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Processo decisório do bom velhinho é infinitamente mais complexo do que as tradicionais e populares receitinhas de investimentos
Todo mundo tem aquele grande ídolo inspirador, seja no esporte, no trabalho, na música…
Eu tenho alguns atletas pelos quais torço, bandas que me fariam cruzar o país para assistir um show, mas no mundo dos investimentos, meu primeiro grande ídolo foi Warren Buffett.
E não demorou muito para que eu devorasse todos os livros que nos "ensinam" a investir como o guru de Omaha – pelo menos, era isso o que eu achava.
Livros como o "Jeito Warren Buffett de investir", ou "Como ser Warren Buffett" tentam nos mostrar que é fácil replicar o enorme sucesso do maior investidor de todos os tempos.
Normalmente eles trazem algumas receitinhas tão simples quanto comprar ações baratas (baixo índice preço/lucros), de empresas lucrativas, líderes de mercado e com boa gestão.
Depois de muito estudo, encontrei o meu primeiro alvo, uma empresa que preenchia todos os requisitos acima. Na época, tinha certeza de que o próprio Buffett ficaria todo orgulhoso de saber a barganha que eu acabara de encontrar sozinho seguindo os "seus ensinamentos".
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Separei a grana e depois de superar o frio na barriga, enviei a primeira ordem de compra da minha vida.
A tal da ação era da Marcopolo (POMO4) e mesmo anos depois do investimento, ela não saiu do lugar, mesmo estando barata e preenchendo todos aqueles outros tais requisitos buffettianos.

Fonte: Yahoo! Finance
O que eu aprendi a duras penas foi que não existe regrinha fácil e métodos infalíveis no mundo dos investimentos.
Ao contrário do que os livros sobre o Buffett tentam te dizer, o processo decisório do bom velhinho é infinitamente mais complexo do que a receitinha "compre ações baratas, de empresas lucrativas, líderes de mercado e com boa gestão."
O investimento dele no Nubank, que realizou seu IPO nesta semana, deixa isso bem claro!
Sabe o que é mais engraçado sobre o investimento de Buffett no Nubank?
O banco digital não preenche nenhuma daquelas características – exceto no que diz respeito à boa gestão.
Saiu num valuation relativamente caro, está longe de ser líder de mercado e acumula uma série de perdas de centenas de milhões de reais de forma recorrente – só nos primeiros nove meses de 2021, foram R$ 528 milhões de prejuízo.

Fonte: Nubank
Mas nada disso impediu Buffett de investir US$ 760 milhões no banco por meio de seu veículo de investimentos, a Berkshire Hathaway.
Investir é muito mais do que comprar ações baratas, que podem ficar caras lá na frente.
Às vezes – raras vezes, na verdade – conseguimos mesmo encontrar ações de empresas muito boas, negociando por múltiplos pífios e temos de aproveitar ao máximo sempre que essas oportunidades surgirem.
Mas, na maior parte do tempo, vamos encontrar ações baratas porque elas merecem estar baratas mesmo, ainda que se trate de empresas lucrativas. Seja porque o setor está prestes a entrar em um declínio, ou porque o management é ruim, ou porque há chances de haver ingerência política, ou qualquer outro motivo pelo qual o mercado entenda fazer sentido aplicar um desconto sobre as ações.
Nesses casos, mesmo comprando ações por múltiplos baixos, é bem provável que você não vai ter retornos satisfatórios.
Quando não encontramos ações de companhias boas e super baratas para investir, temos de ir para a segunda estratégia, que é muito mais difícil: encontrar ações que o mercado ache caro baseando-se nos resultados atuais, mas que na verdade podem estar baratas pensando em uma evolução dos números daqui três ou cinco anos. Parece ser justamente essa a aposta de Warren Buffett no Nubank.
O Nubank pode ainda não dar lucro, mas vem apresentando números cada vez melhores e está prestes a mudar isso.

Fonte: Nubank
A combinação de aumento do número de clientes, maior engajamento e utilização do app (clientes ativos mensais) criam uma estrutura propícia para o banco entender melhor seus usuários, vender mais produtos para eles e monetizar cada vez mais a sua base que continua em franco crescimento.

Fonte: Nubank
Aliás, é bem interessante notar como as transações por cliente aumentam à medida que eles se tornam mais velhos dentro da plataforma.

Fonte: Nubank
E quanto mais o número de clientes e o de transações por cliente crescem, mais a companhia dilui seus custos fixos (gastos crescem menos que receitas), o que coloca os seus resultados em um atalho rumo à lucratividade.
Tudo isso somado a um custo de aquisição baixo e com alto potencial de retorno – segundo o Nubank, a receita recebida por um cliente ao longo de sua jornada dentro do banco é trinta vezes maior do que o seu custo de aquisição (LTV/CAC = 30 vezes).
No mundo dos investimentos, o barato também pode sair caro, e o inicialmente caro pode acabar se tornando uma baita compra. A julgar pelo desempenho das ações do Nubank na estreia ontem, Buffett acertou mais uma em cheio, mesmo fazendo o contrário de tudo o que está escrito nos livros sobre ele.
A série FIRE – Financial Independence, Retire Early (traduzindo: Independência Financeira, Aposentadoria Precoce) havia recomendado a participação no IPO do Nubank, mesmo depois de lembrar que os papéis estavam caros, justamente por causa de todos esses argumentos mencionados. Aliás, a ação continua entre as sugestões, mesmo depois da estreia fulminante ontem.
Se quiser conferir a série e receber sempre antecipadamente as melhores ideias de investimentos, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a próxima!
Ruy
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