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Caminho tortuoso da empresa pode estar chegando ao fim com decisão da Justiça prevista para começo de 2022; confira e entenda as projeções da companhia até 2030
Numa corrida de Uber, em meados de 2016, um motorista me disse que "em cinco anos ficaria rico investindo em Oi (OIBR3)". Na época, o papel estava na casa de R$ 2. Não sei o que aconteceu com ele, mas tenho uma certeza: não enriqueceu. Só perdeu dinheiro. De lá para cá, o papel derreteu 60%.
E as razões para isso são um tanto óbvias: quando o assunto é recuperação judicial, sobretudo num setor tão complexo como o das telecomunicações, não se brota dinheiro do dia para noite. Quem deve ter estômago para buscar lucros com a Oi é o investidor de longuíssimo prazo, com análises criteriosas do chão onde está pisando.
Embora a Oi esteja criando um modelo de negócio mais enxuto, eficiente e com projeto atrativo de rentabilização, o caminho é mais do que tortuoso (como vou mostrar nos números do último subtítulo da matéria, com projeções dos próximos 9 anos da operadora). Mas com uma boa diligência dos riscos, paciência e de olho nos fundamentos do decorrer dos anos é possível ganhar dinheiro com a ação.
Embora os amadores (ou iludidos) que acham que ganhar dinheiro com solidez na Bolsa é fazer lucro rápido achem que não, falar em OIBR3 é sempre uma tarefa difícil. Por isso, vamos por partes.
Além de estarmos passando por um momento macroeconômico ruim - com desvalorização do real aumentando as despesas financeiras da empresa -, a Oi espera o parecer do Cade para oficializar a venda da divisão de telefonia móvel para a Tim, Vivo e Claro. O órgão já avisou que essa transação é complexa; e a aprovação - ou recusa - é um divisor de águas para a alta das ações da Oi.
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Como se não bastasse, sua transição de modelo de negócio exige investimentos pesados na criação de infraestrutura. Isso sem contar os riscos de um possível fracasso na venda de ativos, bem como avanço da concorrência, mudanças severas no alto escalão da empresa e entraves regulatórios.
Mas, como mostra o repórter Victor Aguiar em conversa exclusiva com o CEO da companhia, a Oi está cada vez mais próxima de dar a volta por cima: vendeu ativos, equacionou compromissos financeiros e reestruturou suas operações: está deixando o segmento de telefonia móvel para focar na prestação de serviços de internet e conectividade ultra rápida aos consumidores residenciais, via fibra óptica.
Outro ponto importante que anima investidores com a ação é a parceria com o BTG Pactual na V.tal, nome dado à InfraCo, empresa de infraestrutura de fibra óptica da Oi.
A Oi vendeu 57,9% da companhia ao banco, por R$ 12,9 bilhões. E a entrada de um investidor de peso - maior banco de investimentos do Brasil e da América Laitina - é fundamental para viabilizar a expansão da V.tal e a instalação de uma rede cada vez maior de cabos.
É importante destacar que essa rede é neutra. Assim, outras provedoras de conectividade banda larga poderão usá-la, abrindo um leque maior de mercado para a Oi no segmento.
Nesse cenário, a recuperação judicial está prevista para ser encerrada em março de 2022, de acordo com a 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O ‘adeus’ ao status da recuperação judicial não significa que a Oi não terá mais compromissos com os credores, já que todas as definições assinadas anteriormente continuarão valendo até que os créditos sejam equacionados. Mas, com o fim da supervisão, a vida começa a voltar ao normal — e o foco fica cada vez mais nas operações.
A analista de ações Cristiane Fensterseifer avalia que alguns sinais devem ser vistos na hora de avaliar Oi. “O terceiro trimestre de 2021 marcou o primeiro trimestre da empresa em que o crescimento da fibra superou a queda do cobre, e este movimento deve ampliar cada vez mais, trazendo melhorias no Ebitda futuro das operações continuadas”, afirma.
Com o fim da recuperação judicial e a etapa de consolidação da empresa em andamento, ela destaca que as projeções de 2022 a 2030 são crescentes para receita líquida e Ebitda da nova Oi.
No período, estima-se que a receita líquida (resultado das vendas brutas após a dedução dos impostos sobre vendas, descontos, abatimentos e devoluções) saia da casa de R$ 10 milhões para a de R$ 25 milhões, batendo seus primeiros R$ 15 bilhões em 2024.
Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), considerando a participação da Oi na V.Tal, tende a chegar aos R$ 2 milhões em 2022, aproximando-se dos R$ 10 milhões em 2030.
Ainda na visão de Fensterseifer, o EV (valor de mercado + dívidas - caixa) / ebitda tende a cair de 11,2x para 6,7x em 2022, indo a 2x até 2030, já considerando a participação na V.Tal.
O indicador ajuda a entender a capacidade da empresa de gerar caixa com sua atividade final. Para isso, ele mostra quantos anos são necessários para que o lucro operacional pague o investimento feito em uma aquisição.
Quanto menor o tempo para o pagamento, melhor. Isso porque mostra que o investidor vai lucrar mais rápido com a atividade da companhia. Ou seja, estima-se que a “nova Oi” levará 2 anos para retornar lucros com base no valor (EV) dela em 2030, o que é excelente para o mercado.
A dívida líquida total da Nova Oi, por sua vez, também é atraente no longo prazo, saindo da casa dos R$ 25 milhões de hoje para bater pouco mais de R$ 10 milhões em 2030 - uma redução expressiva ao longo da década.
A dívida líquida sobre o ebitda (calma, também vou explicar esse número), hoje em 8x, pode chegar aos 37,8x em 2022, mas tende a cair de forma expressiva, indo a 13,6x em 2023 e batendo os 2,4 ao final da década, em 2030.
O resultado desse indicador mostra quantos anos uma empresa levaria para pagar sua dívida líquida com a condição de que o Ebitda seja constante (por isso que ele pode variar a cada balanço). Ou seja, estima-se que a nova Oi leve cerca de 2 anos e meio para pagar suas dívidas até o final da década.
Quanto menor esse número, melhor. Afinal, quanto menos tempo, maior a capacidade de a empresa cumprir suas obrigações financeiras, sem que corra orisco de interromper o crescimento da empresa. Números acima de 4x são negativos para o mercado, por isso que, no caso da Oi, os analistas destacam que ainda persiste a visão de longo prazo, com a melhora gradual de suas operações.
"No caso da Oi, o EV/Ebitda piora em um primeiro momento devido aos custos maiores com o pagamento da rede neutra e cai na sequência, com a maior proporção das receitas de fibra no mix de receitas", explica Cristiane.
Diante desse cenário, ela enxerga um valor justo por ação de R$ 2 no longo prazo (acima de 3 anos). O preço-alvo já leva em conta a alta da taxa de juros brasileira, que gera uma maior taxa de desconto do valuation da Oi.
Vale destacar, porém, que são estimativas e, como qualquer investimento, há riscos. Entende agora por que não é correto ficar esperando lucros da noite para o dia com a Oi? Multiplicar o patrimônio com investimentos demanda análises de longo prazo. Se pensa em investir em Oi, estude a ação antes. E tenha bastante paciência.
Você pode ler o relatório completo e conferir outras métricas assinando a série Best Ideas, de Cristiane Fensterseifer, na Empiricus.
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