Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Um pódio monetário: os desdobramentos da decisão sobre a Selic de amanhã

Precisamos ficar atentos à postura do Banco Central no comunicado divulgado após a reunião do Copom, que vai dar pistas para as próximas

3 de agosto de 2021
6:45
Pódio
Pódio - Imagem: Shutterstock

Nos últimos dias, o Brasil conheceu não só sua primeira medalhista na ginástica olímpica feminina, uma categoria na qual esperávamos uma medalha há bastante tempo, como também sua primeira mulher brasileira a subir no pódio duas vezes em uma mesma Olimpíada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O feito de Rebeca Andrade ressoa por entre nossa história agora, assim como a semana atual ecoa no mercado doméstico.

Chegamos mais uma vez a uma véspera de decisão do Comitê de Política Monetária, o Copom. Desta vez, o debate reside não em aumentar ou não a taxa básica de juros de curto prazo, a Selic Meta, mas, sim, em quão agressiva será essa elevação.

Não é segredo para ninguém que o Brasil iniciou seu processo de normalização dos juros no pós-pandemia antes do que muita gente. Hoje, vemos que os emergentes começaram antes dos países desenvolvidos.

Nos últimos 12 meses, saímos de um forward guidance prometendo taxa de juros baixa por mais tempo para uma Selic de 4,25%, prontinha para caminhar rumo aos 5,25%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque, segundo as expectativas do próprio mercado, uma elevação de 100 pontos base já está no preço dos ativos. O movimento seria mais forte do que sua última alteração, no dia 16 de junho, quando elevou em 75 pontos a taxa.

Leia Também

A verdade é que, como podemos ver no gráfico abaixo, os últimos meses marcaram um período em que nossa autoridade monetária vem correndo atrás de seu próprio rabo, depois de ter ficado "atrás da curva".

Com isso, foi sendo obrigado a não apenas tornar mais agressivo seu tom, bem como buscar um patamar no juro neutro em diante.

Pequeno esclarecimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O juro neutro é o número da taxa que não estimula nem desestimula a inflação. Estimativas apontam que este número deve residir ao redor de 6,50% ao ano, a depender do modelo utilizado.

Volto.

Com isso em mente, precisamos nos atentar a quais são os próximos passos de política monetária a serem anunciados no comunicado de amanhã, que acompanha a decisão.

Atualmente, é do entendimento do mercado que esta alta de 100 pontos não será o suficiente para ancorar as expectativas inflacionárias, que vêm subindo consistentemente nos últimos meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Justamente por isso, o mercado precifica uma Selic entre 7,00% e 7,50% até o final do ano. Disso nascem as possibilidades, uma vez que o mercado ainda não sabe como o BC fará este movimento.

Três são os cenários: i) comunicado dovish; ii) posição neutra; e iii) posição hawkish.

Quando as taxas de juros são jogadas para o chão, como aconteceu, e os programas de compra de ativos são elevados, aumentando a liquidez da economia, dizemos que a postura adotada é a “dovish” (vem de “dove”, ou pombo em português) – pombos vivem ciscando o chão, assim como a posição das taxas de juros (bem baixinhas).

Agora, se porventura essa abordagem for alterada e as autoridades não entenderem que os estímulos são mais necessários, um processo de enxugamento monetário (de liquidez) é iniciado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Elevar a taxa de juro e reduzir os programas de compra de ativos são posturas “hawkish”, ou contracionista (“hawk” significa “falcão”) – a referência é para o voo da ave, que voa bem alto, assim como o posicionamento das taxas de juros.

  • i) Dovish: elevação de 75 pontos da taxa básica, com comunicado suave, sem comprometimentos mais agressivos para a próxima reunião;
  • ii) Neutro: elevação de 75 ou 100 pontos da taxa básica, mas com comunicado suave, com indicação de alta de mesma magnitude para a próxima reunião (possibilidade mais provável); e
  • iii) Hawkish: elevação de 100 ou 125 pontos base, retirada da terminologia que visa levar os juros apenas para o juro neutro (pode levar para além dele) e indicação de alta de mesma ou maior magnitude para a próxima reunião.

Vale a pena investir no IPO da Raízen? Veja o potencial da ação:

O único resultado que teria um efeito menos retumbante no mercado seria o neutro, precisamente pelo fato de já estar bem precificado. Se vier qualquer um dos outros dois, teremos reação em nossos ativos de risco.

Uma abordagem dovish poderia levar à alta da Bolsa e à desvalorização do real. Contudo, se o mercado ler o movimento como equivocado, abrindo espaço para a continuidade da desancoragem da inflação, o que forçaria um ajuste mais agressivo em um segundo momento, ativos de risco podem sangrar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um tom hawkish poderia proporcionar um movimento de correção da Bolsa no curto prazo (apenas), uma vez que mais juros ensejam maior atratividade da renda fixa; além disso, mais juros também elevam as taxas de descontos dos valuations, reduzindo o valor presente dos fluxos de caixa das empresas.

Por fim, o real poderia se valorizar, uma vez que um maior diferencial de juros atrairia capital estrangeiro.

Note que os desdobramentos, ao menos no curto prazo, não conversam com a correlação negativa histórica entre dólar e Bolsa. Mas isso é apenas um choque de curto prazo, por isso acontece.

Em seguida, num segundo momento, o equilíbrio será restabelecido, até mesmo porque o desfecho hawkish, por mais contraintuitivo que possa parecer, pode também oferecer boas perspectivas para a Bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Duas observações adicionais:

  • i) entendo que uma abordagem neutra seja a mais apropriada, principalmente porque o Banco Central já vem de alguns erros de comunicação e agora deverá ser triplamente mais cuidadoso; e
  • ii) ainda que alcancemos até o final do ano o patamar de 7% de Selic ao ano, ainda estaremos em patamares historicamente baixos para nossa taxa de juros.

Isso indica, apesar do choque de curto prazo, que há espaço para investimentos atrativos nos próximos 12 meses, principalmente se equilibrarmos a inflação e o câmbio, tornando as coisas um pouco menos imprevisíveis (se é que isso é possível).

Não vejo como negativo também acelerar o processo de normalização dos juros, a fim de dar maior credibilidade à ancoragem da inflação almejada pelo Bacen. Logo, tanto o posicionamento neutro como o hawkish não devem ser lidos negativamente pelo mercado.

Estamos em um momento bastante único em termos de política monetária. A decisão de amanhã poderá marcar o início de um segundo semestre melhor nesta trajetória de normalização, em linha com a conquista de Rebeca Andrade, que marca o início de um novo capítulo da história da ginástica olímpica brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É com insights como este que Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, a maior casa de análise independente da América Latina, trabalha em sua série best-seller, a "Palavra do Estrategista".

Nela, nossos assinantes podem contar não só com as informações do que acontece de relevante no Brasil e no mundo, como também maneiras de aplicar à realidade dos investimentos para os mais variados perfis de investidor.

Se gostou do que leu até aqui, vale a pena conferir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA EXTRA NÃO VALE A PENA?

Cyrela (CYRE3) pode ativar ‘gatilho’ que pagaria até R$ 1,9 bilhão em dividendos extraordinários — mas o lucro não deve chegar ao bolso do acionista; por quê?

1 de abril de 2026 - 15:15

JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda

LOCATÁRIOS DE PESO

Alianza Trust Renda (ALZR11) traz Fleury (FLRY3) para o portfólio de inquilinos com compra de imóvel — e Shopee pode ser a próxima

1 de abril de 2026 - 13:59

As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte

AÇÕES SOBEM FORTE

Braskem: Citi muda de ideia sobre BRKM5 e eleva recomendação logo antes de notícia sobre possível proteção contra credores

1 de abril de 2026 - 11:50

Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada

ESPAÇO E IA

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para o maior IPO da história, diz Reuters; um deles é brasileiro

1 de abril de 2026 - 10:24

A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.

O INIMIGO AGORA É O MESMO

‘Taxa das blusinhas’ pode cair e acende alerta no varejo: Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3) estão preparadas?

31 de março de 2026 - 18:35

Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido

OPORTUNIDADE SEGUE NA MESA

Vale (VALE3) tropeça e ação cai 6,8% em março, mas mineradora está longe do fim da linha com dividendos extraodinários à frente

31 de março de 2026 - 18:14

Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos

CHEGOU A HORA DE BRILHAR?

Bresco Logística (BRCO11) recua abaixo do valor patrimonial, e analistas veem oportunidade; entenda o que esperar do ativo e do mercado de FIIs daqui para frente

31 de março de 2026 - 16:31

Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar

VISÃO DE ESPECIALISTA

Elétricas, petróleo e construtoras: onde se escondem as oportunidades na bolsa, segundo gestores

31 de março de 2026 - 15:32

Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Maior alta do Ibovespa: Natura (NATU3) salta mais de 10% com “selo” de gigante global e outro acordo de acionistas. Hora de comprar?

31 de março de 2026 - 14:31

Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.

ALÉM DOS GRINGOS

Virada de jogo? Brasil se destaca entre emergentes e investidor local volta à B3, diz Itaú BBA

30 de março de 2026 - 18:04

Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência

VIRADA DE CARTEIRA

Brasileiros perdem interesse na renda fixa e ações ganham espaço aos poucos — mesmo com a guerra aumentando os riscos, diz XP

30 de março de 2026 - 15:42

Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem

EFEITO BRENT

Guerra, petróleo em alta e novos poços: a combinação que colocou a Brava (BRAV3) no topo da bolsa nesta segunda

30 de março de 2026 - 13:18

Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa

MERCADOS HOJE

Ibovespa e dólar avançam com mercado dividido sobre a guerra e Galípolo “ganhando tempo”; veja os destaques de hoje

30 de março de 2026 - 11:55

Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC

FOME DE AQUISIÇÃO

O ‘pacman dos FIIs’ está de volta: GGRC11 fecha compra milionária de galpões; confira os detalhes da operação

30 de março de 2026 - 10:42

De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril

QUEM EMAGRE E QUEM GANHA PESO

Fenômeno das canetas emagrecedoras: o “clique” de R$ 50 bilhões que está chacoalhando a bolsa brasileira

28 de março de 2026 - 17:15

Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking

ANOTE NA AGENDA

Depois de sobreviver à guerra e acumular 3% de alta, Ibovespa dá de cara com dados de emprego na semana

28 de março de 2026 - 12:35

Do Caged ao Payroll, a semana será de temperaturas elevadas para a economia global; saiba como os indicadores e as tensões no Oriente Médio mexem com o seu bolso

COMMODITIES, CARRY E ELEIÇÃO

Real barato e petróleo no radar: por que o Bank of America aposta no Brasil contra o México

28 de março de 2026 - 11:32

Com o petróleo em alta e um carry trade atrativo, o BofA Securities aposta na moeda brasileira; confira os alvos da operação e como o cenário eleitoral pode ditar o ritmo do câmbio

O PRÊMIO DE CADA SHOPPING

Multiplan (MULT3), Iguatemi (IGTI11) ou Allos (ALOS3)? Bradesco BBI diz qual é a ‘favorita’ em receita, escala e consistência

27 de março de 2026 - 18:15

Analistas se debruçaram sobre as diferenças das ações de shoppings e afirmam que a qualidade dos portfólios justifica o patamar de preços de cada papel

FII EXPERIENCE 2026

‘O jogo dos FIIs mudou completamente’: Luiz Augusto, sócio fundador da TRX, conta a estratégia da gestora para crescer na nova fase do mercado

27 de março de 2026 - 14:12

O setor caminha para uma redução no número de fundos imobiliários e um foco em veículos maiores, mais robustos e líquidos

DINHEIRO NA CONTA

Renda extra vai pingar: B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio — até quando investir para ter direito?

27 de março de 2026 - 13:11

Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia