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Os investidores nacionais seguem de olho nos desdobramentos das pautas que mexem diretamente com o teto de gastos, enquanto o exterior olha a desaceleração chinesa
O exterior amanheceu com fôlego para a sessão desta quarta-feira (29). As bolsas internacionais tentam se recuperar da cautela gerada pelos Estados Unidos e China, fazendo o principal índice da B3 encerrar o pregão em queda de 3,05%, aos 110.123 pontos. Já o dólar à vista subiu 0,85%, a R$ 5,4243.
Nesse cenário, o investidor nacional deve seguir de olho nos dados do emprego, divulgados pelo Caged, que trará a geração líquida de vagas em agosto. A CPI da Covid, que se encaminha para o final, deve ouvir hoje o empresário Luciano Hang, acusado de pertencer e financiar o “gabinete paralelo”.
Hang é um dos maiores apoiadores do governo e sua participação na CPI pode respingar na já baixa popularidade do presidente Jair Bolsonaro.
No exterior, o impasse em torno do teto da dívida americana deve seguir no radar internacional, com China injetando mais dinheiro na economia para cessar a crise de liquidez dos mercados.
Saiba o que mais movimenta as bolsas hoje:
O cenário doméstico deve pressionar a bolsa brasileira por mais um pregão, mesmo com as falas de Paulo Guedes na última terça-feira (28). O ministro da Economia afirmou que o aumento de gastos pode ser um “caminho para a derrota” nas eleições de 2022.
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Guedes mandou um recado diretamente para seus subordinados que pensam em agradar o presidente da República Jair Bolsonaro e a ala ideológica do governo que pretendem aprovar o Auxílio Brasil de R$ 300 a qualquer custo. O chefe da pasta da Economia ainda ressaltou que a aprovação da PEC dos precatórios e a reforma do Imposto de Renda devem ser aprovadas para pagar o benefício social.
De qualquer forma, o Congresso Nacional pretende aprovar as pautas em alguns dias, mas, como se diz no jargão de Brasília, o preço da fidelidade deve subir com a proximidade das eleições no ano que vem.
Nesta quarta-feira (29), o pregão deve contar com a divulgação do IGP-M de setembro, pela FGV. O índice deve cair 0,43%, mas ainda deve permanecer nos dois dígitos no acumulado dos últimos 12 meses, em 25,13%, de acordo com projeções do Broadcast.
Já o Caged, que divulga o número líquido de vagas de emprego do mês de agosto, deve somar 330 mil novos postos de trabalho, segundo o mesmo portal.
A recuperação do exterior segue pressionada pelo medo da desaceleração econômica da China, que agora tenta segurar a crise de liquidez com uma injeção de mais US$ 15,46 bilhões no mercado. O gigante asiático ainda enfrenta apagões devido à demanda de retomada.
Para hoje, os investidores internacionais seguem de olho na participação de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, em evento do Banco Central Europeu. Powell já contratou a retirada de estímulos da economia norte americana, o chamado tapering, para a reunião de novembro.
As falas dos dirigentes do Fed ao longo do dia devem movimentar os negócios e dar maiores detalhes de como essa retirada deve ser feita.
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira majoritariamente em baixa, refletindo as perdas do dia anterior em Nova York. Já na Europa, as bolsas buscam recuperação, após mais um dia pressionadas pelas falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, na tarde de ontem.
Por fim, os futuros de Nova York apontam para um pregão de recuperação, após os juros dos Treasuries, os títulos do Tesouro norte-americano, dispararem na última terça-feira.
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