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O brasileiro em geral é um bicho que acha que nunca vai ser capaz de ter nada na vida a menos que contraia dívidas; mas uma vez endividado, ele não vê a hora de quitar o financiamento.
E não é apenas pelo peso das parcelas no orçamento. Só o fato de saber que está devendo já desperta na maioria das pessoas uma ansiedade, como se fosse uma questão de honra. Tanto que, para muita gente, não ter dívidas é sinônimo de sucesso financeiro.
Mas quando as prestações são pagas em dia, na verdade os financiamentos podem ser grandes aliados na construção de patrimônio e no planejamento financeiro. É preciso saber usar.
O financiamento imobiliário costuma ser visto como uma dívida “boa”, pois possibilita ao mutuário adquirir um bem de alto valor, que tende a se valorizar com o tempo e que, quando comprado como investimento, ainda é capaz de gerar renda. Isso tudo com juros que podem ser considerados civilizados se comparados com os de outras linhas de crédito.
Pois bem, uma das regras de ouro de um bom planejamento financeiro é “livre-se das dívidas antes de começar a investir”. Mas aqui estamos falando das dívidas caras, como cheque especial, cartão de crédito, parcelas atrasadas, empréstimos pessoais. Com financiamento imobiliário, a zona é mais cinzenta, e as respostas nem sempre são óbvias.
Quem tem financiamento imobiliário deve ter reserva de emergência? Deve investir? Ou todo dinheiro que pinta deve ser usado para amortizar a dívida?
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Com sua contumaz aversão a “ficar devendo na praça”, o brasileiro nem pensa duas vezes: surgindo uma oportunidade, amortiza o crédito habitacional, não importa o cenário. Acontece que, nesse caso, o cenário deveria sim importar.
Dependendo dos juros do seu financiamento e das perspectivas para a taxa Selic, investir a grana pode ser mais jogo.
Se você acompanhou o Seu Dinheiro nas últimas semanas, já sabe que, com o atual ciclo de alta dos juros básicos no Brasil, oportunidades vêm surgindo na renda fixa.
É por isso que hoje, o nosso colunista Ruy Hungria, que geralmente fala de boas oportunidades na renda variável, resolveu dedicar seu texto a uma daquelas “grandes questões da humanidade” quando o assunto é planejamento financeiro: com dinheiro extra na mão, vale mais a pena quitar o financiamento imobiliário ou investir a grana? A resposta você confere aqui.
ESQUENTA DOS MERCADOS
Reforma do IR e Paulo Guedes seguem no radar, em mais um dia de exterior negativo; ata do Fed e variante delta pressionam bolsas hoje. Além disso, uma nova lei de proteção de dados da China divide os analistas, enquanto o ano eleitoral aqui no Brasil já começa a influenciar o Congresso.
SETOR AQUECIDO
Começo de uma briga? Empresário Nelson Tanure compra fatia da Alliar (AALR3), que está na mira da Rede D’Or (RDOR3). A aquisição da fatia que pertencia à gestora Pátria pode colocar em dúvida a continuidade da oferta pública anunciada pela rede de hospitais.
TERROR DA BOLSA
Descubra o que é o famoso “risco Brasil”, fator que pode pôr fim à nova onda de IPOs na B3. A leitura é a de que as mais de 20 empresas com pedido de registro na CVM devem aguardar um cenário menos volátil para lançar suas operações.
OPERAÇÕES NO RADAR
Copasa (SMG3) e Eletrosul, da Eletrobras (ELET6), anunciam emissão de debêntures; veja os detalhes aqui. As duas companhias informaram, em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), operações que totalizarão R$ 1,15 bilhão em títulos de dívida.
SEQUESTRO DIGITAL
Site das Lojas Renner (LREN3) fica fora do ar após ataque de ransomware; efeitos sobre dados de clientes ainda é incerto. Máquinas de bases de dados e 1,3 mil servidores podem ter sido afetados, mas a empresa reforça que seus principais bancos de informações permanecem preservados.
A FILA AUMENTA
Mais tecnologia na Bolsa: Provedora Vero registra pedido na CVM para fazer seu IPO. Empresa foi fundada em 2019 fruto da fusão de oito operadoras com atuação em Minas Gerais, e quase triplicou seu lucro no primeiro semestre.
VÍDEO
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