O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Plano de Biden de aumentar impostos não agradou o mercado e a perspectiva de nova injeção de estímulos puxou para baixo o dólar. Já os juros futuros recuaram de olho na sanção do Orçamento
Em um movimento pouco frequente, a volta do feriado foi marcada por tudo no vermelho. Focando em pautas distintas, bolsa, dólar e juros fecharam o dia em queda - os dois últimos com uma movimentação mais expressiva do que a do Ibovespa.
Ontem a bolsa estava fechada, mas os mercados internacionais tiveram um dia positivo. Por aqui, até começamos a sessão nos ajustando aos ganhos da véspera, mas não foi possível manter o ritmo. Conforme os negócios em Nova York se deterioraram, o leve otimismo com a sanção do Orçamento e com o discurso neutro de Bolsonaro na Cúpula do Clima deu lugar à cautela.
O que afundou o dólar à vista e as bolsas globais nesta quinta-feira (22) foi o plano do presidente Joe Biden de aumentar drasticamente o imposto sobre ganho de capital. A medida deve ajudar a financiar os pacotes trilionários de estímulos que já foram anunciados e também reforçar um novo plano de estímulos às famílias americanas que deve ser anunciado na próxima semana e que também deve ser orçado na casa dos trilhões.
Desde o começo da crise, injeção de dólar é o que não falta no mercado. A perspectiva de uma nova enxurrada da moeda acelera a depreciação da divisa perante os seus pares. Após o anúncio de Biden, o dólar à vista encerrou o dia em queda expressiva de 1,73%, a R$ 5,4546 - nível mais baixo desde fevereiro.
Na bolsa, a primeira parte do dia foi de alta volatilidade, mas a cautela passou a dominar com o temor de um leão mais voraz nos Estados Unidos. Com isso, o Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,58%, aos 119.371 pontos.
Antes mesmo da corrida presidencial norte-americana ganhar corpo, um democrata no poder era visto pelo mercado como um risco para a elevação de impostos. Desde que assumiu a Casa Branca, Joe Biden não tem decepcionado.
Leia Também
Para financiar os trilhões de dólares dos pacotes de estímulos, Biden já havia anunciado planos para mexer nos impostos corporativos. Hoje foi a vez de “atacar” os cidadãos mais abastados do país. Na próxima semana, é esperado o anúncio de mais US$ 1 trilhão para socorrer as famílias americanas. Desde o começo da crise, mais de US$ 4 trilhões já inundaram o mercado americano, o que leva a um enfraquecimento da moeda.
Como financiar tudo isso? O imposto sobre ganho de capital deve sair da casa dos 20% e superar os 43%, com o objetivo de arrecadar cerca de US$ 170 bilhões em 10 anos. O governo democrata afirma que famílias que recebem menos de US$ 400 mil por ano não devem se preocupar, mas é possível que outros impostos também acabem sendo alterados.
“Esses trilhões de dólares não entram no mercado do dia pra noite, mas o mercado vive de expectativas”, pontua Bruno Musa, economista e sócio da Acqua Investimentos. Isso ajuda a explicar a queda acentuada do dólar hoje e a cautela que predominou nas bolsas. As bolsas americanas fecharam com um recuo próximo de 1%. O Dow Jones caiu 0,94%, o S&P 500 recuou 0,92% e o Nasdaq teve queda de 0,94%.
Nem mesmo a recuperação do mercado de trabalho americano animou. O número de pedidos de auxílio desemprego caiu para 547 mil na última semana - o menor nível desde o início da pandemia de coronavírus. Os índices em Wall Street chegaram a ensaiar uma recuperação, mas o aumento de impostos no horizonte falou mais alto.
As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta durante a madrugada, mesmo com alguns países da região voltando a encarar uma nova onda do coronavírus. Na Europa, os principais índices operam no azul, após o Banco Central Europeu (BCE) manter a sua política monetária inalterada, como já era esperado.
Eu sei que nas últimas semanas tenho dito repetidamente que a novela do Orçamento está chegando ao fim. É que as coisas (mais uma vez) não andaram no ritmo que o mercado estava esperando. Mas, dessa vez, o tema finalmente deve parar de obstruir as pautas no Congresso.
Hoje termina o prazo para o presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionar o projeto de Lei Orçamentária para 2021, uma novela que se arrasta há mais de cinco meses. Até a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022 já foi apresentada sem que tivéssemos um orçamento aprovado.
O acordo que abriu caminho para que o texto seja sancionado (com cinco meses de atraso) trouxe um misto de sentimentos ao mercado. Por um lado, a ideia de deixar pelo menos R$ 125 bilhões fora do teto de gastos agrava a situação fiscal do país.
Por outro, os investidores estão aliviados com o fato de que a história finalmente teve um desfecho. Por melhor ou pior que seja, o Brasil precisava de um orçamento aprovado. O importante é tirar o risco de responsabilidade fiscal do radar e não comprometer a meta do déficit primário, ainda que o texto traga outras consequências no futuro.
Paulo Guedes é um dos descontentes, mas afirmou que, pelo menos agora, o Orçamento para 2021 é “exequível”. Os gastos que ficaram fora do teto incluem uma nova rodada do benefício para trabalhadores que tiverem os salários cortados (BEm) ou contratos suspensos e uma nova linha de crédito para micro e pequenas empresas (Pronampe).
Na expectativa de que o fim da novela do Orçamento destrave a agenda de reformas, os juros futuros encararam mais um dia de alívio expressivo - o que vem sendo uma tendência na última semana.
O economista da Acqua Investimentos aponta, no entanto, que o arrefecimento do risco fiscal com a eventual sanção do orçamento é sim uma das razões para o movimento, mas é preciso notar que os juros vêm em uma alta absurda desde o começo do ano, principalmente após fevereiro e as sinalizações de que a Selic inicia o seu ciclo de normalização.
Assim que um acordo começou a ser costurado entre Executivo e Congresso, as principais taxas refletiram essas expectativas. Com a sanção no radar, abriu-se um espaço para mais uma correção. Confira as taxas do dia:
“A gente acha que as quedas recentes são expressivas, mas esquecemos que no ano os juros longos andaram mais ou menos 40%. A gente está tendo uma correção de cerca de 6% em 5 dias, mas ainda tem muito espaço para corrigir se houver uma melhora no quadro fiscal” - Bruno Musa, economista
A participação do Brasil na Cúpula do Clima, evento convocado pelo presidente americano Joe Biden, vem sendo acompanhada de perto pelos investidores. A forma como a questão ambiental vem sendo administrada no país é motivo de tensão, e a atuação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é criticada em todo o mundo.
Buscando limpar a imagem do país lá fora e incentivar o investimento estrangeiro no país, Bolsonaro fez um discurso que foi considerado neutro e sem novidades pelos analistas. Durante o pronunciamento, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre os esforços brasileiros para reduzir os efeitos do aquecimento global, prometeu reduzir a emissão de gases até 2050 e eliminar o desmatamento ilegal. O presidente também falou em cobrança de "juro e remuneração pelos nossos serviços ambientais" e pediu ajuda internacional para financiar novas medidas.
João Guilherme Penteado, CEO da Apollo Investimentos, aponta que a sinalização de maior rigor ambiental e aderência às políticas de conservação são positivas para a visão de outros países sobre o Brasil, mas o histórico atual do governo joga contra esse discurso. “Para maior previsibilidade sobre o impacto disso no mercado, antes precisamos ver se haverá medidas práticas a esse respeito.”
Em um ajuste positivo após o feriado e na expectativa de números fortes do primeiro trimestre, as siderúrgicas subiram em bloco, favorecendo o desempenho do Ibovespa. Na sequência, tivemos Azul e Gol, empresas que se beneficiam do recuo do dólar e da expectativa de chegada de novas doses de vacinas contra o coronavírus - o Instituto Butantan anunciou o início da produção de mais cinco milhões de doses. Confira as maiores altas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| USIM5 | Usiminas PNA | R$ 22,30 | 5,79% |
| CIEL3 | Cielo ON | R$ 3,86 | 5,75% |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 48,89 | 4,78% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ ,13 | 4,10% |
| GGBR4 | Gerdau PN | R$ 33,39 | 3,47% |
Seguindo o movimento visto no começo da semana, os papéis das Lojas Renner seguiram em forte queda, repercutindo a possível aquisição da Dafiti com os recursos da nova oferta de ações. As ações da Hapvida e da Intermédica recuam após a primeira ter anunciado o valor do seu follow on, com um desconto de quase 2% nas ações. Confira também as maiores quedas do dia:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARIAÇÃO |
| LREN3 | Lojas Renner ON | R$ 41,05 | -5,41% |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 69,60 | -3,72% |
| MULT3 | Multiplan ON | R$ 23,20 | -3,05% |
| HAPV3 | Hapvida ON | R$ 14,86 | -2,75% |
| LAME4 | Lojas Americanas PN | R$ 22,13 | -3,15% |
Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano
Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes
A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos
A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão
Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026
Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação
Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice
Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas
Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente
A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa
O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados
O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor
Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público
Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa
Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais