Ações de companhias elétricas podem equilibrar a carteira de investimentos
Empresas são consideradas mais resistentes a ciclos de baixo crescimento da economia e sentem menos os altos e baixos da Bolsa

Em um cenário de juros baixos, em que o investidor busca alternativas à renda fixa, o setor de energia é bem visto por analistas na hora de montar carteiras de ações. Isso porque as empresas são consideradas mais resistentes a ciclos de baixo crescimento da economia e sentem menos os altos e baixos da Bolsa.
"Se é um investidor típico de renda fixa, que investia em CDB, por exemplo, é muito interessante que ele dê o primeiro passo com algo mais resiliente, como as ações do setor elétrico", explica Rafael Winalda, analista da Toro Investimentos. Para ele, se a carteira de ações pudesse ser comparada a um time de futebol em campo, as elétricas seriam os volantes, protegendo a defesa do time.
Segundo analistas, essa vantagem das empresas do setor se justifica mesmo pela menor exposição delas aos ciclos econômicos - incluindo aqui os movimentos do varejo e da indústria -, o bom fluxo de dividendos e a menor volatilidade em relação ao Ibovespa, o principal índice da Bolsa, podem ser atrativos tanto para carteiras mais conservadoras quanto para as de maior apetite ao risco.
Sabrina Cassiano, analista da Necton Corretora, concorda que os papéis de energia podem ser um bom contrapeso a ações mais voláteis. "Essas ações são mais indicadas para carteiras de dividendos, mas, mesmo em carteiras mais arrojadas, são interessantes para dar um equilíbrio."
As ações de elétricas seriam, assim, uma forma de "segurar" o rendimento da carteira em momentos de desvalorização de papéis de setores mais afetados por oscilações da economia, como o varejo.
Leia Também
Eduardo Bolsonaro tem prisão decretada e passaportes cancelados por Moraes após condenação no STF
De um ano para cá, o Ibovespa subiu 24,25%, mas o Índice de Energia Elétrica acumula valorização ainda maior, de 52,14%. Winalda afirma que boa parte desse crescimento é atribuída a uma característica importante das empresas do setor: sua sensibilidade às taxas de juros, que determinam, indiretamente, o fluxo de dividendos pagos.
"Muitas dessas empresas têm dívida alta, e uma taxa de juros de dois dígitos prejudicava o lucro líquido. Agora, com o juro baixo, há um impacto menor do custo da dívida", analisa. O profissional considera, porém, que esse aspecto não deve mais afetar tanto o preço das ações e que a atividade econômica, importante para as distribuidoras, deve ganhar mais peso.
Preferidas
Em um ano, a ação do índice de elétricas com a maior valorização é a Eneva ON, que ao final do pregão de sexta-feira, 17, tinha alta de 160,43%. Winalda considera que o papel é o "queridinho do mercado" por ser mais dependente do gás natural, segmento menos sensível ao regime de chuvas, que afeta ações de empresas de energia hidrelétrica.
Em seguida vêm os papéis PNB da Copel, que subiram 130,65% no período. Vitor Sousa, analista do banco Brasil Plural, lembra que a troca do governo paranaense, controlador da empresa, não causou efeitos durante as eleições de 2018, mas sim depois, quando ficaram mais claros os objetivos da gestão de Ratinho Júnior (PSD) para a companhia. "A Copel não vai ser privatizada, mas estava subavaliada."
Sabrina, da Necton, atribui a alta da Copel a melhorias operacionais e acredita que outra estatal, a Cemig, pode entrar no foco dos investidores. "A Copel entregou ao longo do ano passado uma melhoria significativa, mas acho que até por isso o mercado pode começar a olhar um pouco melhor para a Cemig."
Outra empresa destacada pelos analistas é a Engie, que tem investido na diversificação do portfólio, mantendo, segundo eles, grau de solidez equivalente ao de seus pares. "É um papel para investidores de longo prazo, porque a empresa já tem uma situação financeira bastante sólida. Mas, ao mesmo tempo, está diversificando operações, com a compra do gasoduto TAG, por exemplo", explica Sabrina.
Privatização
Na carteira teórica do Índice de Energia da B3, Cemig ON e Eletrobras ON têm tido reações fortes ao noticiário sobre privatização. No caso da Cemig, as notícias sobre possíveis vendas de ativos animam o mercado. A avaliação de analistas, no entanto, é que ainda é preciso ver com cautela a venda da companhia.
"Apesar do discurso do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o mercado é um pouco cético com a privatização. Mas houve uma moralização, o papel subiu demais no último ano", diz Vitor Sousa, do Brasil Plural.
Para Winalda, da Toro, o governo deve avançar, mas a venda da empresa não deve sair na atual gestão. "Acredito que o governador Zema vai arrumar a casa: vamos tornar a companhia rentável para depois pensar em privatização." Ele vê a Eletrobrás, controlada pelo governo federal, alguns passos à frente nesse processo.
A venda da estatal permanece no foco do Congresso. No entanto, para Sabrina, da Necton, a simples sinalização do governo de que quer se desfazer da Eletrobrás não vai mais ser suficiente para animar os investidores. "A reação do papel neste ano vai depender de passos mais concretos no caminho da venda da empresa. Ela já está há dois anos nessa novela de privatiza ou não privatiza." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro ou Lula no segundo turno? Moody’s compara cenários e aponta os riscos para investidores
7 de outubro de 2026 - 14:05FINANCIAMENTO SUSTENTÁVEL
ETF com selo do BID e que investe na Amazônia Legal? AMAB11 atrai R$ 66 milhões em apenas dois meses
7 de outubro de 2026 - 12:03RECEIO COM A IA
Ray Dalio volta a bater na inteligência artificial e defende que bolha está prestes a estourar. Quais são os sinais?
7 de outubro de 2026 - 11:47TEM PRA TODO MUNDO
Lotofácil 3798 tem 58 ganhadores, mas só um vai embolsar valor milionário; Mega-Sena 3067 acumula e prêmio atinge a marca de R$ 100 milhões
7 de outubro de 2026 - 7:16ESTÁ VALENDO
Primeiro dia sem bets e R$ 1,3 bilhão em saldo: o prazo para a restituição das apostas on-line começará a correr
6 de outubro de 2026 - 19:28SD EXPLICA
O Brasil vai dar calote na dívida pública? Entenda os riscos para os títulos públicos do Tesouro Direto
6 de outubro de 2026 - 11:41PISOU NO FREIO
Quer vender seu carro? Mercado de usados já não paga como antes — e exige atenção aos elétricos
6 de outubro de 2026 - 8:00DE OLHO NOS BOLETOS
Inquilino não pagou o condomínio? Saiba quem responde pela dívida e o que pode acontecer com o morador inadimplente
6 de outubro de 2026 - 6:01CORRIDA CONTRA O RELÓGIO
Tem dinheiro esquecido nas bets? Faltam poucas horas para sacar antes do fechamento das plataformas
5 de outubro de 2026 - 14:21NO RETROVISOR
Mega-Sena acumulada se aproxima dos R$ 100 milhões e cola de vez na +Milionária
5 de outubro de 2026 - 7:48ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: como fazer sua ‘colinha’ para votar? Veja a ordem dos candidatos na urna
4 de outubro de 2026 - 11:39LOTERIAS
Lotofácil premia aposta solitária de São Paulo em R$ 1,83 milhão; veja o que aconteceu com a Mega-Sena e outras loterias
4 de outubro de 2026 - 10:21GÁS RENOVADO
Gás do Povo outubro 2026: veja critérios e como receber gás grátis do governo
4 de outubro de 2026 - 5:13O QUE BOMBOU
Chinelo-mule polêmico da Havaianas, o que falta para a Hapvida se recuperar e o fim da greve da Caixa: veja as mais lidas da semana
3 de outubro de 2026 - 17:24VEJA COMO VOTAR
Seu Dinheiro é finalista do Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças 2026; veja como votar
3 de outubro de 2026 - 10:00PARA OS ESTUDANTES
Pé-de-Meia outubro 2026: veja quem recebe a sétima parcela e as datas de depósito
3 de outubro de 2026 - 5:08MOMENTO PROMISSOR
Recuperação do setor de shoppings anima BB Investimentos; veja por que Allos (ALOS3) e Multiplan (MULT3) tiveram preços-alvo elevados
2 de outubro de 2026 - 19:00INDECISÃO?
Já não basta bater recorde para a Embraer (EMBJ3)? Entregas do terceiro trimestre dividem JP Morgan e Santander
2 de outubro de 2026 - 16:30DEPOIS DA QUEDA