O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Riscos aumentaram, mas a maior parte das empresas emissoras de debêntures que estão na carteira dos fundos passará pela crise, diz Carlos Maggioli, CEO da gestora Quasar
Os fundos de crédito privado, que investem em títulos de dívida emitidos por empresas, como debêntures, vão voltar ao normal passado o choque do coronavírus?
Se a definição de normal for de retornos estáveis e acima do CDI (indicador de referência) com a qual o investidor se acostumou até o primeiro semestre do ano passado, a resposta é não.
A afirmação é de Carlos Maggioli, CEO da Quasar Asset Management, gestora especializada em fundos de crédito.
“Não existe normal, fundos de crédito têm volatilidade e o investidor vai ter que conviver com isso.”
Mas o fato de as cotas dos fundos oscilarem não significa que investir em dívida de empresas seja um mau negócio, segundo o gestor.
O investimento em debêntures ou outros títulos de crédito equivale a emprestar dinheiro a uma empresa. Quando você faz isso via fundos, diminui o risco ao se expor a uma carteira composta por dezenas de debêntures.
Leia Também
“É preciso aceitar que o investimento em crédito privado tem risco, mas um risco menor do que no mercado de ações” – Carlos Maggioli, Quasar Asset Management.
O choque nos mercados provocados pela disseminação do coronavírus assustou o investidor dos fundos de crédito. O Idex, índice de uma cesta de debêntures calculado pela gestora JGP, apresentou uma forte queda de 7,73% no mês passado.
O resultado afetou o retorno dos fundos, incluindo os da Quasar. Mas ainda assim foi bem melhor do que o tombo de 30% do Ibovespa em março. Neste mês, o Idex registra alta de 3,5%.
A diferença é que, em maior ou menor escala, todos conhecem os riscos os envolvidos na bolsa. Já entre os fundos de crédito, os investidores se habituaram com um longo período de rentabilidade constante.
Em algumas plataformas e em vídeos de Youtubers, alguns fundos chegaram a ser recomendados de forma equivocada como alternativa para a reserva de emergência – aquele dinheiro que você pode precisar a qualquer momento.
É importante dizer que a crise dos fundos que investem em debêntures e outros títulos de crédito começou antes da pandemia do coronavírus.
O retorno dos fundos caiu ao longo do segundo semestre, quando as debêntures que estavam nas carteiras começaram a ser negociadas no mercado a taxas de juros mais altas.
Isso fez com que os fundos precisassem registrar em suas carteiras a nova taxa, mesmo que não tivessem negociado suas debêntures – da mesma forma que um gestor de ações precisa registrar o preço dos papéis que possui na carteira pelo valor negociado na bolsa.
Esse primeiro susto levou a uma primeira onda de resgates nos fundos de crédito. Quando o mercado ensaiava uma recuperação veio o choque do coronavírus, que provocou uma nova leva de resgates.
Mas ao contrário do movimento do ano passado, que foi basicamente um ajuste depois de um excesso de euforia, desta vez existe um temor de que os efeitos do fechamento da economia levem a uma crise de crédito.
Para o sócio da Quasar, que tem uma longa experiência no mercado e antes da gestora foi diretor do Itaú BBA, os grandes grupos empresariais, que são os principais emissores de debêntures que estão na carteira dos fundos, vão passar pela crise.
O que aconteceu no mercado em março foi uma perda da referência de preços porque não havia compradores para os papéis.
Nesse sentido, ele elogiou a medida do Banco Central de liberar recursos do depósito compulsório para os bancos comprarem debêntures e também o chamado "orçamento de guerra", que permitirá ao BC atuar diretamente no mercado.
Maggioli disse que não se trata de salvar empresas ou fundos, mas de trazer normalidade na formação dos preços no mercado, o que tem um efeito no custo de captação de todas as companhias, e não só aquelas que emitem debêntures.
“Quando empina o custo para uma empresa AAA, o quanto sobe o das pequenas? Quanto maior for a despesa com juros, menos sobra para as companhias pagarem salários.”
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Na mesma linha, o gestor avalia que o maior risco de calote hoje está nas empresas de menor porte, que contam com um colchão menor para absorver os efeitos da crise.
O risco de inadimplência entre as grandes empresas, que são as principais credoras das debêntures que estão na carteira dos fundos, também aumentou com a crise do coronavírus.
Mas o CEO da Quasar avalia que os problemas agora devem ser menores do que na recessão de 2015 e 2016, quando o problema era generalizado diante do alto grau de endividamento das companhias.
De todo modo, é de se esperar que as debêntures de uma empresa – e por tabela os fundos – sofram menos do que as ações porque os credores têm prioridade sobre os acionistas na hora de receber o seu dinheiro.
E como pilotar um fundo de crédito no meio de tanta turbulência no radar? Maggioli me disse que a maior dificuldade no pico do estresse dos mercados foi é manter um bom nível de liquidez na carteira.
“O nível de caixa do Advantage [principal fundo da Quasar] chegou a cair abaixo de 20%, mas depois voltou a aumentar.”
A prioridade neste momento, diz, não é aproveitar a alta nas taxas para aumentar a rentabilidade dos fundos e sim sustentar essa liquidez.
Para o gestor, as taxas pagas pelas empresas devem se estabilizar em um nível maior do que antes da crise, mas abaixo do pico observado em março. Esse efeito deve compensar o fato de os fundos passarem a carregar mais dinheiro em caixa, o que em tese reduziria o retorno.
O CEO da Quasar também defende uma maior transparência na forma como as debêntures são negociadas, a fim de aumentar o volume de negociações. A sugestão dele é colocar as negociações em tela, a exemplo do que acontece com as ações na B3.
Hoje não há uma referência única de taxa para os títulos de crédito privado e cada banco e corretora apresenta seus preços aos clientes, muitas vezes embolsando parte do spread que deveria ir para o investidor.
“O mercado de crédito hoje é a bolsa de 1993”, comparou Maggioli, em referência ao mercado acionário antes da era da tecnologia, quando havia pouca transparência e, por consequência, um baixíssimo volume de negócios.
Sistema funciona como um “raio-x” do subsolo marinho, melhora a leitura dos reservatórios e eleva o potencial de extração
Com compra da Globalstar, empresa quer acelerar internet via satélite e ganhar espaço em um mercado dominado pela SpaceX
Mesmo abrindo mão de parte do lucro no Brasil, estatal compensa com exportações e sustenta geração de caixa; entenda o que está por trás da tese da corretora
A holding informou que o valor não é substancial para suas contas, mas pediu um diagnóstico completo do ocorrido e um plano para melhoria da governança
Mesmo após levantar US$ 122 bilhões no mês passado, em uma rodada que pode se tornar a maior da história do Vale do Silício, a OpenAI tem ajustado com frequência sua estratégia de produtos
Após frustração com o precatório bilionário, Wilson Bley detalha como decisão pode afetar dividendos e comenta as perspectivas para o futuro da companhia
O complexo fica situado próximo à Playa Mansa, uma das regiões mais sofisticadas da cidade uruguaia
A alta participação negociada demonstra uma insegurança do mercado em relação à companhia
Estatal reforça investimento em petróleo, mas volta a apostar em fertilizantes, área vista como “fantasma” por analistas, em meio à disparada dos preços globais
O termo de criação da NewCo previa que a Oncoclínicas aportaria os ativos e operações relacionados às clínicas oncológicas, bem como endividamentos e passivos da companhia
Medidas aprovadas pelo conselho miram redução de custos, liberação de limites e reforço de até R$ 200 milhões no caixa
A Justiça deu novo prazo à Oi para segurar uma dívida de R$ 1,7 bilhão fora da recuperação judicial, em meio a um quadro financeiro ainda pressionado
Duplo upgrade do BofA e revisão do preço-alvo reforçam tese de valorização, ancorada em valuation atrativo, baixo risco e gatilhos como disputa bilionária com o Estado de São Paulo e novos investimentos
Na semana passada, o BTG anunciou um acordo para aquisição do Digimais, banco do bispo Edir Macedo, financeiramente frágil
A companhia busca suspender temporariamente obrigações financeiras e evitar a antecipação de dívidas enquanto negocia com credores, em meio a um cenário de forte pressão de caixa e endividamento elevado
Candidata a abrir capital na próxima janela de IPOs, a empresa de saneamento Aegea reportou lucro líquido proforma de R$ 856 milhões em 2025, queda de 31%
O GPA informou a negativa do Tribunal Arbitral ao seu pedido de tutela cautelar para bloqueio das ações que pertencem ao acionista Casino, ex-controlador. A solicitação buscava travar as participação do francês em meio a uma disputa tributária bilionária
A greve na JBS representou um golpe na capacidade de processamento dos EUA, depois que a Tyson Foods fechou uma fábrica de carne bovina
Enquanto o Starship redefine o padrão dos lançamentos espaciais, a SpaceX avança rumo a um IPO histórico; confira
RD Saúde (RADL3), Smart Fit (SMFT3), Petz (AUAU3) estão entre as varejistas que devem registrar desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026, segundo o BTG Pactual