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Uma vez por ano as atenções do mercado financeiro global se voltam para um pequeno vale cercado por montanhas no estado norte-americano do Wyoming.
A paisagem bucólica de Jackson Hole (ou buraco do Jackson, em uma tradução “íntima”) serve de cenário para a conferência sobre política monetária promovida pelo Fed, o Banco Central dos Estados Unidos.
Após uma edição virtual em 2020 em consequência da pandemia da covid-19, a programação previa a volta do evento presencial para este ano. Mas os planos tiveram de ser cancelados com o avanço de casos da variante delta nos EUA.
A mudança de última hora na organização sintetiza o principal dilema dos BCs na condução da política de juros: manter ou não manter os estímulos monetários. Lembrando que o Fed tem injetado religiosamente US$ 120 bilhões (R$ 645 bilhões, no câmbio atual) por mês no mercado.
Os defensores do chamado “tapering” — ou seja, a retirada dos incentivos — apontam que a economia norte-americana já consegue caminhar sozinha e ainda convive com o aumento da inflação.
Já os que sustentam a continuidade da atuação do BC apontam que a retomada da crise segue frágil e sujeita a percalços, como foi o próprio cancelamento do evento presencial em Jackson Hole.
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A mudança de última hora não diminui a enorme importância do evento para o mercado financeiro global — e isso inclui os seus investimentos. Na análise de hoje, o Matheus Spiess revela para você o que está em jogo no “buraco do Jackson”.
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ESG NA FILA DA B3
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NOVOS NEGÓCIOS
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SEM TERRA NO MERCADO
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DRIBLANDO O FISCAL
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EM MEIO À CRISE
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