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O cenário doméstico deve ficar em segundo plano, com a aversão ao risco tomando conta das bolsas pelo mundo
A volta da covid-19 volta a assustar as bolsas pelo mundo, com a descoberta de uma nova variante na África do Sul, o que gerou uma reação global na manhã desta sexta-feira (26). Na volta do feriado nos Estados Unidos, as bolsas operam em forte queda e a aversão ao risco deve influenciar o Ibovespa direta ou indiretamente.
Além dos índices da Ásia fecharem em queda e a Europa também operar no vermelho, os futuros de Nova York apontam para uma abertura negativa e a pressão sobre as commodities, em especial o petróleo, é grande. Nem o bitcoin (BTC) se salvou do mau humor dos investidores e também recua pela manhã.
O cenário internacional deve se sobrepor ao noticiário doméstico, que já não conta com grandes novidades sobre as pautas que movimentaram a semana, como a PEC dos precatórios e a MP do Auxílio Brasil.
No pregão de ontem (25), o Ibovespa voltou ao nível dos 105 mil pontos, em uma alta de 1,24%, aos 105.811 pontos. O dólar à vista recuou 0,53%, a R$ 5,5650. O mercado de juros finalizou o dia de forma mista, com um alívio na ponta mais curta, mas avanço das taxas de vencimento mais longas.
Confira o que deve movimentar a bolsa hoje:
A covid-19 voltou a pressionar os mercados internacionais nesta sexta-feira. A descoberta de uma nova variante na África do Sul provocou uma grande cautela global, em um movimento de aversão ao risco.
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) marcou uma reunião para hoje e deve avaliar os impactos da nova cepa, como a transmissibilidade, letalidade e eficácia das vacinas.
Em uma entrevista coletiva online, o ministro sul-africano disse que a variante, atualmente conhecida como B.1.1.529, também foi detectada em Botsuana e Hong Kong em viajantes que estiveram recentemente na África do Sul.
“Tudo o que sabemos até agora é que o B.1.1.529 está fortemente mutado, então os mercados não estão correndo riscos desnecessários”, escreveu Jeffrey Halley, analista de mercado sênior da OANDA, em um relatório.
Até o fechamento desta matéria, Reino Unido e Israel fecharam as fronteiras para voos vindos da África do Sul e outros 15 países.
No exterior, o pregão em Nova York encerra mais cedo (15h) em virtude do dia seguinte ao feriado do dia de Ação de Graças, enquanto a negociação dos Treasuries também fecha antes (16h). Com isso, a liquidez dos mercados internacionais deve ser afetada no período da tarde.
A aversão ao risco global deve pressionar o Ibovespa por mais um dia, mesmo com o pregão positivo da última quinta-feira. As pautas que movimentaram os negócios esta semana, como a PEC dos precatórios e a MP do Auxílio Brasil, ficaram para a semana que vem.
Por hoje, o investidor deve focar na nota de crédito, divulgada pelo Banco Central pela manhã e nas falas de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, em evento do setor imobiliário.
O mercado já espera um aumento da taxa de juros em 1,50 ponto-base, mas a divulgação do IPCA-15 da última quinta-feira pode fazer com que o presidente do BC altere mais uma vez o plano de voo para segurar a inflação em 2022.
Com a perspectiva de novos lockdowns, o petróleo opera em queda pela manhã, com o Brent, usado como referência pela Petrobras (PETR3 e PETR4) em queda de 5,53%, cotado a US$ 77,67 e o WTI caindo 6,52%, a US$ 73,29, no mesmo horário.
Além disso, a aversão ao risco também chegou ao mercado de criptomoedas, com o bitcoin (BTC) acelerando a queda da semana em um recuo de 6,19%, aos US$ 54.666,45 (R$ 305.374,31) nesta sexta-feira.
Nesse cenário, as bolsas asiáticas encerraram o pregão em queda. A Europa, que já via o número de casos crescendo nos últimos dias, também recua com a presença na nova cepa do coronavírus. De maneira semelhante, o mercado acionário nos EUA também segue pressionado e recua com força antes da abertura.
Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil
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