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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

JACKSON HOLE

Powell confirma intenção de reduzir estímulos ainda em 2021, mas ressalta fragilidade da economia; confira os principais pontos do discurso

Jerome Powell fez questão de deixar claro que o objetivo da instituição segue sendo uma recuperação plena do mercado de trabalho e a estabilização dos preços em torno da meta de inflação de 2% ao ano

Jasmine Olga
Jasmine Olga
27 de agosto de 2021
12:48 - atualizado às 16:30
Jerome Powell, presidente do federal reserve olha ressabiado para o público
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed) - Imagem: Federal Reserve

O tão aguardado discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, no tradicional simpósio de Jackson Hole nesta sexta-feira (27), trouxe fôlego para que os mercados financeiros globais passassem a operar com mais otimismo.

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Em meio às dúvidas sobre o ritmo da retirada dos estímulos monetários, o discurso de Powell foi em linha com o que havia sido sugerido pela ata da última reunião de política monetária do Fed - a economia se recuperou mais rapidamente do que o inicialmente planejado, permitindo que o fim do programa de recompra de ativos entre em vigor ainda em 2021, mas a ameaça da variante delta traz incertezas que ainda precisarão ser observadas pelo BC americano.

Powell admitiu uma recuperação forte no mercado de trabalho, mas segue enxergando fragilidade principalmente entre as minorias mais afetadas pela crise do coronavírus. A confirmação de que o ritmo de recompra de ativos deve ser diminuído em breve, no entanto, não significa que a política monetária acomodatícia está com os seus dias contados.

O presidente do Fed fez questão de deixar claro que o objetivo da instituição segue sendo uma recuperação plena do mercado de trabalho e a estabilização dos preços em torno da meta de inflação de 2% ao ano, o que significa que a elevação de juros não deve ocorrer em breve.

Você pode ler a íntegra do discurso de Jerome Powell aqui, ou no vídeo abaixo. Confira agora os principais pontos do discurso:

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Inflação

Persistente nos últimos meses, a inflação segue sendo encarada como um fator transitório e temporário. Powell ressalta, no entanto, que a rápida reabertura econômica trouxe uma pressão aos preços e é fonte de preocupação, mas caso os índices mostrem características mais persistentes, o Fed atuará para conter o problema.

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Para Powell, a elevação nos preços tem origem no setor de bens e serviços, mais afetado pela pandemia da covid-19 e pela reabertura, sem pressões mais disseminadas. O dirigente também ressaltou que as bases de comparação estavam deprimidas pelo fechamento da economia.

Mercado de trabalho

O presidente do Fed mostrou confiança ao falar sobre o mercado de trabalho. Além de reforçar a forte recuperação dos últimos meses, Powell disse que o país deve seguir vendo uma forte criação de empregos, ainda que a variante delta esteja no radar.

Com a reabertura das escolas e o fim dos benefícios de auxílio-desemprego, o Fed espera que o mercado de trabalho ganhe força extra nos próximos meses. Ainda que o ritmo de recuperação tenha superado as expectativas, já em ritmo mais elevado do que antes da pandemia, ainda existe um quadro de fraqueza nos setores mais afetados.

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Variante Delta

Responsável por uma nova elevação no número de casos da covid-19 nos Estados Unidos e no mundo, a variante Delta está no radar da instituição, sendo considerada um risco de curto prazo. Para Powel, o atual quadro da política monetária deixa o país bem posicionado para lidar com a ameaça. Além disso, o Fed pode mais uma vez ajustar suas ferramentas para atingir as metas.

O avanço da vacinação como um fator que contribuirá para a redução dos risos.

Futuro da política monetária

Powell deixou claro que um aperto monetário não será utilizado como resposta a fatores transitórios, já que isso poderia desacelerar a economia, mas que apoia a redução da compra de ativos neste ano.

"Mesmo que nosso programa de recompra termine, as nossas elevadas posições de títulos de longo prazo continuarão a apoiar condições financeiras acomodatícias. O momento e o ritmo da redução não será um sinal direto sobre o momento do aumento da taxa de juros, para o qual articulamos um teste diferente e substancialmente mais rigoroso".

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