O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Na incerteza, saímos vendendo todos os nossos ativos por preços descontados com esperança de conseguir salvar uma parte do capital que pode virar pó
Imagine a seguinte situação: você está sentado numa cadeira e é avisado que levará um pequeno choque elétrico nos próximos dez segundos. Não existe incerteza aqui: você levará um choque, apenas não sabe o exato momento em que isso irá acontecer.
Agora imagine uma outra situação: você está na mesma cadeira, mas desta vez é informado que poderá receber um choque nos próximos segundos – ou seja, pode ou não receber.
Em qual dessas situações você acha que se sentiria mais desconfortável?
Se você me perguntasse qual dessas situações é a mais fácil de suportar, eu não pensaria duas vezes para responder que a menos pior é segunda: é melhor ter alguma chance de não levar um choque do que ter a certeza de que isso vai acontecer.
Parece óbvio, não é?
No entanto, não foi essa a conclusão de um estudo realizado pela Nature Communications há alguns anos.
Leia Também
O tal experimento concluiu que os indivíduos submetidos ao teste atingiam níveis menores de estresse nas situações nas quais sabiam que iriam levar um choque. Nas situações onde poderiam ou não receber o choque, os níveis de estresse acabavam sendo maiores por causa da incerteza.
Apesar de não fazer muito sentido, isso explica alguns comportamentos estranhos dos investidores no mercado.
As eleições, sobre as quais falamos na semana passada, costumam ser um bom exemplo. Sem ter um cenário definido, investidores não aguentam o estresse e vendem suas posições por não suportar as incertezas – mesmo sem se perguntar se os resultados possíveis seriam tão ruins assim.
Se os investidores ficam angustiados com incertezas, a nova variante da Covid-19, chamada de Ômicron, se torna um problemão.
Ainda sabemos muito pouco sobre ela. E ela pode nem ser assim tão ruim, na comparação com outras cepas que já tivemos de enfrentar. Mas o simples fato de termos muitas perguntas ainda sem respostas é insuportável para a maioria dos investidores.
A variante Ômicron pode ser mais perigosa do que as anteriores, sim. Ela também pode provocar um surto parecido ou pior do que a Delta fez na Índia.
As vacinas já aplicadas na população podem não ser eficazes contra as mutações da nova cepa.
Caso as vacinas atuais não forem eficientes, pode ser que demore muito tempo para recebermos um imunizante eficaz.
E na hipótese de isso realmente acontecer, pode ser que tenhamos de passar por novos lockdowns, o que também pode estragar de vez a recuperação econômica e a situação fiscal do país.
Perceba quantos "pode" estão escritos nas linhas acima. Isso é uma verdadeira bomba de estresse para os investidores. Não é à toa que boa parte deles não aguenta e prefere desovar suas ações em busca de segurança.
O mais interessante nessa história toda é que essa é uma daquelas evoluções da espécie que nos permitiu chegar até aqui mas que nos atrapalham demais como investidores.
Nos momentos de incerteza, esperamos sempre pelo pior.
Na natureza selvagem, um arbusto se mexendo pode ser apenas efeito de uma brisa mais forte. Mas também pode ser uma leoa realizando os últimos ajustes para te levar para a "casa" como janta e, sendo assim, é melhor não esperar para ver – esperar pelo pior nos livrou de grandes problemas no passado.
Mas no mundo dos investimentos esse viés costuma nos prejudicar. Na incerteza, esperamos sempre o pior e saímos vendendo todos os nossos ativos por preços descontados, na esperança de conseguir salvar uma parte do capital que pode virar pó, porque as coisas podem continuar piorando – "melhor vender antes que caia mais."
Essa incerteza leva a maior parte dos investidores a vender as ações em momentos de desespero por preços descontados.
Neste momento, a Bolsa negocia por múltiplos extremamente baixos, o que não necessariamente significa que as ações vão subir no curto prazo. Elas estavam negociando por múltiplos baixos já no mês passado e isso não foi motivo para elas subirem, não é mesmo?
O curto prazo deve continuar muito conturbado, com novas variantes surgindo, o tema eleições esquentando, os velhos problemas fiscais nos atormentando, e por aí vai.
E nos sentimos tentados a esperar o fundo do poço chegar para só então começarmos a comprar ações.
O problema é que nunca sabemos a priori quando chegamos lá. Ninguém sabe! Só sabemos que o fundo era o fundo depois que já saímos de lá.
Por isso, o objetivo do investidor não é adivinhar a mínima dos mercados.
O seu objetivo é esperar pacientemente por algumas janelas de oportunidades que aparecem de tempos em tempos, nas quais o mercado vai sofrer com a incerteza e vender para você ações boas, por menos do que o valor justo delas.
É exatamente essa a filosofia que utilizamos na série FIRE – Financial Independence, Retire Early (traduzindo: Independência Financeira, Aposentadoria Precoce). Comprar ações boas, por preços baixos, com o objetivo de carregar por longos períodos.
Por exemplo, dentre as várias indicações da série, uma das minhas preferidas é a Lojas Quero-Quero (LJQQ3), uma companhia que gera caixa, é pouco endividada, cresce com taxas relevantes e ainda tem muito espaço para crescer. No entanto, todo o pessimismo já fez os papéis caírem 60% desde as máximas do ano, e certamente são uma compra interessante nesses patamares visando um horizonte de investimento mais longo.
Se quiser conferir esta e outras oportunidades, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a próxima!
Ruy
Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA
Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas
Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público
Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%
A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira
Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa
Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais
Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global
As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice
Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento
Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação
Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano
Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias
No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários
Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias
A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente
Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima
Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores
Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA
Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores