Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Dólar é moeda, não investimento; há outras alternativas para se posicionar em câmbio

Uma boa opção para quem tem conta no exterior é comprar títulos de empresas brasileiras, como da Petrobras e de grandes bancos

Aviãozinho de nota de dólar
Imagem: Shutterstock

Às vezes, vejo nos jornais e sites especializados em finanças tabelas comparativas dos resultados de investimentos em determinado período (geralmente semana, mês ou ano) e encontro o dólar como um dos ativos nos quais se pode aplicar dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vejamos no final do mês passado:

  • Bitcoin (em R$): + 14,60%
  • Ações (Ibovespa): + 6,54%
  • CDI: +1,26%
  • Poupança: + 0,67%
  • Fundos Imobiliários (IFIX): - 4,02%
  • Dólar Comercial: - 4,128%
  • Ouro (BM&F): - 11,07%

Essas listas, dos melhores e piores, costumam ser seguidas de comentários redundantes do tipo:

Enquanto em junho a Bolsa de Valores subiu seis e meio por cento, o dólar caiu mais de quatro.”

Ou

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um dos grandes perdedores do mês foi o dólar frente ao real, embora tivesse se valorizado em relação à maioria das demais moedas fortes, como o euro, a libra e o iene.”

Leia Também

NAVEGANDO EM JUROS ALTOS

Melhor que renda fixa? Por que o gestor da Valora aposta em FIIs de papel indexados ao CDI

FAVORITA DO VAREJO

A peça no tabuleiro da Smart Fit (SMFT3) que pode fazer a ação disparar 75% até o fim do ano, segundo o Santander

Digamos que o caro amigo leitor esteja preocupado com os rumos do Brasil nesses tempos de crise política, fiscal ou pior, de ameaça de rompimento institucional.

Afinal de contas, a volta da plena democracia (será que foi tão plena assim, como alguns dizem?) tem apenas 32 anos, considerando como ponto de partida a eleição de Fernando Collor para presidente em dezembro de 1989.

É verdade que cinco anos antes Tancredo Neves (que virou José Sarney) fora eleito indiretamente pelo Congresso Nacional, não sem antes combinar com os russos (o Exército verde-oliva e não o Vermelho soviético, bem entendido).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só que é cedo para se afirmar categoricamente que vivemos em um irreversível estado democrático de direito.

Se até os Estados Unidos da América, com seus quase dois séculos e meio de democracia (a maior parte do tempo só valendo para os descendentes de europeus, bem entendido), testemunharam uma invasão ao Capitólio em 6 de janeiro deste ano, ataque esse que deixou cinco mortos e aproximadamente 150 feridos, o que podemos garantir para o Brasil?

Desculpem-me, mas me deixei levar para uma bifurcação da narrativa e esqueci que o assunto aqui é o dólar.

Antes  de mais nada, se algum de vocês pensa em comprar dólar físico como investimento, deve primeiro refletir sobre alguns aspectos da operação:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • - Vai ter de guardar as notas em casa ou em um cofre bancário. Na primeira hipótese, corre o risco de ser roubado. Na segunda, pagará uma taxa à instituição custodiante.
  • - Terá de ser dólar turismo. Na véspera do feriado de 9 de julho em São Paulo, ele foi cotado a R$ 5,11 para compra e R$ 5,40 para venda.

Ou seja, mesmo que o mercado fique estável durante seis meses, se você quiser vender na ocasião perderá 29 centavos de reais em cada dólar.

Isso apenas por causa do spread.

Dólar turismo só vale a pena para quem vai viajar. Ou então dar uma ajuda de custo a uma filha ou filho, neta ou neto, que estude no exterior. E pronto.

Nesse caso, a remessa terá de ser feita através de um banco ou casa de câmbio, nela incluindo IOF e uma taxa da instituição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Certa vez, quando precisava pagar a matrícula da faculdade de minha filha, em Londres, o antigo Unibanco me cobrou uma taxa de conversão real/libra esterlina tão alta que exigi, e consegui, do compliance do banco, devolução de parte do, digamos, excesso.

Restam outros caminhos para se investir em dólares.

O mais simples é comprar cotas de um fundo cambial. Nesse caso, você estará tendo duas perdas:

  • − taxa de administração cobrada pelo fundo.
  • − inflação americana, estimada para 2,4% ao ano em 2021.

Vamos adiante. Procuremos outros caminhos:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na B3, existe o mercado de dólar futuro, com um valor mínimo, em reais, equivalente a US$ 50.000,00.

Já para aqueles investidores interessados em valores menores, existe o minicontrato, ou mini-dólar. Nesse caso, o lote é de US$ 10.000,00.

Nas duas hipóteses, é possível alavancar e fazer day trades, a coqueluche de quem gosta de perder dinheiro.

Só que, nesse caso (dólar futuro, seja mini ou cheio), estamos falando em especulação. Pura especulação. Pode-se ganhar uma fortuna ou perder as cuecas (ou panties, no caso das senhoritas e madames).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas não desanime, caro leitor, com os obstáculos que listei acima.

Se você acha que o dólar norte-americano realmente é uma boa proteção e tem conta no exterior, pode comprar obrigações de empresas brasileiras, com valores em dólares e pagando remuneração (também em dólar, é claro).

Há poucos dias, a Petrobras Global Finance B. V. ofereceu no mercado internacional de capitais US$ 1,5 bilhão em títulos de 30 anos, com taxas de juros de 5,5% a.a., pagos semestralmente.

Não é só a Petrobras. O Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e outras grandes empresas sólidas brasileiras fazem esse tipo de underwriting em Wall Street, geralmente com grande aceitação dos rentistas que procuram alternativas para o grande e melancólico inverno de taxas de juros reais negativas que os vem afligindo nos últimos tempos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando a Petrobras entrou em forte crise, durante a administração de Graça Foster (governo Dilma Rousseff), a ponto de não poder publicar o balanço, em função do rombo em seus cofres, dei uma das maiores tacadas de minha vida.

Como sabia que a empresa não iria quebrar (na pior das hipóteses, receberia do governo um aporte de capital) comprei títulos de 10 anos com cupom de 5% a.a. e deságio de mais de 20%.

Já no governo Michel Temer, Pedro Parente assumiu a presidência da Petrobras. A contabilidade se regularizou, vendi os títulos com ágio, ganhando uns 30% na parada, graças a elevação do PU (preço unitário).

Portanto uma coisa é comprar dólares e guardar na gaveta do armário, outra é encontrar boas oportunidades em papéis emitidos na moeda americana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra alternativa são as bolsas de valores americana, NYSE e NASDAQ, que vêm batendo sucessivos recordes históricos, proporcionando grandes lucros aos acionistas das boas empresas.

Nos últimos meses, o dólar, contra o real, vem trabalhando num padrão de trading range.

Quando o céu político está de brigadeiro (vá lá, de major-aviador), a cotação cai para R$ 5,00, ou até mesmo um pouco abaixo disso. Essa é hora de comprar ou então de liquidar posições vendidas a descoberto.

Por outro lado, nas ocasiões, por exemplo, em que o presidente da República give a shit para a CPI do Senado Federal, e o dólar chega próximo dos R$ 5,60, R$ 5,70, é para se vender sem dó.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com stop defensivo, é claro. Pois ninguém é dono da verdade absoluta.

Nessas oportunidades, os exportadores liquidam o câmbio e as ações na B3 tornam-se baratas em dólar, o que atrai o dinheiro dos gringos.

O importante, caro amigo leitor, é nunca se esquecer que dólar não é investimento. Trata-se de moeda, combalida por sinal, em função de uma política extremamente dovish praticada Federal Reserve desde a chegada da Covid-19, ou seja, mantendo os juros em patamares baixos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
notas de dinheiro (reais) ao fundo, com uma flecha vermelha subindo no centro. 22 de julho de 2026 - 14:00
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 20 de julho de 2026 - 15:49
Logo da Petrobras e, ao fundo, ilustração de barris de petróleo e gráfico de ações 20 de julho de 2026 - 13:10
Logo da MRV (MRVE3) nas cores verde e amarelo 15 de julho de 2026 - 12:40
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar