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FECHAMENTO DA SEMANA

Bolsas globais começam outubro com força total, e Ibovespa quase zera queda na semana; dólar sobe mesmo com interferência do BC no câmbio

Depois de um setembro complicado, o Ibovespa começa o mês de outubro com o pé direito e apaga parte das perdas da semana

Imagem: Shutterstock

Já se passaram 18 meses desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o coronavírus uma pandemia. Nesse meio tempo, vacinas foram criadas, testadas, aprovadas e mais de 6 bilhões de doses de imunizante foram administradas globalmente — o que representa 45% da população mundial com pelo menos uma aplicação.

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Embora nossos comércios, indústrias e fronteiras sigam em processo de reabertura, o vírus está longe de ser derrotado. A variante delta, por exemplo, assusta. Mais transmissível, principalmente entre os não vacinados, a ameaça de um retorno das medidas de isolamento social tem pairado sobre os mercados, muitas vezes limitando o impacto da recuperação das economias.

Se no passado comemoramos o avanço da criação das vacinas, hoje foi dia de o mercado financeiro celebrar o que pode ser um possível remédio contra a doença. A farmacêutica Merck anunciou que o molnupiravir “reduziu significativamente” os riscos de hospitalização e morte causadas pelo coronavírus.

As ações da companhia saltaram e puxaram novamente os setores mais atingidos pela pandemia, o que garantiu um dia de alívio para Wall Street, desviando a atenção dos indicadores que mostram uma aceleração da inflação americana, em uma semana recheada de índices fortes da atividade do país.

As bolsas americanas começaram o mês de outubro com altas superiores a 1%. E o Ibovespa acompanhou o movimento. Depois de cair mais de 6% em setembro — com o peso dos conflitos político-fiscais e a incerteza em torno da saúde financeira da incorporadora chinesa Evergrande — o principal índice da B3 começou outubro no azul, com uma alta de 1,76%, aos 112.899 pontos. Na semana, o recuo foi de 0,34%.

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O dólar à vista acompanhou o bom humor e caiu perante as principais divisas, acompanhando o alívio visto nos juros americanos. Por aqui, a moeda americana fechou o dia em queda de 1,42%, aos R$ 5,3691, num avanço de 0,47% na semana.

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O mercado de juros também devolveu parte do prêmio dos últimos dias. A semana foi marcada pela divulgação da ata da última reunião do Copom, que deixou espaço para uma atuação mais agressiva do BC. 

  • Janeiro de 2022: de 7,20% para 7,18%
  • Janeiro de 2023: de 9,16% para 9,13%
  • Janeiro de 2025: de 10,25% para 10,15%
  • Janeiro de 2027: estável em 10,63%

No noticiário corporativo, destaque para a terceira aquisição feita pelo TC (ex-Traders Club) após a estreia na bolsa.

Desconforto fiscal

Em participação em eventos pela manhã, tanto o presidente do BC brasileiro quanto o  ministro Paulo Guedes geraram desconforto ao falar sobre a situação fiscal do país. 

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Em ato falho, o ministro Guedes falou sobre uma possível prorrogação do auxílio emergencial, depois corrigido para o Auxílio Brasil, programa que segue sem definição de financiamento. Na última semana, cresceram os temores de que o governo irá seguir em frente com o plano de prorrogar o auxílio emergencial.  

Já Campos Neto reforçou que o plano de voo atual do Banco Central será suficiente para ancorar as expectativas de inflação, mas falou sobre o incômodo com o crescimento dos gastos públicos. 

Alívio generalizado

Além do movimento de correção após a pressão dos últimos dias, o dólar sofre o impacto de algumas notícias específicas. Para Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos, um dos fatores que pressionam a moeda para baixo é um alerta da agência de risco Fitch sobre a possibilidade de reclassificação da nota de crédito dos Estados Unidos.

Nos últimos dias, os EUA assistiram a um grande embate no Congresso. O governo democrata de Joe Biden tenta aumentar o teto da dívida do país para evitar a paralisação da máquina pública, mas a medida acabou virando uma disputa entre os dois partidos que controlam o Legislativo. 

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O Senado americano aprovou uma medida emergencial para resolver a questão, mas o mercado ainda aguarda uma solução definitiva. 

Exterior em foco

Pela manhã, foi divulgado o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla de inglês). O indicador avançou 0,4% em agosto ante julho, uma alta de 4,3%. Com um feriado prolongado na China, os investidores também desviaram a atenção dos problemas da incorporadora Evergrande.

A presidente do Fed de Cleveland ajudou a trazer algum alívio aos mercados ao afirmar que a inflação deve arrefecer quando os gargalos gerados pela pandemia se normalizarem.

Sobe e desce do Ibovespa

Enquanto a Petrobras derrapou com o peso dos questionamentos recentes sobre sua política de preços pela classe política, a PetroRio surfou o melhor momento do petróleo desde 2018 e subiu mais de 20% na semana. 

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O setor de proteínas também foi beneficiado nos últimos dias, com a melhora das expectativas do mercado internacional e ainda repercutindo o sinal verde do Cade para a aquisição de ações da BRF pela Marfrig.

Veja a seguir as maiores altas da última semana:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO SEMANAL
PRIO3PetroRio ONR$ 26,4520,28%
MRFG3Marfrig ONR$ 25,7513,64%
BRFS3BRF ONR$ 27,1910,71%
BBDC4Bradesco PNR$ 21,375,48%
GGBR4Gerdau PNR$ 27,695,29%

Diante de especulações sobre possíveis provisões extraordinárias no seu balanço, o banco Inter teve uma semana de queda brusca. A companhia decidiu antecipar a divulgação da sua prévia operacional do terceiro trimestre para a próxima segunda-feira (04), o que beneficiou os papéis hoje, mas foi insuficiente para reverter a situação.

Confira também as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO SEMANAL
BIDI11Banco Inter unitR$ 51,40-15,85%
BIDI4Banco Inter PNR$ 17,26-15,10%
CASH3Méliuz ONR$ 6,31-9,21%
HAPV3Hapvida ONR$ 13,41-8,96%
PCAR3GPA ONR$ 25,15-8,41%
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