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As reformas ficaram em segundo plano antes do pleito de 2022, enquanto o exterior segue preocupado com a retomada econômica
O “divisor de águas” para a bolsa brasileira passou, e agora o investidor deve colher os frutos desse dia. O feriado de 7 de setembro foi marcado por manifestações de todos os tipos, inclusive antidemocráticas. O aprofundamento da crise entre os poderes deve refletir no Ibovespa hoje.
Os Poderes devem aumentar o clima de animosidade entre si, o que pode colocar o governo federal em uma situação ainda pior. O Senado e a Câmara têm nas mãos a reforma do Imposto de Renda e o Judiciário deve julgar a PEC dos Precatórios, ambas pautas essenciais para o governo no ano que vem.
Ou seja, isso significa que o Palácio do Planalto está em maus lençóis para a aprovação de suas pautas. No radar do investidor, ainda estão a divulgação do Livro Bege, com as perspectivas para a economia dos EUA, e a preocupação com a retomada econômica.
Um dos maiores medos do investidor essa semana parece ter passado. As manifestações do último feriado da independência não trouxeram maiores novidades, mesmo com o aprofundamento da crise entre os Poderes.
Para além da crise política, os investidores devem ficar de olho na aprovação do pacote de reformas, especialmente do texto que trata do Imposto de Renda. A Câmara dos Deputados ainda deve seguir fiel ao presidente da República, mas o Senado, presidido por Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já se mostrou contra o discurso antidemocrático do governo.
O discurso de ruptura democrática tem afastado os investidores internacionais, mas seu efeito parece limitado no cenário doméstico. Sem pregão ontem em virtude do feriado, o EWZ — o principal ETF de Brasil negociado em Nova York — terminou a terça-feira em alta de 0,61%, o que pode ser um bom sinal para o Ibovespa hoje.
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A FGV divulga agora cedo o IGP-DI de agosto, bem como o IPC-S para setembro. Sem maiores indicadores pela frente, os investidores devem se voltar para o cenário internacional.
A bolsa brasileira deve digerir os acontecimentos do último 7 de setembro nos próximos pregões.
No exterior, o dia começa um pouco instável. O avanço da variante delta nos países e os últimos dados econômicos globais não trouxeram ânimo. Pelo contrário, colocaram dúvidas sobre a retomada das atividades com o vigor que se esperava.
Os números do emprego nos Estados Unidos decepcionaram os investidores semana passada. Isso colocou em cheque os próximos passos do Federal Reserve, que tem, entre suas metas, a diminuição do desemprego no país.
Essa preocupação com os próximos passos do Banco Central americano deve melhorar com a divulgação do Livro Bege hoje. A publicação traz as perspectivas para a economia dos Estados Unidos e deve dar uma prévia da próxima reunião do Fomc, o Copom dos EUA, em setembro.
Além da divulgação do Livro Bege, o investidor deve ficar atento para o relatório Jolts de emprego dos EUA, divulgado ainda hoje. Mais tarde, dados de estoques de petróleo norte-americanos também devem ser divulgados.
O avanço da variante delta segue no radar e maiores dados sobre a economia dos países podem piorar o sentimento de retomada mais fraca.
Os principais índices asiáticos encerraram o pregão de hoje seguindo o fechamento de ontem de Nova York, sem direção definida. Os investidores avaliam que a pandemia de covid-19 deixou efeitos mais profundos na economia, e a retomada está em ritmo menor do que o esperado.
De maneira semelhante, as bolsas da Europa sentem os temores envolvendo o crescimento global e caem majoritariamente. Ainda esta semana, o Banco Central Europeu (BCE) deve divulgar sua política monetária, com expectativa para o início da retirada do programa de estímulos.
Por fim, os futuros de Nova York operam em queda durante a manhã, de olho na divulgação do Livro Bege e atentos aos próximos passos do Federal Reserve e a política monetária da instituição financeira.
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