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O Cade aprovou sem restrições a compra da Mosaico pelo Banco Pan; para Itaú BBA movimento é estratégico
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a incorporação da Mosaico (MOSI3), dona do Buscapé, pelo Banco Pan (BPAN4), controlado pelo BTG Pactual.
Como resultado da operação, o capital social da Mosaico passará a ser 100% detido pelo Banco Pan. A decisão da SG/Cade está publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Com o negócio, as duas empresas pretendem complementar a oferta de serviços aos 12,4 milhões de clientes do Banco Pan (BPAN4) e aos 22 milhões de usuários mensais das plataformas da Mosaico. Segundo as companhias, os acionistas da Mosaico (MOSI3) se tornarão executivos do Pan, sendo que um deles irá ao conselho de administração.
Como justificativa para a realização da operação, as requerentes explicam que o Banco Pan pretende expandir a oferta de produtos e serviços a consumidores por meio da agregação de um marketplace em sua plataforma.
“Da mesma forma, a operação representa uma boa oportunidade para a Mosaico ter como acionista um agente com expertise financeira para agregar valor aos seus produtos e serviços, bem como expandir sua base de clientes", cita parecer sobre a operação divulgado pelo Cade.
Com a aprovação, os papéis da Mosaico sobem quase 6% no início da tarde desta quinta-feira (25). Já os do Banco Pan têm alta de 5,87%.
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Analistas do Itaú BBA destacam que a operação será positiva para as duas empresas. “O movimento é altamente estratégico e agrega valor para o Pan, ao mesmo tempo em que beneficia os acionistas da Mosaico”, diz o relatório assinado pela equipe de serviços bancários e financeiros do banco de investimentos.
Além das duas companhias, uma terceira figura também deve sair ganhando com o negócio: o BTG Pactual (BPAC11). A instituição controla 75% do Banco Pan desde que comprou a fatia da Caixa e também detém 13% da Mosaico.
Dessa forma, o documento destaca que o “potencial de alta de ambos os lados do acordo” pode ser capturado pelo banco de investimentos.
A notícia dá um gás nas ações das plataforma de pesquisa de preços, que já caíram mais de 75% desde o começo do ano, em comparação com uma queda de 10,66% do Ibovespa.
Aliás, antes da combinação com o Banco Pan, o Itaú BBA havia rebaixado a recomendação para os papéis MOSI3 de compra para neutro e reduziu o preço-alvo em 67%, para R$ 13.
Entre os principais desafios da empresa, os analistas citaram a dificuldade em identificar o perfil de tráfego nos sites. Suas plataformas, com 22 milhões de usuários mensais, também têm sofrido com a concorrência dos portais de cashback.
“O Pan pode mudar o jogo a esse respeito: ele começará a canalizar clientes identificados de seu próprio aplicativo, enquanto adiciona seus próprios produtos financeiros, que provavelmente aumentarão os níveis de engajamento”, destacam.
Além disso, o Itaú BBA espera que, com sua base de clientes de rápido crescimento — atualmente em 12,4 milhões de contas —, o banco atraia ainda mais vendedores e melhore a taxa de aceitação das plataformas, “criando um ciclo positivo de tráfego”.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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