🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Entrevista

“Fundos de crédito são voláteis e investidor terá que conviver com isso”

Riscos aumentaram, mas a maior parte das empresas emissoras de debêntures que estão na carteira dos fundos passará pela crise, diz Carlos Maggioli, CEO da gestora Quasar

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
30 de abril de 2020
6:01 - atualizado às 16:05
Carlos Maggioli, CEO da Quasar Asset Management
Carlos Maggioli, CEO da Quasar Asset Management - Imagem: Divulgação

Os fundos de crédito privado, que investem em títulos de dívida emitidos por empresas, como debêntures, vão voltar ao normal passado o choque do coronavírus?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se a definição de normal for de retornos estáveis e acima do CDI (indicador de referência) com a qual o investidor se acostumou até o primeiro semestre do ano passado, a resposta é não.

A afirmação é de Carlos Maggioli, CEO da Quasar Asset Management, gestora especializada em fundos de crédito.

“Não existe normal, fundos de crédito têm volatilidade e o investidor vai ter que conviver com isso.”

Mas o fato de as cotas dos fundos oscilarem não significa que investir em dívida de empresas seja um mau negócio, segundo o gestor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O investimento em debêntures ou outros títulos de crédito equivale a emprestar dinheiro a uma empresa. Quando você faz isso via fundos, diminui o risco ao se expor a uma carteira composta por dezenas de debêntures.

Leia Também

“É preciso aceitar que o investimento em crédito privado tem risco, mas um risco menor do que no mercado de ações” – Carlos Maggioli, Quasar Asset Management.

O choque nos mercados provocados pela disseminação do coronavírus assustou o investidor dos fundos de crédito. O Idex, índice de uma cesta de debêntures calculado pela gestora JGP, apresentou uma forte queda de 7,73% no mês passado.

O resultado afetou o retorno dos fundos, incluindo os da Quasar. Mas ainda assim foi bem melhor do que o tombo de 30% do Ibovespa em março. Neste mês, o Idex registra alta de 3,5%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A diferença é que, em maior ou menor escala, todos conhecem os riscos os envolvidos na bolsa. Já entre os fundos de crédito, os investidores se habituaram com um longo período de rentabilidade constante.

Em algumas plataformas e em vídeos de Youtubers, alguns fundos chegaram a ser recomendados de forma equivocada como alternativa para a reserva de emergência – aquele dinheiro que você pode precisar a qualquer momento.

O que aconteceu?

É importante dizer que a crise dos fundos que investem em debêntures e outros títulos de crédito começou antes da pandemia do coronavírus.

O retorno dos fundos caiu ao longo do segundo semestre, quando as debêntures que estavam nas carteiras começaram a ser negociadas no mercado a taxas de juros mais altas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso fez com que os fundos precisassem registrar em suas carteiras a nova taxa, mesmo que não tivessem negociado suas debêntures – da mesma forma que um gestor de ações precisa registrar o preço dos papéis que possui na carteira pelo valor negociado na bolsa.

Esse primeiro susto levou a uma primeira onda de resgates nos fundos de crédito. Quando o mercado ensaiava uma recuperação veio o choque do coronavírus, que provocou uma nova leva de resgates.

Mas ao contrário do movimento do ano passado, que foi basicamente um ajuste depois de um excesso de euforia, desta vez existe um temor de que os efeitos do fechamento da economia levem a uma crise de crédito.

Quais os riscos?

Para o sócio da Quasar, que tem uma longa experiência no mercado e antes da gestora foi diretor do Itaú BBA, os grandes grupos empresariais, que são os principais emissores de debêntures que estão na carteira dos fundos, vão passar pela crise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que aconteceu no mercado em março foi uma perda da referência de preços porque não havia compradores para os papéis.

Nesse sentido, ele elogiou a medida do Banco Central de liberar recursos do depósito compulsório para os bancos comprarem debêntures e também o chamado "orçamento de guerra", que permitirá ao BC atuar diretamente no mercado.

Maggioli disse que não se trata de salvar empresas ou fundos, mas de trazer normalidade na formação dos preços no mercado, o que tem um efeito no custo de captação de todas as companhias, e não só aquelas que emitem debêntures.

“Quando empina o custo para uma empresa AAA, o quanto sobe o das pequenas? Quanto maior for a despesa com juros, menos sobra para as companhias pagarem salários.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na mesma linha, o gestor avalia que o maior risco de calote hoje está nas empresas de menor porte, que contam com um colchão menor para absorver os efeitos da crise.

O risco de inadimplência entre as grandes empresas, que são as principais credoras das debêntures que estão na carteira dos fundos, também aumentou com a crise do coronavírus.

Mas o CEO da Quasar avalia que os problemas agora devem ser menores do que na recessão de 2015 e 2016, quando o problema era generalizado diante do alto grau de endividamento das companhias.

De todo modo, é de se esperar que as debêntures de uma empresa – e por tabela os fundos – sofram menos do que as ações porque os credores têm prioridade sobre os acionistas na hora de receber o seu dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que vem pela frente?

E como pilotar um fundo de crédito no meio de tanta turbulência no radar? Maggioli me disse que a maior dificuldade no pico do estresse dos mercados foi é manter um bom nível de liquidez na carteira.

“O nível de caixa do Advantage [principal fundo da Quasar] chegou a cair abaixo de 20%, mas depois voltou a aumentar.”

A prioridade neste momento, diz, não é aproveitar a alta nas taxas para aumentar a rentabilidade dos fundos e sim sustentar essa liquidez.

Para o gestor, as taxas pagas pelas empresas devem se estabilizar em um nível maior do que antes da crise, mas abaixo do pico observado em março. Esse efeito deve compensar o fato de os fundos passarem a carregar mais dinheiro em caixa, o que em tese reduziria o retorno.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CEO da Quasar também defende uma maior transparência na forma como as debêntures são negociadas, a fim de aumentar o volume de negociações. A sugestão dele é colocar as negociações em tela, a exemplo do que acontece com as ações na B3.

Hoje não há uma referência única de taxa para os títulos de crédito privado e cada banco e corretora apresenta seus preços aos clientes, muitas vezes embolsando parte do spread que deveria ir para o investidor.

“O mercado de crédito hoje é a bolsa de 1993”, comparou Maggioli, em referência ao mercado acionário antes da era da tecnologia, quando havia pouca transparência e, por consequência, um baixíssimo volume de negócios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FIM DA BATALHA

Netflix (NFLX34) abandona a Warner após sangria de US$ 170 bilhões na bolsa — e ações comemoram em disparada

27 de fevereiro de 2026 - 9:03

O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman

NASCE UM GIGANTE

Bradesco (BBDC4) prepara a joia da coroa para a bolsa: vem aí a Bradsaúde no Novo Mercado da B3

27 de fevereiro de 2026 - 7:33

Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa

SURFANDO O RALI

Ibovespa em recorde ajuda a turbinar lucro da B3 (B3SA3); resultado do 4T25 supera expectativas

26 de fevereiro de 2026 - 19:58

Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos

DINHEIRO NO BOLSO DO ACIONISTA

Além dos dividendos: Itaú Unibanco (ITUB4) anuncia R$ 3,85 bilhões em JCP; veja valor por ação e quem tem direito

26 de fevereiro de 2026 - 19:11

Remuneração será igual para ações ordinárias e preferenciais, com pagamento até 31 de agosto de 2026

DEPOIS DO RALI

A Vale (VALE3) subiu demais? O vilão que fez o BofA deixar de recomendar a compra das ações e elevar o preço-alvo a R$ 95

26 de fevereiro de 2026 - 17:54

Banco reconhece que a companhia mantém disciplina de custos e forte execução operacional, mas chama atenção para uma dinâmica perigosa para as ações

SINAL VERDE?

Marcopolo (POMO4) surpreende no balanço e ações aceleram na bolsa. Vale comprar ou ficar de fora? Analistas respondem

26 de fevereiro de 2026 - 16:31

Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo

R$ 1,7 BILHÃO BATENDO À PORTA

Por que o Pão de Açúcar está ‘na berlinda’? Qual é a real situação da empresa hoje e o que deu errado nos últimos anos

26 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante

ESQUENTA

Nova ação de saneamento na bolsa? Aegea dá sinais de um possível IPO; veja o que se sabe até agora

26 de fevereiro de 2026 - 13:16

A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura

O PIOR PASSOU?

Azul (AZUL53) dá tchau para o fundo do poço? S&P eleva a nota de crédito da companhia aérea após o fim da recuperação judicial

26 de fevereiro de 2026 - 12:01

A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou

MAIS UM REVÉS PARA A EMPRESA

Fictor Alimentos (FICT3) finalmente se envolve na RJ da holding e agora corre grande risco; veja o que está em jogo

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta

AUMENTO DE CAPITAL

A conta aumentou: Banco de Brasília (BRB) busca aporte de quase R$ 9 bilhões com acionistas após caso do Banco Master; entenda

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.

A ESTRELA DO MERCADO CAIU?

Rede D’Or (RDOR3) tem alta de 39,2% no lucro, mas ação cai forte na bolsa; expectativas estavam altas demais?

26 de fevereiro de 2026 - 10:40

A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima

ALÍVIO NO CAPITAL

Banco do Brasil (BBAS3) quer mais fôlego no balanço e renegocia prazo para pagamento de R$ 4,1 bilhões ao Tesouro

26 de fevereiro de 2026 - 10:12

Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027

PROVENTOS NO RADAR

Engie Brasil (EGIE3) anuncia mais de meio bilhão de reais em dividendos após balanço do 4T25

25 de fevereiro de 2026 - 19:57

Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado

BTG SUMMIT 2026

Executivos da Amazon e do Google alertam: a IA é uma questão de sobrevivência para as empresas

25 de fevereiro de 2026 - 19:30

Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita

BALANÇO

Nubank (ROXO34) surpreende no 4T25: lucro cresce 50% e ROE atinge máxima histórica de 33%

25 de fevereiro de 2026 - 18:21

Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques

PLANO OUSADO... OU TEDIOSO?

Santander Brasil (SANB11) crava data para alcançar o sonhado ROE acima de 20%; banco mira eficiência na briga com fintechs

25 de fevereiro de 2026 - 16:29

Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players

RAIO-X DO BALANÇO

Lucro da C&A (CEAB3) cresce no 4T25, mas vendas perdem força. O que fazer com a ação agora?

25 de fevereiro de 2026 - 13:15

Pressão no vestuário e ambiente promocional intenso limitaram o crescimento, mas bancos enxergam ganhos operacionais à frente

REAÇÃO AO BALANÇO

O pior trimestre em 10 anos: WEG (WEGE3) decepciona no crescimento no 4T25. Ainda vale pagar caro pela excelência?

25 de fevereiro de 2026 - 12:39

Lucro vem abaixo do esperado e receita perde força, mas analistas revelam “trunfo” do balanço; veja o que esperar

VAI TER ROE DE BANCÃO?

Depois do IPO, vale investir? BB Investimentos inicia cobertura de PicPay com recomendação de compra e potencial de alta de 32%

25 de fevereiro de 2026 - 11:58

Enquanto algumas empresas no estágio de abertura de capital ainda estão queimando caixa para crescer, essa não é a história do PicPay, diz o BB Investimentos, e ROE pode chegar ao nível do de grandes bancos nos próximos anos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar