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Dados da Bolsa por TradingView
2021-08-05T16:59:24-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
MERCADOS HOJE

Ações da Petrobras disparam mais de 10%, mas Brasília tira o brilho do Ibovespa e pressiona juros; dólar zera queda e avança

Embora o clima no Ibovespa seja de otimismo, puxada principalmente pelos papéis da estatal, o clima em Brasília ainda é uma preocupação

5 de agosto de 2021
10:49 - atualizado às 16:59
Gangorra Ibovespa Petro Brasilia

Sem surpresas, o Banco Central brasileiro decidiu elevar a taxa de juros de 4,25% para 5,25% ao ano, com uma postura mais dura que busca ancorar as expectativas para a inflação dos próximos anos. Com um dia positivo no exterior, a decisão em linha com o esperado parecia o gancho necessário para que o mercado voltasse suas atenções para os fortes números da temporada de balanço. Mas não é esse o caminho seguido pelo Ibovespa hoje.

O dia até abriu em forte alta, com o mercado doméstico refletindo o balanço positivo da Petrobras divulgado na noite de ontem (04). Os investidores já esperavam números fortes, mas a petroleira conseguiu superar as expectativas, com uma redução expressiva de alavancagem. A companhia também surpreendeu ao antecipar o pagamento de R$ 31,6 bilhões em dividendos. 

Com as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras subindo mais de 10%, o Ibovespa acompanhou e chegou a subir mais de 1,5%. Mas a sombra dos problemas político-fiscais não demorou a eclipsar os bons números. O mercado de juros opera em forte alta e por volta das 16h10, o principal índice da bolsa brasileira tinha queda de 0,22%, aos 121.521 pontos.

Com o banco central adotando um tom mais duro com relação à elevação da taxa de juros, o esperado era uma forte descompressão do câmbio, mas o dólar à vista, que mais cedo recuou ao patamar de R$ 5,11, agora opera em alta firme de 0,29%, a R$ 5,2026.

A piora do humor dos investidores coincidiu com novos ataques do presidente Jair Bolsonaro aos ministros do Supremo Tribunal Federal, Luis Barroso e Alexandre de Moraes, e ao sistema de urnas eletrônicas. Além disso, o presidente voltou a afirmar que o Bolsa Família irá passar por um reajuste de “pelo menos 50%”.

Além disso, o parecer do novo Refis não agradou. O programa permite o parcelamento de débitos tributários e o relator do projeto determinou que os descontos de encargos podem ir de 75% a 100%, e os descontos de juros e multas, de 65% a 90%.

Após o comunicado do Banco Central indicar uma elevação dos juros acima do patamar neutro, o mercado ajusta as suas posições e pesa o riso fiscal, o que leva os principais contratos de DI a operarem em alta nesta quinta-feira. Confira:

  • Janeiro/22: de 6,37% para 6,42%
  • Janeiro/23: de 7,93% para 8,04%
  • Janeiro/25: de 8,82% para 8,92%
  • Janeiro/27: de 9,11% para 9,24%

Antes de falar do dia de otimismo, vale lembrar que a Raízen estreou na bolsa nesta quinta-feira (5) e, segundo análise da nossa colunista Larissa Quaresma, a ação pode subir mais de 50%. Confira a análise (e aproveite para se inscrever e ativar as notificações do nosso canal no YouTube):

Rondando o Ibovespa

O brilho dos bons números da Petrobras são eclipsados pelas preocupações em Brasília. A Câmara aprovou ontem, em caráter de urgência, a proposta de reforma tributária do Imposto de Renda, o que abre espaço para a PEC dos precatórios e o parcelamento das dívidas do governo com a justiça. No curto prazo, o alongamento desses pagamentos pressiona os gastos em 2022.

Essa manobra é vista como um movimento do presidente Jair Bolsonaro para aprovar o aumento do Auxílio Brasil, o Bolsa Família do governo atual, e aumentar seu apoio para a eleição de 2022. Mais cedo, além de atacar novamente o STF, Bolsonaro voltou a falar sobre o reajuste do programa social, mas não detalhou como o montante seria financiado.

Nas últimas semanas, a preocupação com os riscos fiscais voltou a se intensificar após alguns meses de tranquilidade. Para o Banco Central, essas incertezas podem acabar pressionando ainda mais a inflação, obrigando a instituição a elevar os juros em uma medida maior do que a programada no momento.

Sobe e desce

Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
PETR4Petrobras PNR$ 28,9310,08%
PETR3Petrobras ONR$ 29,8311,72%
BRKM5Braskem PNAR$ 56,84-1,69%
BBAS3Banco do Brasil ONR$ 31,921,62%
SULA11SulAmérica unitsR$ 29,311,07%

Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEVALORVAR
BRAP4Bradespar PNR$ 73,03-4,35%
CSNA3CSN ONR$ 43,48-4,29%
GOAU4Metalúrgica Gerdau PNR$ 14,11-3,62%
VALE3Vale ONR$ 108,64-3,45%
GGBR4Gerdau PNR$ 30,68-2,94%
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