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Mercados Hoje

Ibovespa reage com bom humor ao aperto de cerco dos BCs contra a inflação; dólar recua

Os investidores devem ajustar suas carteiras após o Fed anunciar que o tapering deve acabar em março de 2022

alta da bolsa
O mercado ainda monitora novos dados sobre a variante da covid-19 no mundo. Imagem: shutterstock

A semana dos Bancos Centrais se encaminha para um fim e o saldo dos últimos dias é uma postura mais forte dos BCs contra a inflação. A mudança é bem recebida pelo mercado, o que leva o Ibovespa a ter fôlego para uma recuperação. 

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Ontem foi a vez do Federal Reserve, enquanto nesta manhã conhecemos a decisão do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE), que decidiu elevar sua taxa básica de juros de 0,1% ao ano para 0,25%. 

Com um discurso alinhado de combate à inflação, os BCs globais inauguram uma nova fase da política monetária, abandonando a fartura de estímulos monetários vista durante a pandemia. No Brasil, os investidores repercutem o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). O BC destacou que a inflação ficará acima da meta de 5,25% em 2021, mas garante que em 2022 o indicador ficará abaixo do teto de 5%.  

Por volta das 17h30 o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,39%, aos 107.847 pontos. O dólar à vista recua 0,98%, a R$ 5,6861. O recuo mais expressivo da moeda americana conta com a pressão do leilão feito mais cedo pelo BC, em uma tentativa de afastar

Não é coisa do passado

O documento divulgado nesta manhã pelo Banco Central não deixa de fora as incertezas que ainda rondam a pandemia do coronavírus. Há um destaque especial para a covid-19, já que os planos da entidade podem ser alterados caso a ômicron ou novas variantes voltem a pressionar a atividade econômica. 

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No relatório trimestral da inflação do Banco Central, o BC indicou que espera que os preços fechem 2021 com um avanço de 10,20% e atinjam os 4,7% em 2022. Isso representa um IPCA acima do teto da meta de 5,25% e distante do centro da meta de 3,75%.

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Contudo, a inflação para o ano que vem deve se aproximar do teto da meta de 5,0%. O relatório ainda destaca o risco fiscal e o fim dos estímulos à economia por parte dos países desenvolvidos.

Na caça do dragão

O presidente do Banco Central americano, Jerome Powell, conseguiu tirar um peso das costas do mercado na última quarta-feira. O Federal Reserve anunciou a aceleração da retirada de estímulos, ao mesmo tempo em que Powell abandonou oficialmente o discurso de inflação transitória. Entretanto, a alta nos juros não deve ocorrer “tão cedo”, de acordo com o presidente do BC americano. 

De acordo com as perspectivas do Fed, devem acontecer três elevações de juros no ano que vem. Em setembro, última vez que as projeções foram revisitadas, a maioria dos 18 dirigentes via um aumento da taxa básica já em 2022. Até junho, as estimativas indicavam uma subida dos juros apenas em 2023.

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Sobe e desce do Ibovespa

As empresas do setor de saúde se destacam na sessão desta quinta-feira, com o principal destaque sendo as ações de Hapvida e Intermédica. Na noite de ontem, o Cade aprovou a fusão das duas operadoras de saúde sem restrições.

No caso da Qualicorp, o mercado repercute a aprovação do Cade para um possível aumento de participação da Rede D'Or na companhia. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVAR
QUAL3Qualicorp ONR$ 17,316,59%
AMER3Americanas S.AR$ 30,205,37%
GNDI3Intermédica ONR$ 67,335,20%
LAME4Lojas Americanas PNR$ 5,624,85%
HAPV3Hapvida ONR$ 11,793,79%

Confira também as maiores quedas:

CÓDIGONOMEVALORVAR
CASH3Meliuz ONR$ 3,28-4,37%
ELET3Eletrobras ONR$ 33,25-3,29%
ELET6Eletrobras PNBR$ 32,88-3,15%
CIEL3Cielo ONR$ 2,28-2,15%
BEEF3Minerva ONR$ 9,65-1,93%
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