Menu
2021-06-02T16:35:35-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Mercados hoje

Bolsa sobe e chega aos 129 mil pontos em novo dia de otimismo; dólar fica abaixo de R$ 5,10

Após uma abertura hesitante, a bolsa virou para alta e o Ibovespa busca novos recordes. No câmbio, o dólar passou a cair e aparece em R$ 5,07

2 de junho de 2021
10:35 - atualizado às 16:35
B3 bolsa Ibovespa dólar
Imagem: Shutterstock

Mesmo após cinco altas consecutivas e sucessivos recordes, a bolsa brasileira tenta mostrar fôlego e engatar mais uma sessão positiva. Após uma abertura morna nesta quarta-feira (2), o Ibovespa voltou a pisar no acelerador e, com isso, cruzou pela primeira vez o nível dos 129 mil pontos.

Por volta de 16h30, o principal índice acionário brasileiro avançava 0,84%, aos 129.318,07 pontos, cravando novas máximas intradiárias. O dólar à vista, por sua vez, abriu o dia em alta e chegou a bater os R$ 5,17, mas inverteu a tendência e agora cai 1,03%, a R$ 5,0931.

Mais cedo, o IBGE informou que a produção industrial em abril recuou 1,3% em comparação com março, um resultado que ficou aquém das expectativas. Ainda assim, o mercado segue bastante otimista com as perspectivas econômicas para o Brasil no curto prazo.

Após a surpresa positiva com o PIB do primeiro trimestre, os principais bancos e casas de análise elevaram suas projeções de crescimento da economia nacional em 2021. Essa leitura atrai um fluxo de recursos externos ao país, dando força à bolsa e ajudando a derrubar o dólar.

Empurrãozinho do exterior

Lá fora, as principais praças da Europa tiveram uma sessão positiva, ainda que sem ganhos intensos. Nos Estados Unidos, o clima é mais ameno, com as praças de Nova York oscilando ao redor da estabilidade:

  • Dow Jones: +0,02%
  • S&P 500: +0,03%
  • Nasdaq: -0,09%

No front das commodities, o minério de ferro fechou em leve alta na China e se aproxima novamente dos US$ 210 a tonelada; já o petróleo sobe perto de 1,5%, tanto o Brent quanto o WTI — um cenário que dá forças às ações da Vale e da Petrobras.

Nesta tarde, foi divulgado "Livro Bege" nos EUA, um documento com projeções econômicas atualizadas do Fed. Mas, sem grandes mudanças na visão transmitida pelo BC americano, as bolsas de Nova York reagiram de maneira tímida.

Cavalo de pau no dólar

No mercado de câmbio, chama a atenção do comportamento do dólar à vista, que abriu o dia em alta e inverteu sua tendência ainda durante a manhã, renovando as mínimas no ano.

Notícias quanto a novas captações de empresas brasileiras em dólar aparecem em destaque e parecem influenciar a cotação da moeda americana: segundo o Broadcast, a CSN pretende captar até US$ 750 milhões; a PetroRio comunicou a emissão de títulos no mercado externo.

Essas operações implicam na entrada de recursos estrangeiros no país. Assim, com mais dólares por aqui, a moeda americana tende a se enfraquecer na comparação com o real.

Em paralelo ao noticiário, verifica-se também que o dia é marcado por um fortalecimento das moedas de países emergentes como um todo. Divisas como o peso mexicano, o rublo russo, o peso colombiano e o rand sul-africano também se valorizam na comparação com o dólar.

Por outro lado, a moeda americana se valoriza na comparação com as divisas fortes — o índice DXY sobe 0,06%. Um comportamento típico da menor aversão ao risco por parte dos investidores globais.

Altas e baixas da bolsa

Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa no momento:

CÓDIGONOMEPREÇOVARIAÇÃO
BRKM5Braskem PNAR$ 55,854,69%
BRFS3BRF ONR$ 29,404,18%
ABEV3Ambev ONR$ 19,534,05%
VVAR3Via Varejo ONR$ 14,393,97%
BBAS3Banco do Brasil ONR$ 35,303,88%

Confira também as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEPREÇOVARIAÇÃO
B3SA3B3 ONR$ 16,91-4,46%
SULA11SulAmérica unitsR$ 33,68-3,66%
LWSA3Locaweb ONR$ 23,98-2,95%
WEGE3Weg ONR$ 33,21-2,87%
USIM5Usiminas PNAR$ 19,58-2,83%

Os papéis ON da B3 (B3SA3) lideram as baixas após o J.P. Morgan rebaixar a recomendação de overweight (semelhante a compra) para neutro. O preço-alvo foi cortado de R$ 23 para R$ 21 — o que ainda implica num potencial de alta de 24% em relação à cotação de hoje.

Vale lembrar que os mercados brasileiros estarão fechados amanhã, em função do feriado de Corpus Christi, o que pode aumentar a cautela entre os investidores ao longo da sessão. As negociações retornam na sexta-feira.

Alívio nos juros

As curvas de juros acompanharam o movimento do dólar e passaram a operar em baixa, tanto na ponta curta quanto na longa:

  • Janeiro/22: de 5,11% para 5,11%;
  • Janeiro/23: de 6,77% para 6,71%;
  • Janeiro/24: de 7,51% para 7,42%;
  • Janeiro/25: de 7,90% para 7,82%.
Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

Insights Assimétricos

Preparado para a Super Quarta? O que você precisa saber antes das decisões do Fed e do Copom sobre juros

Um ajuste dos juros, mantendo-os ainda abaixo do neutro (entre 5,5% e 6,5%), seria salutar. Uma alta para além disso, contudo, poderá comprometer a retomada brasileira

Caçadores de tendências

Itaú Asset lança mais 3 ETFs com foco em inovação nas áreas de saúde, tecnologia e consumo dos millennials

Gestora do Itaú agora aposta em índices de empresas globais ligadas a tendências de consumo que estão mudando a sociedade

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As ações das novas petroleiras valem a pena?

Nos recentes movimentos de rotação de carteiras nos mercados, temos nos deparado com a dicotomia Velha Economia (empresas de segmentos tradicionais) e Nova Economia (empresas ligadas à tecnologia e novas formas de consumo). Dentro do que se convencionou chamar de Velha Economia, temos visto o destaque das empresas de commodities, justamente o forte do Brasil. […]

Problemas no paraíso

Cesp, Engie, AES Brasil e mais: seca reduz brilho de ações do setor de geração hídrica

Com menos água, as empresas geram menos em hidrelétricas, mas não ficam livres de cumprir os contratos de fornecimento de energia

Jabuti do bem?

MP da Eletrobras: contratação de térmicas a gás pode diminuir conta de luz, diz estudo da Abegás

A medida vem sendo criticada pela maioria das elétricas, que alegam que ela vai na contramão da modernização e competitividade do setor

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies