Nem pânico, nem milagre: gestor de grandes fortunas diz como investir no governo Lula 4
Eric Hatisuka, CIO do Family Office Mirabaud, fala sobre a expectativa para essa classe de ativos e como deve ser a alocação do portfólio neste momento

O cenário de juros elevados no Brasil testa o investidor a manter uma posição confortável na renda fixa. Afinal, com juros de 13,75% ao ano, há poucos incentivos para investir em outros ativos. Mas ser tão conservador é a melhor saída?
Para Eric Hatisuka, CIO do Family Office Mirabaud, a única forma de proteger e rentabilizar o patrimônio é atribuindo funções inteligentes para cada parcela do seu patrimônio.
Em participação no episódio do podcast Touros e Ursos, Hatisuka afirma que o Brasil não vai virar uma Suíça da noite para o dia, mas tampouco caminhará para o colapso. Por isso, é preciso encontrar os melhores caminhos e reconhecer onde o dinheiro vai trabalhar melhor.
Sua primeira recomendação é entender que, no Brasil, as oportunidades estão em renda fixa. Entretanto, para uma boa alocação é necessário diversificar no exterior e, lá fora, investir em renda variável.
- LEIA TAMBÉM: Selic parada: por que Alberto Ramos, do Goldman Sachs, só vê novos cortes de juros em 2028
Segundo o CIO, a tendência é que o real fique cada vez mais desvalorizado em relação ao dólar, e ele já projeta um "valor justo" entre R$ 6,00 e R$ 6,50. Com isso, a diversificação internacional deixa de ser um luxo e passa a ser uma necessidade de sobrevivência patrimonial.
A diretriz propositiva é manter entre 30% e 50% dos recursos de investimento fora do país, aplicados em moedas fortes como dólar, euro ou franco suíço.
Leia Também
Segundo ele, é no ambiente global, onde as "regras do jogo" sofrem menos solavancos, que o brasileiro deve investir o seu "dinheiro de risco", buscando o crescimento acelerado de empresas de tecnologia e inovação.
Já no cenário doméstico, a missão do dinheiro é outra: aproveitar as altas taxas de retorno sem correr riscos desnecessários. Como o Brasil se mantém como o "país da renda fixa", a estratégia local deve focar em gerar renda consistente.
A receita, para o gestor, é dividir a parcela brasileira com 50% em títulos pós-fixados (atrelados à Selic ou ao CDI) e 50% em papéis corrigidos pela inflação (IPCA+), priorizando vencimentos curtos e médios, de até 3 ou 4 anos.
Na bolsa de valores local, se for o caso de investir, a postura deve ser defensiva: focar exclusivamente em poucas gigantes pagadoras de dividendos ou exportadoras de commodities, como Petrobras, Vale, Itaú e BTG.
Touros e Ursos da semana
Encerrando o episódio no tradicional quadro Touros e Ursos, o presidente da Argentina, Javier Milei, foi escolhido como urso (destaque negativo) diante da alta rejeição política e perda de apoio regional.
O Ibovespa também entrou na seleção negativa, depois de registrar sua pior semana da história após o segundo turno das eleições.
Já entre os touros (destaques positivos) o dólar e as ações de tecnologia norte-americanas foram mencionados por impulsionar a "revolução da Inteligência Artificial".
Além disso, as ações de empresas petroleiras (como Prio e Petrobras) ganharam destaque beneficiadas pela recuperação das cotações internacionais do petróleo.
Confira o episódio completo do Touros e Ursos
DA FESTA AO ENTERRO
‘Onda azul’ na urna, ‘onda vermelha’ na bolsa: o fantasma que derrubou Wall Street após a vitória democrata
5 de novembro de 2026 - 19:09PROMOÇÃO?
Fundos imobiliários vivem maior desconto da história. Pechincha ou armadilha?
5 de novembro de 2026 - 18:01AÇÃO DO MÊS
É hora de ser defensivo: veja a ação mais recomendada para proteger a sua carteira no pós-eleição
5 de novembro de 2026 - 11:57REFORÇO NO CAIXA
Fundo imobiliário pode embolsar R$ 160 milhões com venda de fatias de shoppings; veja ganho por cota
5 de novembro de 2026 - 9:15REAÇÃO AO RESULTADO
Nem todo mundo quer comprar Itaú: por que ITUB4 ainda não convenceu todos os analistas após o 3T26
4 de novembro de 2026 - 16:23VIRADA HISTÓRICA
‘Onda azul’ faz Wall Street disparar, mas vitória democrata pode trazer nova dor de cabeça para Trump
4 de novembro de 2026 - 14:01VISÃO DO GESTOR
O mercado desistiu do Brasil? Gestores reduzem apostas em bolsa e reforçam dólar antes do Copom
4 de novembro de 2026 - 13:15CHAVES NA MÃO
Fundo imobiliário BTLG11 embolsa R$ 56 milhões com venda de fatia de galpão; veja lucro por cota e detalhes da operação
4 de novembro de 2026 - 9:56BOLSA SOB PRESSÃO
Depois de tombo de 10%, XP fica mais cautelosa com a bolsa brasileira, mas aponta 10 ações para investir
3 de novembro de 2026 - 14:02SD ENTREVISTA
Dólar dispara, bolsa cai e Itaú muda a estratégia: chefe de recomendações do banco diz onde investir após as eleições
3 de novembro de 2026 - 13:29REDUÇÃO DA ALAVANCAGEM
Alívio na dívida? CSN (CSNA3) sobe 4% com avanço na venda da divisão de cimentos — mas ainda há desafios no radar
3 de novembro de 2026 - 12:49EX-PACMAN DOS FIIS?
Após onda de compras, ‘Pacman dos FIIs’ coloca imóveis à venda por R$ 530 milhões; veja lucro por cota
3 de novembro de 2026 - 9:39FIM DA GUERRA?
Petróleo fecha em queda de mais de 7% com expectativa de acordo para encerrar guerra no Oriente Médio
2 de novembro de 2026 - 16:19TOUROS E URSOS
Como será o amanhã? As perspectivas para seus investimentos após a eleição e a sangria dos mercados
2 de novembro de 2026 - 13:05CONFIRA
Atenção, investidor: B3 amplia horário de negociação a partir de terça-feira (3)
31 de outubro de 2026 - 18:07ENTENDA O CENÁRIO
JP Morgan faz alerta sobre o Banco do Brasil (BBAS3) e aponta desafio para o próximo trimestre
31 de outubro de 2026 - 13:15ENTRE MORTOS E FERIDOS
Sangria na bolsa deixa varejo e construção civil entre os setores mais castigados, mostra EQI
31 de outubro de 2026 - 9:15SANGRIA NOS MERCADOS
Ibovespa tem pior semana desde março de 2020 e arrasta desempenho mensal para vermelho, com um feito inesperado
30 de outubro de 2026 - 18:23ZERO A ZERO?