Mais um dia, mais um recorde: Ibovespa sobe 2% e fecha acima dos 125 mil
O principal índice acionário da B3 registrou nova máxima de fechamento nesta sexta e já tem 5% de alta em 2021

O Ibovespa teve uma nova sessão de gala nesta sexta-feira (08), encerrando a primeira semana de 2021 com chave de ouro.
O principal índice da bolsa brasileira, apesar da queda das ações ligadas a commodities, como Vale e siderúrgicas, além do leve recuo de Petrobras ON, disparou 2,2% para 125.076,63 pontos.
Esta é, agora, a sua nova máxima histórica de fechamento. Enquanto isso, a nova máxima intradiária (e histórica) é de 125.323,53 pontos, nível atingido quando o índice avançou 2,4%, marca obtida por volta das 17h10.
Foi a primeira vez que o Ibovespa rompeu o patamar dos 124 mil em toda a sua história. Com a performance, o índice já soma alta de 5% em 2021.
Os grandes destaques de alta percentual foram os papéis de companhias do setor de saúde: Hapvida e NotreDame Intermédica saltaram após a formalização de uma proposta de fusão entre as duas gigantes.
As ações da geradora de energia elétrica Cemig ficaram entre os principais destaques do índice, disparando quase 7%, após a decisão de ontem da empresa de vender sua fatia de 23% na Light.
Leia Também
No exterior, os principais índices acionários dos Estados Unidos encerraram a sessão em alta, com o horizonte favorável a uma nova rodada de estímulos fiscais.
[captacao]
Ainda assim, as bolsas americanas não marcaram ganhos significativos: os investidores também ficam com o pé atrás de democratas sobre implementação de programas de aumento de impostos corporativos.
"O tipo de política que, em geral, os democratas fazem pode impactar negativamente o mercado americano", diz Igor Cavaca, analista de Warren. Por isso vejo um fluxo do investidor para as outras bolsas. Seria combinação de busca por risco e situação mais complicada para as empresas dos EUA."
Quem sobe, quem desce
A Hapvida confirmou que fez uma proposta de fusão com a NotreDame Intermédica, em um negócio que envolveria a combinação das bases acionárias das companhias.
Se um acordo for fechado, os acionistas da Hapvida vão deter 53,1% da empresa que será fruto da união, e os da Intermédica, 46,9%.
A notícia sobre as negociações entre os grupos de saúde foi publicada no início da tarde pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Com isso, os papéis lideraram de longe as altas do índice, avançando ao menos 18% ao fim da sessão.
Veja outras altas do dia:
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| GNDI3 | Intermédica ON | 91,40 | 26,59% |
| HAPV3 | Hapvida ON | 16,78 | 17,68% |
| BTOW3 | B2W ON | 72,00 | 6,97% |
| MRVE3 | MRV ON | 19,19 | 6,91% |
| CMIG4 | Cemig PN | 15,25 | 6,87% |
Após o forte desempenho de 2020 e o início embalado em 2021, as ações de siderúrgicas recuaram hoje, em um movimento de realização após um grande fluxo de capital de entrada nesses papéis. Vale ON recuou 0,3%.
Enquanto isso, os papéis da Petrobras ficaram mistos: Petrobras ON encerrou no terreno negativo (-0,2%) e Petrobras PN, no positivo (0,4%).
Papéis de bancos, que ontem tiveram uma boa sessão e contribuíram com os ganhos de quase 3% do índice, caíram nesta sexta.
Confira as principais baixas:
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | 12,88 | -1,68% |
| GGBR4 | Gerdau PN | 29,10 | -1,49% |
| SANB11 | Santander Brasil units | 45,89 | -1,06% |
| BBDC4 | Bradesco PN | 27,60 | -0,86% |
| EMBR3 | Embraer ON | 8,81 | -0,79% |
Dólar e juros fecham em alta
O dólar fechou a sexta em alta de 0,3%, aos R$ 5,4165. A divisa chegou a operar em forte queda — na mínima, recuou 1,4%, para R$ 5,32 — e também superou os R$ 5,40 — na máxima, subiu 0,8%.
Com isso, a moeda iniciou o ano com uma alta de 4,4%.
O comportamento da moeda frente a divisas emergentes foi de queda, o que demonstra que fatores domésticos influenciaram na apreciação da divisa.
O mercado continua acompanhando de perto as novidades domésticas que podem mexer com o cenário fiscal. Segundo a Broadcast, a avaliação do ministro Paulo Guedes continua a ser de que, se a pandemia piorar, o auxílio emergencial voltará.
A questão é que o Ministério da Economia não enxerga espaço para um auxílio de R$ 300 — por limitações fiscais, a ajuda teria de ser menor do que isso.
[captacao]
Além disso, a orientação do candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Baleia Rossi, do MDB, de que apoia a convocação do Congresso para acionar medidas fiscais contra a covid-19 também fez preço no dólar e nas taxas de juros futuras.
Enquanto isso, os juros futuros dos depósitos interfinanceiros, que tinham reduzido o ímpeto de alta mais cedo, encerraram a sessão marcando altas firmes ao longo da curva, com exceção das taxas para janeiro/2023.
Foram os juros curtos que mais subiram, marcando avanço de 0,1 ponto percentual.
Confira as taxas de fechamento:
- Janeiro/2022: de 3,02% para 3,12%
- Janeiro/2023: de 4,61% para 4,64%
- Janeiro/2025: de 6,17% para 6,24%
- Janeiro/2027: de 6,96% para 7,03%
CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?
Uma semana muda tudo: BTG (BPAC11) devolve ganhos do ano e tem recomendação rebaixada — vale comprar após o tombo?
30 de outubro de 2026 - 13:11FUTURO NEBULOSO
Usiminas (USIM5) tem a maior baixa do Ibovespa com balanço aquém do esperado; o que pesou nos números do 3T26?
30 de outubro de 2026 - 12:40FÓRMULA MILIONÁRIA
De inquilina a dona: Coca-Cola compra imóvel do ALZR11 por R$ 140 milhões; veja ganho por cota
30 de outubro de 2026 - 11:52A CONTA CHEGOU
Casas Bahia (BHIA3) coloca aluguéis em dia, mas FII reduz projeção de dividendos; entenda o porquê
30 de outubro de 2026 - 10:19PESSIMISMO CONTINUA
Ibovespa tem 4º pregão seguido de baixa, com queda de 17% desde a eleição; em NY, dia também foi tingido de vermelho
29 de outubro de 2026 - 18:17Conteúdo Empiricus
Enquanto muitos investidores focam nos dividendos, este mercado bilionário bate recordes de crescimento na B3 em 2026
29 de outubro de 2026 - 14:00DE OLHO NO GRINGO
Um fundo imobiliário, duas versões: o que falta para os FIIs ‘falarem a língua’ do investidor estrangeiro?
29 de outubro de 2026 - 7:30SANGRIA ESTANCOU?
Vale investir na Bolsa depois da ‘segunda-feira sangrenta’? Estrategista da Monte Bravo diz quais setores olhar, mas tem um ativo preferido
27 de outubro de 2026 - 18:40PECHINCHAS NA BOLSA
Tombo da Bolsa após as eleições abre oportunidades, e Itaú BBA lista 7 ações para incluir na carteira agora
27 de outubro de 2026 - 16:08A RAZÃO DA QUEDA
A derrocada da bolsa: estudo mostra que crises globais estão por trás dos maiores tombos do Ibovespa
26 de outubro de 2026 - 18:15RESSACA ELEITORAL
Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno
26 de outubro de 2026 - 16:04O QUE VEM POR AÍ
Tombo de 20% do Ibovespa e dólar acima de R$ 5,50 são os novos normais? JP Morgan diz o que o investidor deve esperar
26 de outubro de 2026 - 15:31DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO