Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Diante de tantas dúvidas, que tal pensar no que você deveria fazer com seu portfólio em vez de tentar adivinhar o que virá pela frente?

Trata-se de uma mudança de perspectiva sutil, mas que guarda um ponto importante sobre como devemos tratar nossos investimentos

6 de outubro de 2021
11:51 - atualizado às 12:14
mundo mercados bolsa alta
Imagem: Shutterstock

O que vai acontecer com a Evergrande? A empresa dará calote ou vai ser salva pelo governo chinês? Teremos uma nova greve dos caminhoneiros em função da subida do preço do combustível? Quem serão os candidatos para a próxima eleição?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essas são algumas das perguntas que recebi ao longo das últimas semanas no Instagram, no e-mail e nas rodas de amigos.

Para não ficar um clima chato com meu interlocutor, em vez de responder com um sonoro “não sei”, que seria a única resposta genuína, devolvo o questionamento com outra pergunta: “Dado o cenário e todas essas dúvidas, que tal pensar no que você deveria fazer com o seu portfólio em lugar de tentar adivinhar o que virá pela frente?”

Uma mudança de perspectiva sutil, mas importante

Essa é uma mudança de perspectiva sutil, mas que guarda um ponto importante sobre como devemos tratar nossos investimentos.

Mais importante do que tentar prever o desenrolar dos eventos mundo afora é posicionar o portfólio para os mais variados cenários que podem acontecer, de modo a não sofrer um revés grande quando o imponderável ocorrer e se beneficiar quando as coisas forem bem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para os eventos mais recentes, além do aumento das proteções, voltamos para a prancheta para avaliar se esses acontecimentos teriam reduzido de forma estrutural o valor intrínseco dos ativos que sugerimos ou se a queda das ações foi mais acentuada do que a destruição de valor – o que se traduziria em uma oportunidade de compra.

Leia Também

Vamos a um exercício

Compartilho a seguir o exercício realizado com a empresa NotreDame Intermédica (GNDI3), uma das várias com que o tenho feito nesses últimos dias.

Fundado há mais de 60 anos, o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI3) é uma das maiores operadoras de saúde do país, com cerca de 4,2 milhões de beneficiários de saúde e 2,9 milhões de beneficiários de assistência odontológica.

A empresa opera planos de saúde, planos odontológicos e de saúde ocupacional e possui um alcance de aproximadamente 68% dos beneficiários de planos privados no país e uma participação de mercado de aproximadamente 8%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao longo de 2021, foi anunciada a proposta de fusão da NotreDame com sua principal concorrente, a Hapvida (HAPV3). Caso a transação seja aceita pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), formará a maior empresa de saúde verticalizada do país, com posição altamente complementar e infraestrutura nacional.

Sobre esse aspecto, embora a Superintendência-Geral do Cade tenha emitido um parecer no último dia 24 em que afirma que a fusão com a Hapvida é complexa e que é preciso realizar novas diligências para aprofundar a análise, não nos parece que será completamente inviabilizada.

Do nosso ponto de vista, o processo provavelmente demorará mais tempo do que o esperado (início do ano que vem) e alguns remédios deverão ser aplicados para evitar excesso de concentração em determinadas cidades.

Ainda no campo do M&A, a NotreDame anunciou a aquisição de outras três companhias entre junho e julho deste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ponderações

O leitor atento pode argumentar, com razão, que houve um aumento importante da sinistralidade para a companhia neste ano.

É verdade, ao contrário do ocorrido no ano passado, em que o menor fluxo de pessoas na rua e o receio de sair de casa provocou uma melhoria substancial nos resultados da NotreDame, a segunda onda de Covid ocorrida no início do ano e a retomada das cirurgias eletivas provocou um aumento da sinistralidade que afetou substancialmente os resultados da companhia nos dois primeiros trimestres deste ano.

Acreditamos que tal movimento seja excepcional, um acontecimento conjuntural, e não estrutural para a companhia, que verá seus índices de sinistralidade voltarem ao patamar anterior à medida que a vida voltar ao normal.

Passados dez meses do início do ano, a companhia está sendo avaliada em R$ 44 bilhões (R$ 4 bilhões a menos do que em janeiro), mesmo com todos os avanços operacionais e aquisições realizadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se considerarmos um crescimento de receita orgânica da ordem de 12% ao ano pelos próximos quatro anos e a manutenção do crescimento inorgânico através da aquisição de players estratégicos, teremos um crescimento de receita anual médio (CAGR) de 19% ao ano pelos próximos quatro anos – abaixo dos 32% ao ano reportados nos últimos três anos.

Além disso, considerando-se que o aumento da sinistralidade foi conjuntural e que a companhia retornará para o patamar de sinistralidade caixa de 68% entre 2022 e 2023, teríamos uma recuperação do Ebitda (que foi duramente afetado nos últimos dois trimestres) também entre 2022 e 2023.

Upside é estimado em 40%

Aplicando-se o método de fluxo de caixa descontado, com crescimento de 6% na perpetuidade, estimamos que a companhia tenha um upside superior a 40%.

Veja, a despeito do momento turbulento de mercado, dos riscos fiscais, políticos, da subida da taxa de juros norte-americana, dos receios com inflação, da crise energética e dos resgates que os fundos de ações estão sofrendo por aqui, os fundamentos da companhia seguem sólidos, impulsionados pela demografia brasileira, o aumento do desejo de possuir um plano de saúde privado e o seu posicionamento de modo a combater as ineficiências e fraudes do setor de saúde, fatores estruturais que seguirão evoluindo ao longo dos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Voltando ao bate-papo com meus interlocutores, não sei qual será o desenrolar de cada um dos eventos detalhados acima nem quando o mercado enxergará todo esse valor em GNDI, mas, ao estudar os fundamentos da companhia e do setor em que está inserida, acredito que, no patamar atual, a margem de segurança encontra-se bastante grande. Sob outra perspectiva, dado o cenário atual, a chance de perda permanente de capital é bastante baixa.

Forte abraço,
Fernando Ferrer

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ruptura entre trabalho e vida pessoal, o juízo final da IA, e o que mais move o mercado hoje

19 de março de 2026 - 8:21

Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Ainda sobre hedge — derivadas da pernada corrente

18 de março de 2026 - 20:00

Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia