Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2021-05-20T13:12:27-03:00
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo
Imagina a conta de luz...

Elon Musk, você errou: estudo mostra que consumo de energia do bitcoin é menor do que se imaginava

O consumo de energia é motivo de preocupação por parte dos investidores, mas um novo estudo coloca essa visão em cheque

20 de maio de 2021
13:12
Btc,Among,Avid,Bulbs.,The,Light,Flashes,,An,Electrical,Short
Imagem: Shutterstock

Quando Elon Musk decidiu que a Tesla não iria mais aceitar pagamentos em bitcoins, o bilionário levantou uma questão importante. O impacto ambiental das criptomoedas é motivo de preocupação, não só dele, mas do mundo todo. 

A mineração de bitcoins e outras criptomoedas consome muita energia elétrica. De acordo com o Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index, a rede do bitcoin consome mais energia que países como Argentina, Noruega e Paquistão.

Além disso, as principais fazendas de mineração estão localizadas na China, que tem como principal matriz energética o carvão. Com a crescente procura por máquinas de mineração e mais pessoas entrando nesse mercado, essa preocupação com o meio ambiente é justificada em um primeiro momento.

Caindo nos fatos

Entretanto, um estudo recente da Galaxy Digital publicado na última semana traz uma nova perspectiva sobre o tema. Intitulada “On Bitcoin’s Energy Consumption: A Quantitative Approach to a Subjective Question” (“Sobre o consumo de energia do Bitcoin: uma abordagem quantitativa para uma questão subjetiva”, em tradução livre), os autores da pesquisa buscam comparar o consumo de energia elétrica do bitcoin com outros sistemas. 

A conclusão é de que o bitcoin consome apenas metade da energia do sistema bancário atual. E mais: o uso de energia para fomentar o mercado de ouro também é maior do que o bitcoin

Fonte: “On Bitcoin’s Energy Consumption: A Quantitative Approach to a Subjective Question"

De acordo com o levantamento, a rede do bitcoin consome um total de 113,89 TWh por ano, enquanto a indústria do ouro utiliza cerca de 240,61 TWh para o mesmo período. 

Enquanto isso, todo o sistema bancário, incluindo os data centers dos 100 maiores bancos do mundo, agências bancárias, caixas eletrônicos e redes de cartão, consome 263,72 TWh por ano. Ou seja, toda a rede do bitcoin representa só 43,18% do que consome todo o sistema bancário atual.

Os responsáveis pelo estudo ainda destacam que o bitcoin pode ser uma forma de liberdade financeira para as pessoas. Além disso, o uso de energia elétrica não é ruim em si, mas a fonte da qual ela é retirada pode ser um problema.

Lupa nos dados

O estudo ainda dá um olhar aprofundado sobre o sistema bancário e a mineração do ouro. Os 23 data centers dos 100 maiores bancos do mundo consomem, aproximadamente, 6,04 TWh por ano. Já as agências bancárias são responsáveis por 19,71 TWh por ano e, se contarmos as agências ATM (o equivalente ao Banco 24h), são acrescidos mais 3,09 TWh por ano. 

Por fim, o estudo usou como base a divulgação de dados de consumo de energia da Visa, uma das maiores bandeiras de cartão do mundo.

Vale lembrar que o mundo está caminhando para gerar mais energia renovável. Em 2020, países como EUA e China chegaram a produzir mais eletricidade com fontes renováveis que não envolvem carvão ou petróleo.

Entretanto, a parcela de energia renovável utilizada em larga escala ainda é pequena em relação a fontes não renováveis. O bitcoin, por outro lado, já conta com 39% de energia renovável para manter a rede, de acordo com um estudo da Universidade de Cambridge.

A última linha do relatório destaca a seguinte pergunta:

‘O consumo de eletricidade da rede Bitcoin é um uso aceitável de energia?’ Nossa resposta é definitiva: sim.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

ACIONISTAS FELIZES

‘Sextou’ com dividendos: Raia Drogasil (RADL3) e MRS Logística (MRSA3B) anunciam R$ 201 milhões em proventos

Ambas as companhias detalharam o valor por ação, a data de corte para receber os proventos e quando o dinheiro deverá cair na conta dos acionistas

FECHAMENTO DA SEMANA

Em semana de alta volatilidade, Ibovespa pega carona com PEC dos precatórios e sobe 2,78%; dólar também avança, mas juros passam por alívio

Variante ômicron, PEC dos precatórios e o futuro da política monetária americana dominaram a semana do Ibovespa

Evergrande vende parte de suas ações de empresa de tecnologia e obtém US$ 145 mi

O grupo chinês da Evergrande levantou cerca de US$ 145 milhões nos últimos dias com a venda de parte de suas ações em uma produtora de filmes e empresa de mídia na internet, a HengTen Networks. Assim, a gigante imobiliária vendeu cerca de 5,7% das ações da HengTen Networks e junta mais dinheiro à medida […]

Aperto monetário

Copom deve elevar Selic para 9,25% ao ano na próxima semana, aposta JP Morgan

Para o banco, a queda de 0,1% do PIB do terceiro trimestre e o avanço da PEC dos precatórios no Congresso fizeram com que as estimativas convergissem para a manutenção do ritmo de alta de 1,5 ponto

Intervenção estatal

Sob risco de novo calote, governo chinês envia ‘socorro administrativo’ para Evergrande

O movimento ocorre após a gigante imobiliária alertar que corria o risco de não cumprir mais uma grande obrigação financeira

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies