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2021-12-10T14:22:23-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
FECHAMENTO DO DIA

Reação ao Copom pressiona juros e Ibovespa volta a cair após cinco pregões de alta; varejo teve mais um dia ruim para a conta

No noticiário corporativo, o destaque foi internacional, mas com sotaque brasileiro – o Nubank fez sua estreia na Bolsa de Nova York. Por aqui, a reação ao Copom dominou os negócios

9 de dezembro de 2021
19:51 - atualizado às 14:22
Arte mostrando uma lupa focalizando um símbolo de porcentagem; indicação para matérias envolvendo juros, Selic, Banco Central (BC), investimentos e outros
Imagem: Shutterstock

De tempos em tempos, o mercado financeiro se propõe a desvendar um ‘x’ da questão. Qual o limite dos gastos fiscais? É hora de o Federal Reserve elevar os juros? E até onde o Copom deve elevar a Selic para atingir sua meta?

No momento, é a última pergunta que reverbera nos corredores da B3, ainda na ressaca da decisão de política monetária divulgada na noite de ontem (08).

O Banco Central brasileiro decidiu seguir com a alta de 1,5 ponto percentual, a 9,25% ao ano, contratada na reunião anterior, mas subiu o tom de voz no comunicado, deixando claro que está disposto a penalizar a atividade em busca do controle da meta de inflação. 

Os investidores chegaram a apostar em uma elevação de 2,0 pontos para o último encontro do ano do Copom, mas a projeção perdeu o fôlego após o Produto Interno Bruto (PIB) negativo do terceiro trimestre e dados mais fracos do que o esperado do consumo frustrarem os economistas. 

Uma Selic de dois dígitos já é uma realidade para o começo de 2022, mas há quem se pergunte se o BC não estaria indo longe demais, mas esse deve ser o próximo ‘xis’ da questão. 

Como as últimas semanas foram de alívio para a curva de juros, a ressaca pós-Copom foi de alta para os principais contratos de DI, com uma força maior nos vencimentos mais curtos. 

O dia negativo em Wall Street se somou ao ambiente interno estressado, e a bolsa brasileira interrompeu a sequência de cinco altas, encerrando o dia em queda de 1,67%, aos 106.291 pontos. Na véspera da divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, o dólar à vista avançou 0,70%, a R$ 5,5738

No noticiário corporativo, o destaque foi internacional, mas com sotaque brasileiro - o Nubank fez sua estreia na Bolsa de Nova York. Além disso, as empresas de e-commerce voltaram a ter uma queda brusca, enquanto a Neogrid teve sua recomendação rebaixada pelo Credit Suisse. 

Indesejado número 1

Amanhã o dia deve ser quente, com divulgação de dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. 

O índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) americano só será conhecido amanhã, mas os analistas estão preocupados com os efeitos dos gargalos estruturais para a distribuição de mercadorias. A expectativa é que o problema seja resolvido com o pacote de infraestrutura de Joe Biden, mas o que preocupa no momento é o caminho que deve ser trilhado pelo Federal Reserve na reunião da semana que vem. 

O Dow Jones conseguiu fechar o dia estável, mas o S&P 500 e o Nasdaq recuaram 0,72% e 1,71%, respectivamente.  

Purple Street

O Nubank finalmente concluiu a sua oferta de ações em Nova York. O banco digital precificou suas ações em US$ 9,00 (R$ 49,77 no fechamento de ontem), movimentando  o equivalente a US$ 2,6 bilhões. A “empresa do cartão roxo” se tornou a instituição financeira mais valiosa da América Latina, ultrapassando o Itaú Unibanco. 

As ações na bolsa de Nova York têm o ticker “NU”, enquanto os BDRs têm o símbolo “NUBR33”. A fintech distribuiu 7,5 milhões de BDRs para seus clientes, como forma de promover a oferta. 

Sobe e desce do Ibovespa

A pressão na curva de juros voltou a pressionar as ações do setor de varejo, que ainda repercutem negativamente os dados ruins das vendas feitas no mês de outubro. A Black Friday e o Natal aquém da expectativa também entram no preço. Confira as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVAR
LAME4Lojas Americanas PNR$ 5,11-9,24%
AMER3Americanas S.AR$ 27,97-8,56%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 6,28-7,78%
BIDI11Banco Inter unitR$ 35,26-7,77%
VIIA3Via ONR$ 5,36-7,11%

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEVALORVAR
GOLL4Gol PNR$ 19,353,59%
CSNA3CSN ONR$ 24,461,49%
WEGE3Weg ONR$ 36,501,28%
EQTL3Equatorial ONR$ 23,901,27%
HYPE3Hypera ONR$ 29,090,41%
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