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de olho na bolsa

Esquenta dos mercados: crise hídrica deve pressionar a bolsa hoje, em dia de PIB e dados do emprego nos Estados Unidos

Além disso, estamos a menos de uma semana das manifestações de 7 de setembro, que podem colocar ainda mais tensão entre os Poderes

torneira pingando, mostra a seca em uma determinada região
Nas últimas gotas: sistema cantareira opera próximo a menos de um quarto da capacidade total - Imagem: Shutterstock

A crise hídrica deve colocar a bolsa brasileira em mais um dia de baixa. O impacto na conta de luz gera um efeito dominó na inflação e retomada econômica. Por outro lado,  hoje é dia de PIB brasileiro, o que pode fazer o Ibovespa se salvar. Confira o que movimenta os negócios hoje:

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Brasil e mais uma bandeira

No final da tarde de ontem (31), a Aneel divulgou a tarifa extra para as contas de energia elétrica. A chamada bandeira vermelha já era o maior patamar em situações comuns, a R$ 9,49 por 100 kWh. 

Agora, a bandeira “escassez hídrica” saltou para o patamar de R$ 14,20 por 100 kWh, bem abaixo do teto estipulado (R$ 25,00 por 100 kWh) e abaixo do piso das projeções do Estadão (R$ 15,00 por 100 kWh). Mesmo assim, o novo valor deve aumentar a conta de luz em até 7,0%.

Enquanto os consumidores levantam a bandeira branca, pedindo uma trégua na alta dos preços, as projeções não são das melhores. O aumento da conta de luz pode dificultar a retomada econômica e influencia diretamente a inflação, medida pelo IPCA. A expectativa é de que os reflexos da bandeira “escassez hídrica” avancem até 2022. 

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A situação também não é das melhores no campo político. O presidente da República Jair Bolsonaro anima as bases a pouco menos de uma semana de 7 de setembro, dia da Independência. Diversas manifestações, pró e contra governo, devem acontecer por todo o país.

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A expectativa de que ocorram manifestações contra a democracia pressiona o judiciário e o legislativo por uma resposta. Dessa forma, a pouca harmonia que há entre os poderes deve piorar o sentimento geral, o que pode travar ainda mais as reformas tributárias, administrativa e a PEC dos precatórios, propostas essenciais para o governo antes da eleição de 2022.

Nesse cenário, o Ibovespa encerrou o pregão de ontem em queda de 0,80%, a 118.781 pontos. O dólar à vista fechou com um recuo de 0,34%, a R$ 5,1719.

Fique de olho hoje

O PIB do segundo trimestre deve ser o grande destaque do dia. Nosso repórter, Victor Aguiar, fará uma Live no nosso canal do YouTube e no LinkedIn com Guilherme Loureiro, da Trafalgar, para comentar os resultados. A expectativa é de que o PIB avance 0,2% no segundo trimestre, de acordo com projeções do Broadcast. 

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Ainda hoje, devemos conhecer os dados do índice do gerente de compras (PMI, em inglês) brasileiro, que deve apontar para uma expansão das atividades mais uma vez. 

Além disso, fica no radar do investidor a participação do presidente do BC, Roberto Campos Neto, em audiência pública na Câmara. Campos Neto deve tratar de finanças e tributação, mas a expectativa é que comente os últimos dados inflacionários do país também.

Exterior em mais um dia de ganhos

As bolsas de Nova York parecem desconhecer a palavra “pessimismo”. Depois de avançarem para as máximas históricas, animadas pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, não há uma nuvem no céu azul do investidor estadunidense. 

O destaque da noite vai para a China, que viu o índice do gerente de compras (PMI, em inglês) industrial cair de 50,3 para 49,2 em agosto. Essa é a menor pontuação do indicador em um ano.

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O PMI mede a atividade econômica dos países. Valores acima de 50 indicam expansão e abaixo, retração. Durante a noite, foram divulgados os índices de gerentes de compras do Reino Unido e União Europeia, além do dado individual da Alemanha.

Fique de olho hoje

O principal indicador do dia vai para o relatório de empregos privados ADP dos Estados Unidos. Esse dado é considerado uma prévia do payroll, que deve ser divulgado nesta sexta-feira (03). 

Somado a isso, hoje deve ser divulgado o PMI dos Estados Unidos também, e os investidores devem acompanhar o dado sobre atividade econômica de perto. 

Bolsas pelo mundo

Os principais índices asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira (1º) majoritariamente em baixa. Dados regionais da manufatura chinesa vieram abaixo do esperado, o que piorou o sentimento dos investidores locais.

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Na contramão, os dados locais da Zona do Euro e do Reino Unido animaram as bolsas europeias nesta manhã. Os índices de gerente de compras (PMI, em inglês) vieram acima dos 50 pontos, o que indica uma expansão das atividades. 

Por fim, os futuros de Nova York apontam para mais um pregão no campo positivo. Os investidores devem esperar por maiores dados do PMI estadunidense. 

Agenda do dia

  • FGV: IPC-S de Agosto (8h)
  • IBGE: PIB do 2º trimestre (9h)
  • Banco Central: Presidente do BC, Roberto Campos Neto, participa de audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara (9h)
  • Estados Unidos: Relatório ADP de emprego do setor privado de agosto (9h15)
  • Congresso Nacional: Comissão especial da Câmara que analisa reforma administrativa se reúne para discutir e votar parecer do relator (9h30)
  • Economia: PMI industrial de agosto (10h)
  • Estados Unidos: PMI industrial (final) de agosto (10h45)
  • Estados Unidos: PMI industrial de agosto (11h)
  • Opep+: Reunião ministerial (12h)
  • Banco Central: Fluxo cambial semanal (14h30)
  • Economia: Balança comercial de agosto (15h)
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