Os melhores fundos imobiliários para investir em junho, segundo 10 corretoras
Páreo duro: em maio tivemos um empate triplo entre um fundo de recebíveis, um fundo híbrido (com recebíveis e loteamentos) e um fundo de galpões logísticos. Cada um recebeu três indicações.

O mar não está para peixe para os fundos imobiliários em 2021. Mesmo com as perspectivas de retomada econômica pós-pandemia, a melhora da atividade e a inflação pressionada - que beneficia os ativos corrigidos pelos índices de preços, como imóveis e recebíveis imobiliários - as cotações dos FII na bolsa ainda sofrem.
Em maio, o IFIX, Índice de Fundos Imobiliários, não caminhou para o mesmo lado que o Ibovespa. Enquanto o principal índice de ações da B3 fechou o mês com ganho de 6,16%, acumulando alta de 6,05% no ano e sagrando-se o melhor investimento do mês, o IFIX caiu 1,56%, acumulando baixa de 1,87% no ano.
Os fundos imobiliários sofrem com a entrada do país em um novo ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, mesmo com a perspectiva de os juros ainda se manterem num patamar historicamente baixo ao final do ano, o que não tiraria totalmente a atratividade dos FII como investimento quando comparados à renda fixa.
Em maio, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) elevou a Selic em mais 0,75 ponto percentual, para 3,5% ao ano, e já deixou prevista uma nova elevação da mesma magnitude na próxima reunião. A inflação pressionada preocupa, mesmo que alguns fundos imobiliários, notadamente aqueles que investem em recebíveis imobiliários atrelados ao IGP-M sejam beneficiados pela alta generalizada dos preços.
O descontrole da pandemia no país e a vacinação incipiente também pesam sobre os FII. Enquanto o Ibovespa é puxado pela demanda crescente nos países que já controlaram o vírus e estão com a vacinação bastante avançada, os fundos imobiliários dependem quase que exclusivamente da atividade doméstica.
E alguns tipos de FII estão expostos justamente aos segmentos que estão entre os últimos a se recuperar, como é o caso dos fundos de shopping centers - sobre os quais sempre paira o temor de novos lockdowns - e das lajes corporativas - cujo futuro ainda é incerto desde que boa parte das empresas adotaram o home office. Ambos os segmentos têm grande peso no IFIX.
Leia Também
Esses dois segmentos são os que acumulam as maiores quedas em bolsa até o fim de maio. Segundo o Santander, os fundos de lajes corporativas recuam 6,27% no ano, enquanto que os de shoppings acumulam baixa de 4,63%. Já o melhor segmento tem sido o de fundos de recebíveis, aqueles que investem em títulos de renda fixa ligados ao mercado imobiliário, que avançaram 4,10% no acumulado do ano.
O retorno com dividendos, porém, ainda é atrativo perante a renda fixa em todos os segmentos, com exceção do de shoppings, cujos aluguéis são diretamente impactados pelo funcionamento reduzido e as vendas minguadas.
O rendimento médio estimado para os fundos de escritórios era de 7,23% ao final de maio. Os fundos de recebíveis tinham a melhor perspectiva de retorno, com dividendos estimados em 10,48% no ano.
Os fundos imobiliários preferidos para junho
Para o mês de junho, três fundos ficaram empatados em primeiro lugar, com três recomendações cada: o Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11), o TG Ativo Real (TGAR11) e o Bresco Logística (BRCO11). Trata-se de uma seleção variada, com um representante dos fundos de recebíveis, um fundo híbrido (de recebíveis e loteamentos) e um de galpões logísticos.
O DEVA11 apareceu nos top 3 das corretoras Ativa, Órama e Warren. Já o TGAR11 ficou entre os preferidos de Órama, Santander e Terra Investimentos. O BRCO11, por sua vez, foi um dos prediletos das corretoras Ativa, Genial e Guide.
Vale a pena mencionar também os cinco fundos que tiveram duas indicações cada. O campeão do mês passado, TRX Real Estate (TRXF11), ainda ficou entre os preferidos da Ativa e da Mirae; o BTG Pactual Logística (BTLG11) e o CSHG Logística (HGLG11) figuraram nos top 3 de Mirae e Terra; o Plural Recebíveis Imobiliários (PLCR11) foi indicado por Genial e Necton; e o VBI CRI (CVBI11) ficou entre os prediletos de Guide e Santander.
Confira a seguir os três fundos preferidos de cada corretora entre os FII indicados nas suas respectivas carteiras recomendadas para junho:

Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11)
Sob a gestão de uma casa especializada em crédito privado, o DEVA11 investe primordialmente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) de lastro pulverizado, com maior risco e maior potencial de retorno, o chamado crédito high yield. O fundo estreou em agosto de 2020 e já está na quarta emissão de cotas, tendo se tornado um dos mais líquidos do mercado.
Atualmente, a carteira do DEVA11 tem mais de 40 CRI, sendo que 87% têm remuneração atrelada a índices de preços (IGP-M ou IPCA). A maior parte dos títulos são referentes a loteamentos (24% da carteira), empreendimentos multipropriedade (30%) e imóveis corporativos (32%), localizados por todo o Brasil.
A Devant faz auditoria dos incorporadores e de 100% dos mutuários responsáveis pelos pagamentos dos CRI da carteira, além de ter uma postura ativista como credora, de modo a criar uma estrutura robusta de garantias para a carteira.
O fundo aparece nos top 3 das corretoras Ativa, Órama e Warren. A Órama aponta como pontos positivos do FII a exposição da carteira à inflação; sua diversificação geográfica; a experiência do time de gestão em originar e estruturar operações; a capacidade de rápida alocação dos recursos captados; um retorno médio da carteira de 10,6% ao ano mais inflação; e um índice LTV (Loan to Value) de apenas 40% (ou seja, o valor financiado representa apenas 40% do valor das garantias).
A Warren também destaca a indexação do portfólio do fundo à inflação, lembrando que 65% da carteira é atrelada ao IPCA. "Acreditamos que, aos poucos, haverá o repasse da alta do IGP-M para o IPCA - o que seria um cenário promissor para pagamentos de 'gordos' dividendos do fundo imobiliário", diz a corretora.
TG Ativo Real (TGAR11)
O TGAR11 é um fundo híbrido que combina duas estratégias: o investimento em recebíveis, de menor volatilidade e geradores de renda para os cotistas do fundo, o que corresponde a 18% da carteira; e o investimento em desenvolvimento imobiliário, isto é, empreendimentos em obras, com vendas em andamento ou a iniciar - uma das modalidades de investimento imobiliário com maior risco, mas também maior potencial de retorno.
Atualmente, o fundo conta com 131 ativos, e seus terrenos estão localizados em 76 municípios de 17 estados. O FII acabou de finalizar sua décima emissão de cotas.
O TGAR11 aparece nos top 3 de Órama, Santander e Terra Investimentos. A Órama cita, entre os pontos positivos do fundo, sua equipe robusta de monitoramento dos recebíveis; adoção de práticas de governança e gestão na estratégia de equity (investimentos diretos em imóveis); rede extensa de relacionamento com incorporadores regionais; e atuação em um nicho de mercado pouco explorado.
O Santander cita ainda, entre as vantagens do fundo, o fato de que a diversificação de projetos e etapas de execução dos ativos da carteira permitem ao fundo entregar um retorno relativamente estável aos cotistas, mesmo com a sua atuação em uma estratégia de desenvolvimento. O banco estima um retorno acima de 10% nos próximos 12 meses.
Bresco Logística (BRCO11)
O fundo Bresco Logística investe em 11 galpões logísticos com 446 mil m² de área bruta locável (ABL). Para a Genial Investimentos, trata-se de um portfólio "irreplicável, tanto pela localização dos ativos quanto por sua qualidade", e o fundo ainda não reflete isso em seu valor de mercado.
Segundo a corretora, o fundo possui alta exposição a ativos last mile (última etapa da entrega do e-commerce), segmento que tende a ter vacância baixa pela expansão do e-commerce no país.
Cerca de 35% das receitas do BRCO11 são provenientes de propriedades localizadas na cidade de São Paulo. Os contratos de locação têm prazo médio remanescente de 4,6 anos, sendo que 59% deles são atípicos (de longo prazo e sem revisional de aluguel no meio do contrato). Cerca de 95% dos inquilinos são classificados como grau de investimento.
Segundo a Guide, o fundo tem tido uma performance ruim nas últimas semanas, negociando próximo às mínimas históricas.
Retrospectiva
Poucos foram os fundos da seleção de maio que conseguiram terminar o mês com desempenho positivo. O melhor desempenho ficou por conta do Rio Bravo IFIX, também chamado de Rio Bravo Fundo de Fundos (RBFF11), que teve alta de 2,8%.
Já o pior desempenho foi o do Átrio Reit Recebíveis Imobiliários (ARRI11), que teve queda de 10,2%. O campeão de indicações do mês passado, o TRX Real Estate (TRXF11), fechou maio com baixa de 1,2%. Veja na tabela a seguir o desempenho de todos os fundos dos top 3 das corretoras em maio:

Carteiras recomendadas completas das corretoras

Entram Cury (CURY3) e C&A (CEAB3), saem São Martinho (SMTO3) e Petz (PETZ3): bolsa divulga terceira prévia do Ibovespa
A nova composição do índice entra em vigor em 1º de setembro e permanece até o fim de dezembro, com 84 papéis de 81 empresas
É renda fixa, mas é dos EUA: ETF inédito para investir no Tesouro americano com proteção da variação do dólar chega à B3
O T10R11 oferece acesso aos Treasurys de 10 anos dos EUA em reais, com o bônus do diferencial de juros recorde entre Brasil e EUA
Ibovespa sobe 1,32% e crava a 2ª maior pontuação da história; Dow e S&P 500 batem recorde
No mercado de câmbio, o dólar à vista terminou o dia com queda de 0,20%, cotado a R$ 5,4064, após dois pregões consecutivos de baixa
FIIs fora do radar? Santander amplia cobertura e recomenda compra de três fundos com potencial de dividendos de até 17%; veja quais são
Analistas veem oportunidade nos segmentos de recebíveis imobiliários, híbridos e hedge funds
Batalha pelo galpão da Renault: duas gestoras disputam o único ativo deste FII, que pode sair do mapa nos dois cenários
Zagros Capital e Tellus Investimentos apresentam propostas milionárias para adquirir galpão logístico do VTLT11, locado pela Renault
Para o BTG, esta ação já apanhou demais na bolsa e agora revela oportunidade para investidores ‘corajosos’
Os analistas já avisam: trata-se de uma tese para aqueles mais tolerantes a riscos; descubra qual é o papel
Não é uma guerra comercial, é uma guerra geopolítica: CEO da AZ Quest diz o que a estratégia de Trump significa para o Brasil e seus ativos
Walter Maciel avalia que as medidas do presidente norte-americano vão além da disputa tarifária — e explica como os brasileiros devem se posicionar diante do novo cenário
É hora de voltar para as ações brasileiras: expectativa de queda dos juros leva BTG a recomendar saída gradual da renda fixa
Cenário se alinha a favor do aumento de risco, com queda da atividade, melhora da inflação e enfraquecimento do dólar
Dólar e bolsa sobem no acumulado de uma semana agitada; veja as maiores altas e baixas entre as ações
Últimos dias foram marcados pela tensão entre EUA e Brasil e também pela fala de Jerome Powell, do BC norte-americano, sobre a tendência para os juros por lá
Rumo ao Novo Mercado: Acionistas da Copel (CPLE6) aprovam a migração para nível elevado de governança na B3 e a unificação de ações
Em fato relevante enviado à CVM, a companhia dará prosseguimento às etapas necessárias para a efetivação da mudança
“Não acreditamos que seremos bem-sucedidos investindo em Nvidia”, diz Squadra, que aposta nestas ações brasileiras
Em carta semestral, a gestora explica as principais teses de investimento e também relata alguns erros pelo caminho
Bolsas disparam com Powell e Ibovespa sobe 2,57%; saiba o que agradou tanto os investidores
O presidente do Fed deu a declaração mais contundente até agora com relação ao corte de juros e levou o dólar à vista a cair 1% por aqui
Rogério Xavier revela o ponto decisivo que pode destravar potencial para as ações no Brasil — e conta qual é a aposta da SPX para ‘fugir’ do dólar
Na avaliação do sócio da SPX, se o Brasil tomar as decisões certas, o jogo pode virar para o mercado de ações local
Sequóia III Renda Imobiliária (SEQR11) consegue inquilino para imóvel vago há mais de um ano, mas cotas caem
O galpão presente no portfólio do FII está localizado na Penha, no Rio de Janeiro, e foi construído sob medida para a operação da Atento, empresa de atendimento ao cliente
Bolsa brasileira pode saltar 30% até o fim de 2025, mas sem rali de fim de ano, afirma André Lion. Essas são as 5 ações favoritas da Ibiuna para investir agora
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o sócio da Ibiuna abriu quais são as grandes apostas da gestora para o segundo semestre e revelou o que poderia atrapalhar a boa toada da bolsa
Cinco bancos perdem juntos R$ 42 bilhões em valor de mercado — e estrela da bolsa puxa a fila
A terça-feira (19) foi marcada por fortes perdas na bolsa brasileira diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e o Brasil
As cinco ações do Itaú BBA para lucrar: de Sabesp (SBSP3) a Eletrobras (ELET3), confira as escolhidas após a temporada de resultados
Banco destaca empresas que superaram as expectativas no segundo trimestre em meio a um cenário desafiador para o Ibovespa
Dólar abaixo de R$ 5? Como a vitória de Trump na guerra comercial pode ser positiva para o Brasil
Guilherme Abbud, CEO e CIO da Persevera Asset, fala sobre os motivos para ter otimismo com os ativos de risco no Touros e Ursos desta semana
Exclusivo: A nova aposta da Kinea para os próximos 100 anos — e como investir como a gestora
A Kinea Investimentos acaba de revelar sua nova aposta para o próximo século: o urânio e a energia nuclear. Entenda a tese de investimento
Entra Cury (CURY3), sai São Martinho (SMTO3): bolsa divulga segunda prévia do Ibovespa
Na segunda prévia, a Cury fez sua estreia com 0,210% de peso para o período de setembro a dezembro de 2025, enquanto a São Martinho se despede do índice