🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Qual tipo de ação é melhor para os próximos meses: a de valor ou a de crescimento?

Pandemia beneficiou nomes em crescimento, especialmente no campo da tecnologia, mas momento é de reavaliar escolhas, diante de novas decisões sobre juros e mudanças nas expectativas de inflação

23 de março de 2021
6:07 - atualizado às 13:31
Estrada duas opções divisão
Imagem: Shutterstock

Não se falou sobre outra coisa nos últimos dias que não as decisões de política monetária ao redor do mundo, com os brasileiros dando uma atenção especial para duas reuniões de autoridades monetárias: a do Fed (EUA) e a do Bacen (Brasil).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto a americana veio em linha com o esperado, a brasileira surpreendeu na margem, uma vez que a maior parte das projeções apontavam para uma alta da taxa de juros de 50 pontos-base, frente a realidade de 0,75 ponto percentual de elevação.

Naturalmente, ambas as decisões são amparadas sob ao menos uma premissa muito clara: a de manutenção do poder de compra da moeda — isto é, a preservação da estabilidade dos preços.

Por isso, a elevação das expectativas de inflação nas últimas semanas foi importante para que se formasse uma tensão maior sobre as decisões de política monetária.

Grosso modo, os bancos centrais colocaram as taxas de juros lá embaixo para estimular a economia depois da pandemia. Como resultado disso e da retomada econômica que se projeta agora, somada aos pacotes de estímulos ao redor do mundo, os investidores começaram a temer uma inflação maior do que o esperado anteriormente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se fosse o caso, as taxas de juros precisariam ser elevadas mais rápido do que o pressuposto, provocando uma alteração geral de expectativas e afetando os valuations dos ativos de risco.

Leia Também

O Fed, por sua vez, entende que a inflação de agora não é estrutural (sustentada) — e por isso seria apenas temporária. Por isso, os estímulos monetários poderiam ser colocados por mais tempo, de modo a almejar um desemprego mais baixo antes de começar a suspender as medidas.

Abaixo, as projeções para a taxa de juros do Fed.

Note como a autoridade monetária ancorou as expectativas de juros baixos até 2023 (“forward guidance”).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas o mercado não é bobo.

Ele calcula uma média ponderada do que o BC americano fala e do que pode acontecer se o plano de Powell, presidente do Fed, der errado.

Acima, os pontos verdes são os juros medidos pela mediana das expectativas, ancoradas pelo banco central. Os pontos cinzas, por outro lado, mostram a presença de agentes que entendem que o BC subirá a taxa de juros antes do pressuposto.

Essa incerteza machuca os mercados, principalmente ações de crescimento. Tanto que temos observado uma rotação setorial em direção a segmentos mais ligados à economia cíclica e tradicional, as famosas teses de valor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O dinheiro sai de crescimento (tecnologia) e vai para valor (cíclicos e tradicionais), cujos fluxos de caixa estariam mais no presente do que no futuro (menos incerteza e menos desconto dos fluxos).

Agora, precisamos pensar se essa tendência é momentânea, como diz o Fed, ou estrutural.

Pacote de ajuda provoca (muita) inflação?

Vamos então avaliar um dos maiores influenciadores da alta das expectativas de inflação: o pacote estímulo de Biden. Neste caso, há quem argumente que o impacto inflacionário dos cheques de estímulo dos EUA é exagerado. Mesmo que as restrições sociais diminuam totalmente, como aconteceu no Texas e na Austrália, é improvável que os controles de estímulo desencadeiam um tsunami de demanda como se prevê agora.

A propensão a consumir a partir da renda adicional é relativamente alta, com estimativas de até 50%. Ainda assim, a propensão a consumir de riqueza adicional é pequena, com estimativas internacionais em torno de 5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso levanta a questão: as famílias dos EUA consideram os cheques de estímulo como renda ou riqueza adicional?

A resposta depende do nível de renda da família.

Famílias de baixa renda, que suportaram o peso da perda de empregos e licenças, sofreram grandes quedas em sua renda em relação ao consumo. Consequentemente, eles consideram os cheques de estímulo como uma renda adicional.

Mas na medida em que a renda adicional está apenas (parcialmente) substituindo a renda perdida, ela não aumentará seu consumo em comparação com o que teria sido sem a renda perdida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, pode-se verificar que os estímulos não são tão inflacionários assim.

Acima, podemos ver que os cheques de estímulos enviados às famílias não tiveram um impacto significativo no consumo ou na inflação. Ele serviu mais de sustentação para a demanda do que como um adicional de grande potencial de consumo.

O mesmo racional pode ser replicado para o Brasil, com o auxílio emergencial - em menor proporção, claro. Logo, tem-se que a inflação americana pode ser sim temporária, o que tornaria a política do Fed adequada para o momento.

Os ruídos de curto prazo, porém, permanecem, dando espaço para que teses de valor outperformarem teses de crescimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Soma-se à dinâmica o medo de que haja uma bolha na Bolsa americana, que acredito ser infundado. De qualquer forma, trouxe um gráfico do Goldman Sachs que mostra as bolhas financeiras mais famosas em torno de seu pico e o S&P 500 atual.

Não acredito na tese que haja uma bolha, até mesmo porque o momento atual é muito diferente, principalmente por conta do patamar da taxa de juros. Por isso, resta a dúvida, onde alocar os recursos?

Qual tese devemos comprar?

Veja, entendo que as ações de valor deverão liderar o mercado de ações em alta nos próximos 12 meses, o que não significa que não goste de tecnologia, mas que apenas enxergo espaço para valor nos portfólios, até como método de reduzir a volatilidade dos portfólios - hoje, quanto mais crescimento, mais ruído sobre a carteira.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No ano passado, a pandemia beneficiou nomes em crescimento, especialmente no campo da tecnologia. O fim das medidas de bloqueio, por sua vez, favorece os nomes de valor.

Não apenas o valor ainda é excepcionalmente barato em relação ao crescimento, como podemos observar no segundo gráfico abaixo (da direita), mas os setores de valor tradicionais, como bancos e empresas de energia, testemunharão revisões de seus resultados mais fortes do que as ações de tecnologia desde o início do ano (primeiro gráfico, da esquerda).

Assim, entendo que caiba posições de valor em detrimento de tecnologia no momento atual, ainda que a carteira deva guardar posicionamento nas teses estruturais de crescimento para o longo prazo. No curto, porém, a janela atual beneficia teses de valor. Isso deverá se manter até que as expectativas para os juros americanos se alinhem.

Para que saibamos quando a hora certa de capturar os dois movimentos, o de curto e o de longo prazo, nada mais importante do que estar bem assessorado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante dessa imperativa necessidade, Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, desenvolveu um projeto que representa a essência da Empiricus: nosso grande projeto de formação de investidores, com muito de Taleb, Buffett, Graham, Munger, Howard Marks, George Soros, Ray Dalio e tudo aquilo que Felipe aprendeu com sua própria prática em 22 anos, reforçado de condições mais do que especiais em nossas assinaturas.

Por mera observação empírica de sete anos, sabemos o impacto que este projeto pode causar na vida das pessoas. Por isso, para saber como surfar o ciclo atual, vale muito conferir o programa que chamamos de Investidor Definitivo. Com ele, o investidor estará mais do que preparado para desenvolver estratégias vencedores e equilibradas para os diferentes cenários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar