Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Entrevista

“Fundos de crédito são voláteis e investidor terá que conviver com isso”

Riscos aumentaram, mas a maior parte das empresas emissoras de debêntures que estão na carteira dos fundos passará pela crise, diz Carlos Maggioli, CEO da gestora Quasar

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
30 de abril de 2020
6:01 - atualizado às 16:05
Carlos Maggioli, CEO da Quasar Asset Management
Carlos Maggioli, CEO da Quasar Asset Management - Imagem: Divulgação

Os fundos de crédito privado, que investem em títulos de dívida emitidos por empresas, como debêntures, vão voltar ao normal passado o choque do coronavírus?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se a definição de normal for de retornos estáveis e acima do CDI (indicador de referência) com a qual o investidor se acostumou até o primeiro semestre do ano passado, a resposta é não.

A afirmação é de Carlos Maggioli, CEO da Quasar Asset Management, gestora especializada em fundos de crédito.

“Não existe normal, fundos de crédito têm volatilidade e o investidor vai ter que conviver com isso.”

Mas o fato de as cotas dos fundos oscilarem não significa que investir em dívida de empresas seja um mau negócio, segundo o gestor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O investimento em debêntures ou outros títulos de crédito equivale a emprestar dinheiro a uma empresa. Quando você faz isso via fundos, diminui o risco ao se expor a uma carteira composta por dezenas de debêntures.

Leia Também

“É preciso aceitar que o investimento em crédito privado tem risco, mas um risco menor do que no mercado de ações” – Carlos Maggioli, Quasar Asset Management.

O choque nos mercados provocados pela disseminação do coronavírus assustou o investidor dos fundos de crédito. O Idex, índice de uma cesta de debêntures calculado pela gestora JGP, apresentou uma forte queda de 7,73% no mês passado.

O resultado afetou o retorno dos fundos, incluindo os da Quasar. Mas ainda assim foi bem melhor do que o tombo de 30% do Ibovespa em março. Neste mês, o Idex registra alta de 3,5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A diferença é que, em maior ou menor escala, todos conhecem os riscos os envolvidos na bolsa. Já entre os fundos de crédito, os investidores se habituaram com um longo período de rentabilidade constante.

Em algumas plataformas e em vídeos de Youtubers, alguns fundos chegaram a ser recomendados de forma equivocada como alternativa para a reserva de emergência – aquele dinheiro que você pode precisar a qualquer momento.

O que aconteceu?

É importante dizer que a crise dos fundos que investem em debêntures e outros títulos de crédito começou antes da pandemia do coronavírus.

O retorno dos fundos caiu ao longo do segundo semestre, quando as debêntures que estavam nas carteiras começaram a ser negociadas no mercado a taxas de juros mais altas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso fez com que os fundos precisassem registrar em suas carteiras a nova taxa, mesmo que não tivessem negociado suas debêntures – da mesma forma que um gestor de ações precisa registrar o preço dos papéis que possui na carteira pelo valor negociado na bolsa.

Esse primeiro susto levou a uma primeira onda de resgates nos fundos de crédito. Quando o mercado ensaiava uma recuperação veio o choque do coronavírus, que provocou uma nova leva de resgates.

Mas ao contrário do movimento do ano passado, que foi basicamente um ajuste depois de um excesso de euforia, desta vez existe um temor de que os efeitos do fechamento da economia levem a uma crise de crédito.

Quais os riscos?

Para o sócio da Quasar, que tem uma longa experiência no mercado e antes da gestora foi diretor do Itaú BBA, os grandes grupos empresariais, que são os principais emissores de debêntures que estão na carteira dos fundos, vão passar pela crise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que aconteceu no mercado em março foi uma perda da referência de preços porque não havia compradores para os papéis.

Nesse sentido, ele elogiou a medida do Banco Central de liberar recursos do depósito compulsório para os bancos comprarem debêntures e também o chamado "orçamento de guerra", que permitirá ao BC atuar diretamente no mercado.

Maggioli disse que não se trata de salvar empresas ou fundos, mas de trazer normalidade na formação dos preços no mercado, o que tem um efeito no custo de captação de todas as companhias, e não só aquelas que emitem debêntures.

“Quando empina o custo para uma empresa AAA, o quanto sobe o das pequenas? Quanto maior for a despesa com juros, menos sobra para as companhias pagarem salários.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na mesma linha, o gestor avalia que o maior risco de calote hoje está nas empresas de menor porte, que contam com um colchão menor para absorver os efeitos da crise.

O risco de inadimplência entre as grandes empresas, que são as principais credoras das debêntures que estão na carteira dos fundos, também aumentou com a crise do coronavírus.

Mas o CEO da Quasar avalia que os problemas agora devem ser menores do que na recessão de 2015 e 2016, quando o problema era generalizado diante do alto grau de endividamento das companhias.

De todo modo, é de se esperar que as debêntures de uma empresa – e por tabela os fundos – sofram menos do que as ações porque os credores têm prioridade sobre os acionistas na hora de receber o seu dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que vem pela frente?

E como pilotar um fundo de crédito no meio de tanta turbulência no radar? Maggioli me disse que a maior dificuldade no pico do estresse dos mercados foi é manter um bom nível de liquidez na carteira.

“O nível de caixa do Advantage [principal fundo da Quasar] chegou a cair abaixo de 20%, mas depois voltou a aumentar.”

A prioridade neste momento, diz, não é aproveitar a alta nas taxas para aumentar a rentabilidade dos fundos e sim sustentar essa liquidez.

Para o gestor, as taxas pagas pelas empresas devem se estabilizar em um nível maior do que antes da crise, mas abaixo do pico observado em março. Esse efeito deve compensar o fato de os fundos passarem a carregar mais dinheiro em caixa, o que em tese reduziria o retorno.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CEO da Quasar também defende uma maior transparência na forma como as debêntures são negociadas, a fim de aumentar o volume de negociações. A sugestão dele é colocar as negociações em tela, a exemplo do que acontece com as ações na B3.

Hoje não há uma referência única de taxa para os títulos de crédito privado e cada banco e corretora apresenta seus preços aos clientes, muitas vezes embolsando parte do spread que deveria ir para o investidor.

“O mercado de crédito hoje é a bolsa de 1993”, comparou Maggioli, em referência ao mercado acionário antes da era da tecnologia, quando havia pouca transparência e, por consequência, um baixíssimo volume de negócios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

SINAL AMARELO

Adeus, compra: JP Morgan rebaixa Klabin (KLBN11) e elege única favorita em papel e celulose; veja qual

23 de abril de 2026 - 19:45

Banco vê falta de gatilhos para a Klabin no curto prazo e cenário mais desafiador para a fibra longa e reforça aposta em concorrente

PONTO DE VIRADA

Depois de cortar 80% da dívida, Ocyan mira novos contratos da Petrobras (PETR4); estratégia pode até gerar dividendos

23 de abril de 2026 - 16:32

Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

PRESSÃO MADE IN CHINA

Localiza (RENT3) sofre com invasão de carros chineses, mas há esperanças; ação pode subir até 25%, segundo o BTG

23 de abril de 2026 - 16:03

O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado

O ‘PLANO GALÁXIA’

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do Banco do Brasil (BBAS3) sobre 2026 — e o que vem depois da crise

23 de abril de 2026 - 14:25

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

O CONTRA-ATAQUE DO BB

O “novo Banco do Brasil” (BBAS3): como o banco tenta virar a página da inadimplência no agro — e saltar no crédito privado

23 de abril de 2026 - 12:34

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

EM RECUPERAÇÃO

Indefinido: veja o que a Raízen (RAIZ4) disse à CVM sobre as negociações com credores

23 de abril de 2026 - 10:31

Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen

OI SOLUÇÕES

Última joia da coroa? Oi (OIBR3) coloca ativo bilionário à venda e movimenta gigantes das telecom; veja detalhes

23 de abril de 2026 - 10:01

Unidade de tecnologia e conectividade da Oi pode valer até R$ 1,6 bilhão, atrai interesse de grandes teles e marca nova etapa na reestruturação da companhia, que ainda prepara a venda de outros ativos bilionários

NÚMEROS INCERTOS

Investidores no escuro? Veja por que a Oncoclínicas (ONCO3) descontinuou a divulgação das projeções de lucro e Ebitda

23 de abril de 2026 - 9:33

A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia

REORGANIZANDO A CASA

Após saída de Tanure, Light S.A. (LIGT3) troca CEO em subsidiária e nomeia novo diretor de RI

22 de abril de 2026 - 19:46

A mudança acontece em meio a uma sequência de ajustes na governança da elétrica, que tenta se reequilibrar após a recuperação judicial da controladora

PROVA DE RESISTÊNCIA

O grande teste das incorporadoras: quem aguenta mais um ano de crédito caro no setor? Itaú BBA responde

22 de abril de 2026 - 18:32

Ambiente mais restritivo favorece empresas com balanços mais sólidos e expõe incorporadoras mais alavancadas

DE PATINHO FEIO A PROTAGONISTA

Após apanhar na bolsa, distribuidoras de energia podem dar a volta por cima. XP diz o que você deve colocar na carteira

22 de abril de 2026 - 18:05

Depois da compressão de retornos e desempenho abaixo do mercado, setor pode se beneficiar de agenda regulatória e queda da Selic

ENTENDA

A estreia deste banco na bolsa foi um balde de água fria, mas o futuro pode guardar alta de 80%, segundo o BTG

22 de abril de 2026 - 17:06

Após a estreia na bolsa, Agibank acumula queda superior a 30%; apesar da revisão para baixo nas projeções, analistas ainda veem potencial de alta, em meio a pressões externas e impactos no crédito consignado

LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Gestora resgatou o BRB: conheça a Quadra Capital, que comprou R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master

22 de abril de 2026 - 16:32

A operação inclui participações societárias em empresas listadas, como Oncoclínicas e Ambipar

HORA DE ABANDONAR OS PAPÉIS

Ação da Braskem (BRKM5) ainda pode cair pela metade: Bradesco BBI faz alerta para ‘situação insustentável’

22 de abril de 2026 - 15:11

Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos

VAREJO FARMACÊUTICO

A virada da Pague Menos (PGMN3): o que está por trás da recomendação de compra do BTG Pactual

22 de abril de 2026 - 14:31

Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1

NOVA ESTRUTURA

Sai um, entram dois: Azzas 2154 (AZZA3) reorganiza a casa após baixas no alto escalão; veja como fica agora

22 de abril de 2026 - 13:01

Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino

COSTURANDO UM APORTE

Energisa (ENGI11) anuncia acordo de R$ 1,4 bilhão com Itaú (ITUB4) — e banco entra como sócio em divisão estratégica

22 de abril de 2026 - 11:00

Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica

À FRENTE DA REESTRUTURAÇÃO

Quem devem ser os novos líderes na Braskem (BRKM5), que tentarão recuperar a petroquímica após venda de fatia da Novonor para a IG4

22 de abril de 2026 - 10:27

Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia