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Os papéis, que disparavam a 14,65% no pregão de ontem, hoje iniciam o dia recuando mais de 8% após posicionamento da companhia
O pregão de ontem, 11, foi marcado por uma disparada das ações da Minerva (BEEF3) de 14,65%. A empolgação, no entanto, parece ter diminuído, já que nesta quinta o papel recua mais de 8%.
Mas o que teria motivado esse sobe e desce repentino? Bom, o entusiasmo em relação às ações da companhia ocorreu após reportagem do Valor Econômico sobre supostas discussões dos controladores da Minerva Foods (VDQ e Salic, que juntos são donos de 51% da empresa) relacionadas à possibilidade de fechar o capital da companhia.
De acordo com a matéria, o assunto ainda não teria chegado ao conselho de administração da Minerva, mas os controladores já considerariam uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) a R$ 12 por ação.
Por meio de um comunicado na noite desta quarta-feira, a companhia negou os rumores, afirmando que tomou conhecimento das notícias.
“Nesse contexto, a companhia reforça que não há qualquer informação passível de divulgação sobre o assunto objeto dos rumores e que não pretende fechar o seu capital“, afirmou.
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Para a Guide Investimentos, mesmo a Minerva tendo negado a operação, os analistas da casa ainda consideram a possibilidade do movimento ocorrer no curto prazo.
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“Avaliamos que a operação de recompra com pagamento de prêmio faz sentido para os controladores e apesar da negativa, avaliamos que o movimento pode ter sequência a curto prazo.”
Sérgio Berruezo, analista da Ativa Investimentos, antes do parecer da empresa havia comentado que caso o processo se oficialize, a proposta pode ter mudanças significativas.
"É importante salientar que, até o momento, não há fontes oficiais sobre o assunto, já que o próprio veículo de comunicação menciona na matéria que a proposta sequer teria chegado ao conhecimento do conselho de administração da companhia. Até que a proposta seja oficializada, se for, poderá haver mudanças significativas".
A Minerva registrou lucro líquido de R$ 116,7 milhões no segundo trimestre de 2021, representando uma queda de 54% ante o mesmo período de 2020. Mesmo assim, a empresa ainda vê um cenário positivo puxado por exportação e sinergia entre as operações sul-americanas.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia atingiu R$ 544,9 milhões no período, recuo de 7,7% no mesmo comparativo. Já a receita líquida, atingiu R$ 6,28 bilhões no segundo trimestre, alta de 42,9% no ano a ano.
ATENÇÃO! O Victor Aguiar preparou uma análise sobre as empresas que podem potencializar seu portfólio; confira no vídeo abaixo e se inscreva no canal do Seu Dinheiro no YouTube para mais conteúdos sobre investimentos
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