitcoin (BTC) é considerado uma commodity, semelhante ao petróleo, ao café e ao minério de ferro.
Com essa mudança, as exchanges poderão passar a também oferecer serviços e produtos financeiros referenciados em criptomoedas, como empréstimos, por exemplo.
Ao elevar as criptos ao patamar de moedas, o projeto também abre espaço para a criação do real digital, um projeto do Banco Central.
A Binance, maior exchange de criptomoedas do mundo, se manifestou por meio de um comunicado (na íntegra, mais abaixo) em que reafirmou acreditar que a regulamentação é fundamental para gerar uma consistência jurídica e dar legitimidade a esse mercado tão recente.
A corretora de criptoativos acredita que os órgãos reguladores precisam entender e observar a dinâmica do mercado, para não criar “burocracias desnecessárias ou ou amarras à inovação”.
Quem também acompanha o avanço da legislação de perto é o CEO da Brasil Bitcoin, Marco Castellari, que enxerga na regulamentação uma oportunidade para a entrada de mais pessoas no mercado. “O público geral, muitas vezes, deixa de investir nesse mercado por falta de resguardo legal”, comenta.
Um dos pontos polêmicos previstos no projeto de regulação de criptomoedas diz respeito à mineração dos ativos. A proposta prevê a isenção de imposto na importação dos computadores com megacapacidade de processamento usados na atividade.
A condição para a alíquota zero é que a mineração seja realizada a partir de fontes renováveis de energia. A questão ambiental é uma das grandes preocupações relacionadas ao mercado de criptomoedas, graças à energia consumida na mineração. Entenda mais sobre como funciona a mineração de criptomoedas nesta reportagem.
Para os profissionais da área, vale a pena conceder isenção de imposto. Ray Nasser, CEO da Arthur Mining, empresa focada em mineração de ativos digitais, afirma que, se a lei da alíquota zero passar, o Brasil pode se tornar uma “Meca da mineração” de bitcoin no mundo.
“Com a demanda que há hoje, com as inúmeras empresas de energia que temos no país — apesar de o custo não ser o mais barato —, e com essas alíquotas indo a zero, teremos uma jurisdição muito mais confiável, e a mão de obra aqui é muito mais sólida que a do Paraguai e a da Argentina”, afirma.
Essa é a mesma percepção de Rudá Pellini, presidente da Arthur Mining, fundador da Wise&Trust e autor do best-seller "O futuro do dinheiro".
Apesar da constante ameaça de racionamento no país, ele não vê potenciais problemas de oferta de energia com o estímulo à atividade de mineração.
“Um dos principais problemas da questão energética do Brasil é a transmissão. Temos um grande excedente de geração de energia no país, e é possível promover maiores investimentos em geração de energia limpa”.
A legislação proposta, em especial a parte que retira os tributos e incentiva a mineração verde, está em linha com o que acontece em outros países, como os Estados Unidos. Nova York, Miami e Kentucky estabeleceram leis parecidas, o que fez dos EUA o principal polo de mineração de criptomoedas do mundo.
Em um primeiro momento, a mineração de criptomoedas não é tão benéfica para a região onde ela é feita. O consumo total de energia elétrica do bitcoin é menor do que se imagina, mas países como Cazaquistão e Irã sofrem com apagões devido às grandes fazendas de mineração.
Além de um problema estrutural, essa atividade não gera tantos empregos quanto uma fábrica, por exemplo.
Entretanto, isso ocorre apenas em um primeiro momento. Regiões que incentivaram a mineração, como Bogotá, a capital da Colômbia, acabam atraindo startups de tecnologia em blockchain e fortalecem a economia local, segundo os especialistas em criptomoedas.
Os mais empolgados com o mercado chegam a chamar esses locais de “novo Vale do Silício”, em referência à região da Califórnia onde nasceram grandes empresas de tecnologia.
Saiba mais e veja a íntegra dos projetos de regulação de criptomoedas:
A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado
Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados
ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas
Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso
Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.
Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz
Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações
Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora
Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística
Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável
Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações
Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo
Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX
Ainda dá tempo de embolsar os ganhos. Veja até quando investir na ação para ter direito ao pagamento de juros sobre o capital próprio
Além da perspectiva positiva para o primeiro trimestre de 2026, a siderúrgica está sendo beneficiada por uma medida que pega a China em cheio; entenda os detalhes
A narrativa de rotação global de ativos, a partir dos Estados Unidos, segue em curso. S&P 500 e Nasdaq terminaram o dia em baixa.
Em painel na CEO Conference 2026, do BTG Pactual, o CIO da Ibiuna afirmou que uma eventual alternância de poder pode destravar uma reprecificação relevante dos ativos e pressionar os juros reais para baixo
Na última vez que o ouro representou uma fatia maior das reservas globais, a tendência dos mercados ainda era de acumulação do metal precioso
Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta
Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa