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Tanto a bolsa como o dólar aproveitaram os ventos favoráveis para realizar correções positivas. A bolsa subiu quase 2%, enquanto o dólar recuou a R$ 5,54
Depois de dias de muita volatilidade, os mercados globais não só tiveram uma sessão sem drama como também finalizaram o pregão com uma performance de gala nesta terça-feira (11) em que tudo conspirou para a retomada do apetite por risco.
No Brasil, tivemos a finalização da aprovação da PEC Emergencial, que mesmo desidratada ainda preservou os gastos abaixo do teto, agradando o mercado. Além disso, o governo federal voltou a acenar positivamente para a compra de vacinas em um momento crítico - pelo segundo dia consecutivo, o país registrou mais de duas mil mortes em 24 horas.
No exterior, dados da economia americana seguem indicando uma recuperação vigorosa, que deve ser acelerada com o pacote de estímulos fiscais de US$ 1,9 trilhão, sancionado hoje pelo presidente Joe Biden. Já na Europa, o destaque do dia ficou por conta da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que manteve os juros inalterados, mas indicou que irá acelerar o seu programa de compra de bônus.
Esse otimismo todo levou o Ibovespa a encerrar o dia com uma alta de 1,96%, aos 114.983 pontos. Um resultado que deixa a bolsa brasileira perto de zerar a perda brusca do começo da semana. Em Wall Street, os ganhos também foram vigorosos. O Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,58%, o S&P 500 avançou 1,04% e o Nasdaq teve alta de 2,52%.
O dólar à vista, que vinha escalando fortemente nos últimos dias, também teve um alívio e tanto, recuando 1,94%, a R$ 5,5428 - nível de fechamento mais baixo desde o dia 25 de fevereiro. O movimento, embora tenha sido sentido em escala global, ganhou um empurrãozinho do Banco Central que mais uma vez injetou US$ 2 bilhões no sistema em leilão extra.
A volatilidade intensa ficou por conta dos títulos americanos, que vêm causando pressão nos mercados acionários globais nas últimas semanas. Enquanto os títulos mais curtos tiveram um dia de queda, o T-Note de 10 anos e o T-Bond de 30 anos avançaram, mesmo diante de novos leilões feitos pelo Tesouro americano.
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No Brasil, o mercado de juros teve um comportamento inverso. A ponta mais curta da curva sentiu mais a pressão dos dados da inflação divulgados hoje, enquanto na ponta mais longa as taxas passaram por alívio. Confira:
Enquanto a pandemia não mostra sinais de arrefecimento, muito pelo contrário, o mercado preferiu apostar as suas fichas nos sinais de que, no médio prazo, a situação deve ser resolvida.
O principal fator que apoia esse otimismo é a aprovação da PEC Emergencial em segundo turno na Câmara, finalizado nesta tarde. Agora a casa vota novos destaques apresentados. Você pode conferir a cobertura completa nesta matéria.
A leitura dos analistas e investidores é de que, mesmo desidratado, o texto conseguiu preservar a sua “espinha dorsal”, o que destrava o pagamento de uma nova rodada do auxílio emergencial de forma a não sobrecarregar ainda mais o quadro fiscal. Vale lembrar que a ampliação de medidas cada vez mais restritivas, como as anunciadas hoje no estado de São Paulo, trazem ainda mais urgência para a aprovação do benefício para a população mais carente.
Mesmo que o processo de vacinação no país ainda caminhe a passos lentos, o mercado também está mais otimista nesta frente. Ontem o presidente Jair Bolsonaro assinou projetos que aceleram a aquisição de imunizantes pelo governo federal e também pelo setor privado e hoje voltou a reforçar a importância da vacinação para conter a crise.
Com a proximidade da decisão de política monetária do Banco Central, o resultado da inflação foi observado de perto. Os números acabaram não fazendo preço na bolsa nesta tarde porque, segundo operadores, o avanço do IPCA já era esperado e precificado.
O IPCA acelerou 0,86%, maior nível para o mês desde fevereiro de 2016, e deve pressionar ainda mais o Banco Central (BC) a elevar a taxa Selic já nesta próxima reunião.
O mercado está acompanhando com lupa a recuperação econômica dos Estados Unidos - e esse foi o maior driver positivo de hoje.
Hoje o presidente Joe Biden sancionou o pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão, que deve despejar ainda mais recursos no sistema financeiro e aumentar a liquidez do mercado.
Com o temor de que os estímulos superaqueçam a economia e levem a uma pressão inflacionária, os juros futuros americanos apresentaram mais um dia de instabilidade. Relembrando: o temor é que o excesso de estímulos acabe levando a uma pressão inflacionária que obrigue o Federal Reserve a aumentar os juros antes do tempo.
Nas últimas semanas o Fed tem tentado afastar essa ideia da cabeça do mercado, mas mesmo com a inflação medida pelo CPI vindo abaixo do esperado, os investidores seguem cautelosos. Os pedidos semanais de auxílio desemprego também vieram abaixo do esperado, reforçando a leitura de recuperação econômica.
Na Europa, os mercados reagiram positivamente à decisão do Banco Central Europeu de manter a sua política monetária inalterada. O BCE também prometeu elevar a compra de bônus para garantir condições financeiras favoráveis.
O dólar, que chegou a disparar para a casa dos R$ 5,80 nesta semana parece ter encontrado um caminho de volta a patamares mais “cômodos”. A queda expressiva dos últimos dias é uma reação à expectativa de grande injeção de liquidez que será feita pelo governo americano, mas também tem uma mãozinha do Banco Central brasileiro.
"O Banco Central está bastante incomodado com o patamar em que o dólar se encontra e, com isso, temos visto diversas atuações”, destaca a analista da Toro Investimentos, Stefany Oliveira. A analista também destaca que, com as apostas de uma Selic mais alta já na semana que vem, o câmbio acaba também passando por uma despressurização.
Mas o que chama atenção mesmo são as atuações do Banco Central, que têm sido frequentes nas últimas semanas, às vezes até mesmo com dois leilões extras por dia. Para Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora, a tendência é que a moeda volte confortavelmente para a casa dos R$ 5,50 para depois buscar o seu ponto de equilíbrio próximo dos R$ 5,30.
Para amanhã, teremos mais BC na área. O Banco Central anunciou no fim da tarde que fará um leilão de US$ 750 milhões de swap cambial.
Com a perspectiva de mais vacinas chegando ao país e uma menor pressão no dólar - após seguidas atuações do Banco Central -, as empresas administradoras de shoppings centers e ligadas ao turismo, setores fortemente atingidos pelo coronavírus e as restrições, tiveram grande destaque no pregão de hoje.
Destaque também para CCR e EcoRodovias, que subiram após bons resultados, indicando uma retomada do tráfego nas estradas.
Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 18,12 | 10,96% |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 37,28 | 9,17% |
| ECOR3 | Ecorodovias ON | R$ 11,57 | 8,64% |
| CCRO3 | CCR ON | R$ 12,54 | 8,10% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 23,03 | 7,17% |
As empresas exportadoras, que se beneficiaram da esticada do câmbio nos últimos dias, seguem acompanhando o movimento da moeda americana. Com a desvalorização recente, essas companhias devolveram parte dos ganhos.
Entre os destaques negativos, a empresa que mais recuou hoje foi a Totvs, ainda em um movimento de correção após altas recentes. Confira também as maiores quedas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 27,56 | -1,99% |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 92,85 | -1,64% |
| JBSS3 | JBS ON | R$ 26,48 | -1,38% |
| KLBN11 | Klabin units | R$ 28,93 | -1,20% |
| RADL3 | Raia Drogasil ON | 24,06 | -1,19% |
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