Powell confirma intenção de reduzir estímulos ainda em 2021, mas ressalta fragilidade da economia; confira os principais pontos do discurso
Jerome Powell fez questão de deixar claro que o objetivo da instituição segue sendo uma recuperação plena do mercado de trabalho e a estabilização dos preços em torno da meta de inflação de 2% ao ano
O tão aguardado discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, no tradicional simpósio de Jackson Hole nesta sexta-feira (27), trouxe fôlego para que os mercados financeiros globais passassem a operar com mais otimismo.
Em meio às dúvidas sobre o ritmo da retirada dos estímulos monetários, o discurso de Powell foi em linha com o que havia sido sugerido pela ata da última reunião de política monetária do Fed - a economia se recuperou mais rapidamente do que o inicialmente planejado, permitindo que o fim do programa de recompra de ativos entre em vigor ainda em 2021, mas a ameaça da variante delta traz incertezas que ainda precisarão ser observadas pelo BC americano.
Powell admitiu uma recuperação forte no mercado de trabalho, mas segue enxergando fragilidade principalmente entre as minorias mais afetadas pela crise do coronavírus. A confirmação de que o ritmo de recompra de ativos deve ser diminuído em breve, no entanto, não significa que a política monetária acomodatícia está com os seus dias contados.
O presidente do Fed fez questão de deixar claro que o objetivo da instituição segue sendo uma recuperação plena do mercado de trabalho e a estabilização dos preços em torno da meta de inflação de 2% ao ano, o que significa que a elevação de juros não deve ocorrer em breve.
Você pode ler a íntegra do discurso de Jerome Powell aqui, ou no vídeo abaixo. Confira agora os principais pontos do discurso:
Inflação
Persistente nos últimos meses, a inflação segue sendo encarada como um fator transitório e temporário. Powell ressalta, no entanto, que a rápida reabertura econômica trouxe uma pressão aos preços e é fonte de preocupação, mas caso os índices mostrem características mais persistentes, o Fed atuará para conter o problema.
Leia Também
Para Powell, a elevação nos preços tem origem no setor de bens e serviços, mais afetado pela pandemia da covid-19 e pela reabertura, sem pressões mais disseminadas. O dirigente também ressaltou que as bases de comparação estavam deprimidas pelo fechamento da economia.
Mercado de trabalho
O presidente do Fed mostrou confiança ao falar sobre o mercado de trabalho. Além de reforçar a forte recuperação dos últimos meses, Powell disse que o país deve seguir vendo uma forte criação de empregos, ainda que a variante delta esteja no radar.
Com a reabertura das escolas e o fim dos benefícios de auxílio-desemprego, o Fed espera que o mercado de trabalho ganhe força extra nos próximos meses. Ainda que o ritmo de recuperação tenha superado as expectativas, já em ritmo mais elevado do que antes da pandemia, ainda existe um quadro de fraqueza nos setores mais afetados.
Variante Delta
Responsável por uma nova elevação no número de casos da covid-19 nos Estados Unidos e no mundo, a variante Delta está no radar da instituição, sendo considerada um risco de curto prazo. Para Powel, o atual quadro da política monetária deixa o país bem posicionado para lidar com a ameaça. Além disso, o Fed pode mais uma vez ajustar suas ferramentas para atingir as metas.
O avanço da vacinação como um fator que contribuirá para a redução dos risos.
Futuro da política monetária
Powell deixou claro que um aperto monetário não será utilizado como resposta a fatores transitórios, já que isso poderia desacelerar a economia, mas que apoia a redução da compra de ativos neste ano.
"Mesmo que nosso programa de recompra termine, as nossas elevadas posições de títulos de longo prazo continuarão a apoiar condições financeiras acomodatícias. O momento e o ritmo da redução não será um sinal direto sobre o momento do aumento da taxa de juros, para o qual articulamos um teste diferente e substancialmente mais rigoroso".
Bolsa nas alturas: Ibovespa fecha acima dos 158 mil pontos em novo recorde; dólar cai a R$ 5,3346
As bolsas nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia também encerraram a sessão desta quarta-feira (26) com ganhos; confira o que mexeu com os mercados
Hora de voltar para o Ibovespa? Estas ações estão ‘baratas’ e merecem sua atenção
No Touros e Ursos desta semana, a gestora da Fator Administração de Recursos, Isabel Lemos, apontou o caminho das pedras para quem quer dar uma chance para as empresas brasileiras listadas em bolsa
Vale (VALE3) patrocina alta do Ibovespa junto com expectativa de corte na Selic; dólar cai a R$ 5,3767
Os índices de Wall Street estenderam os ganhos da véspera, com os investidores atentos às declarações de dirigentes do Fed, em busca de pistas sobre a trajetória dos juros
Ibovespa avança e Nasdaq tem o melhor desempenho diário desde maio; saiba o que mexeu com a bolsa hoje
Entre as companhias listadas no Ibovespa, as ações cíclicas puxaram o tom positivo, em meio a forte queda da curva de juros brasileira
Maiores altas e maiores quedas do Ibovespa: mesmo com tombo de mais de 7% na sexta, CVC (CVCB3) teve um dos maiores ganhos da semana
Cogna liderou as maiores altas do índice, enquanto MBRF liderou as maiores quedas; veja o ranking completo e o balanço da bolsa na semana
JBS (JBSS3), Carrefour (CRFB3), dona do BK (ZAMP3): As empresas que já deixaram a bolsa de valores brasileira neste ano, e quais podem seguir o mesmo caminho
Além das compras feitas por empresas fechadas, recompras de ações e idas para o exterior também tiraram papéis da B3 nos últimos anos
A nova empresa de US$ 1 trilhão não tem nada a ver com IA: o segredo é um “Ozempic turbinado”
Com vendas explosivas de Mounjaro e Zepbound, Eli Lilly se torna a primeira empresa de saúde a valer US$ 1 trilhão
Maior queda do Ibovespa: por que as ações da CVC (CVCB3) caem mais de 7% na B3 — e como um dado dos EUA desencadeou isso
A combinação de dólar forte, dúvida sobre o corte de juros nos EUA e avanço dos juros futuros intensifica a pressão sobre companhia no pregão
Nem retirada das tarifas salva: Ibovespa recua e volta aos 154 mil pontos nesta sexta (21), com temor sobre juros nos EUA
Índice se ajusta à baixa dos índices de ações dos EUA durante o feriado e responde também à queda do petróleo no mercado internacional; entenda o que afeta a bolsa brasileira hoje
O erro de R$ 1,1 bilhão do Grupo Mateus (GMAT3) que custou o dobro para a varejista na bolsa de valores
A correção de mais de R$ 1,1 bilhão nos estoques expôs fragilidades antigas nos controles do Grupo Mateus, derrubou o valor de mercado da companhia e reacendeu dúvidas sobre a qualidade das informações contábeis da varejista
Debandada da B3: quando a onda de saída de empresas da bolsa de valores brasileira vai acabar?
Com OPAs e programas de recompras de ações, o número de empresas e papéis disponíveis na B3 diminuiu muito no último ano. Veja o que leva as empresas a saírem da bolsa, quando esse movimento deve acabar e quais os riscos para o investidor
Medo se espalha por Wall Street depois do relatório de emprego dos EUA e nem a “toda-poderosa” Nvidia conseguiu impedir
A criação de postos de trabalho nos EUA veio bem acima do esperado pelo mercado, o que reduz chances de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro; bolsas saem de alta generalizada para queda em uníssono
Depois do hiato causado pelo shutdown, Payroll de setembro vem acima das expectativas e reduz chances de corte de juros em dezembro
Os Estados Unidos (EUA) criaram 119 mil vagas de emprego em setembro, segundo o relatório de payroll divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Departamento do Trabalho
Sem medo de bolha? Nvidia (NVDC34) avança 5% e puxa Wall Street junto após resultados fortes — mas ainda há o que temer
Em pleno feriado da Consciência Negra, as bolsas lá fora vão de vento em poupa após a divulgação dos resultados da Nvidia no terceiro trimestre de 2025
Com R$ 480 milhões em CDBs do Master, Oncoclínicas (ONCO3) cai 24% na semana, apesar do aumento de capital bilionário
A companhia vive dias agitados na bolsa de valores, com reação ao balanço do terceiro trimestre, liquidação do Banco Master e aprovação da homologação do aumento de capital
Braskem (BRKM5) salta quase 10%, mas fecha com ganho de apenas 0,6%: o que explica o vai e vem das ações hoje?
Mercado reagiu a duas notícias importantes ao longo do dia, mas perdeu força no final do pregão
SPX reduz fatia na Hapvida (HAPV3) em meio a tombo de quase 50% das ações no ano
Gestora informa venda parcial da posição nas ações e mantém derivativos e operações de aluguel
Dividendos: Banco do Brasil (BBAS3) antecipa pagamento de R$ 261,6 milhões em JCP; descubra quem entra no bolo
Apesar de o BB ter terminado o terceiro trimestre com queda de 60% no lucro líquido ajustado, o banco não está deixando os acionistas passarem fome de proventos
Liquidação do Banco Master respinga no BGR B32 (BGRB11); entenda os impactos da crise no FII dono do “prédio da baleia” na Av. Faria Lima
O Banco Master, inquilino do único ativo presente no portfólio do FII, foi liquidado pelo Banco Central por conta de uma grave crise de liquidez
Janela de emissões de cotas pelos FIIs foi reaberta? O que representa o atual boom de ofertas e como escapar das ciladas
Especialistas da EQI Research, Suno Research e Nord Investimentos explicam como os cotistas podem fugir das armadilhas e aproveitar as oportunidades em meio ao boom das emissões de cotas dos fundos imobiliários
