🔴 UM SALÁRIO MÍNIMO DE RENDA TODO O MÊS COM DIVIDENDOS? – DESCUBRA COMO

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

SD Premium

Segredos da bolsa: Corinthianos por uns dias, investidores preparam-se agora para o Fed e o Copom

Agenda da semana parece indisposta a proporcionar alguma folga aos investidores, sugerindo volatilidade tanto nos mercados de ações quanto no de câmbio

Ricardo Gozzi
13 de setembro de 2020
20:02 - atualizado às 15:55
Futebol tática Ibovespa
Imagem: Shutterstock

Quem mantém investimentos na B3 foi corinthiano por uns dias no decorrer da última semana, mesmo sem o ser, mesmo sem saber – e em muitos casos, mesmo sem querer. Infelizmente, acabaram iniciados pelo lado sofredor, não o do prazer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto os corinthianos alimentavam-se da expectativa que costuma anteceder o clássico contra seu maior rival, os investidores iniciavam uma semana encurtada por um feriado imaginando dias mais calmos – ou menos tensos – depois do questionamento ao nível dos preços de algumas classes de ativos, em especial aqueles ligados ao setor de tecnologia.

Quando a semana aproximava-se do fim, os investidores olhavam para o relógio, fechavam os olhos e apenas pediam pro tempo passar mais rápido para que o que já estava ruim não piorasse ainda mais – exatamente como eu e tantos milhões de corinthianos vendo o jogo contra o Palmeiras aproximar-se do fim com 2 x 0 contra e dois jogadores a menos em campo.

Assim como aconteceu na Neo Química Arena, a B3 até que não começou tão mal, mas o caldo entornou e, quando o apito final soou, o Ibovespa havia recuado 2,84% e o dólar avançado 1,1% no acumulado da semana.

E se a diretoria do Corinthians demitiu o técnico por ter perdido o controle do vestiário, os investidores veem seu ‘técnico’ cada vez mais desprestigiado no governo enquanto o chefe dele ventila alternativas como controle artificial dos preços dos alimentos e do mercado de câmbio com algum verniz de legalidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a semana que começa, a agenda parece indisposta a proporcionar alguma folga aos investidores, sugerindo volatilidade tanto nos mercados de ações quanto no de câmbio. Mais uma vez, como tem sido recorrente, as reuniões de política monetária do Banco Central do Brasil (BCB) e do Federal Reserve Bank (Fed) se encerrarão na quarta-feira com apenas algumas horas de diferença.

Leia Também

Copom deve manter jurosem tirar o olho da inflação

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BCB anunciará sua decisão na quarta-feira, depois do fechamento da B3. A maioria dos analistas acredita que o Copom interromperá o ciclo de cortes na taxa Selic. A taxa básica de juro no Brasil encontra-se atualmente em 2% ao ano, um piso histórico.

A atenção dos investidores estará especialmente voltada para o comunicado divulgado junto com a decisão de juro em busca de sinais referentes aos próximos passos da política monetária brasileira em um momento de juro real negativo.

Como esta será a primeira reunião do Copom depois da apresentação da proposta do governo para o orçamento do ano que vem, da prorrogação do auxílio emergencial e da alta acentuada nos preços de alguns alimentos, os investidores aguardam comentários do Copom sobre o impacto desses acontecimentos sobre a trajetória da Selic.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É válido observar que o Brasil vive atualmente uma situação bastante incomum de juro real negativo. Isto acontece quando a subtração da taxa oficial de inflação sobre a taxa básica de juro dá um resultado abaixo de zero. Com a taxa Selic a 2% ao ano, a leitura do IPCA em 2,44% no acumulado de 12 meses até agosto indica que o juro real no Brasil está em -0,44% ex-post.

E é justamente isto que, junto com as medidas de estímulo adotadas globalmente, tem levado os mercados financeiros internacionais a se descolarem cada vez mais da economia real, assumindo uma dinâmica própria e altamente volátil – especialmente nas taxas de câmbio.

Com relação às ações, uma eventual aceleração da inflação – e o consequente aprofundamento do juro real negativo – tende a lançar cada vez mais investidores a buscarem retorno na renda variável.

Antes da decisão do Copom, os investidores começarão a semana repercutindo os dados do IBC-Br para julho. O índice oficial de atividade econômica produzido pelo BCB é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que no segundo trimestre registrou a maior contração de sua história.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A semana reserva ainda outros indicadores sobre o andamento da atividade econômica nacional em tempos de uma pandemia que já deixou mais de 130 mil mortos entre 4,3 milhões de infectados apenas no Brasil.

Veja a seguir quais indicadores devem agitar a semana no Brasil

Segunda-feira: Como de costume, a semana começa com o boletim Focus e a atualização semanal dos dados da balança comercial. Entre um e outro, o Banco Central revela os números do IBC-Br em julho ante a expectativa de alguma recuperação sobre junho.

Terça-feira: O Tesouro Nacional realiza às 11h30 leilão tradicional de NTN-B.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quarta-feira: O dia começa com a FGV dando publicidade aos dados do IGP-10 em setembro e ao monitor do PIB referente a julho. Pela tarde, o BCB divulga os números semanais de fluxo cambial. No início da noite, depois de encerrado o pregão, será a hora de conhecer a decisão de política monetária do Copom.

Quinta-feira: Pela manhã, a Fipe informa sua prévia dos preços ao consumidor referentes à segunda quadrissemana de setembro.
Sexta-feira: A semana de indicadores se encerra com a divulgação da segunda prévia do IGP-M de setembro pela FGV.

Expectativa com o Fed dá o tom no exterior

A expectativa com o Copom terá a concorrência da reunião de política monetária do Fed, esperada para as 15h da quarta-feira e seguida pela entrevista coletiva do presidente do banco central norte-americano, Jerome Powell.

Esta será a primeira reunião do Fed depois do anúncio feito no fim de agosto por Powell de que a entidade alteraria alguns parâmetros para a condução de sua política monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A manutenção da taxa de juro próxima de zero é dada como certa. O que interessa aos investidores são possíveis mudanças na linguagem do comunicado da autoridade monetária, que deve oficializar as mudanças anunciadas por Powell no simpósio de banqueiros centrais de Jackson Hole.

Na ocasião, Powell afirmou que o Fed pretende buscar uma inflação anual média de 2% no horizonte relevante para a política monetária em vez de pretender-se a uma meta fixa.

Na prática, isto que dizer que o Fed será mais leniente com a inflação. Se os preços se mantiverem abaixo de 2% por algum tempo, a autoridade monetária tolerará que ele permaneça acima deste nível por algum tempo até que, na média, atinja a meta estipulada.

Além disso, as projeções econômicas do Fed passarão a incluir a partir desta semana também o ano de 2023. As projeções baseadas neste novo sistema de meta de inflação média devem ajudar os investidores a entenderem melhor se o banco central norte-americano considera que o modelo será mais eficaz em fazer com que os preços retornem à trajetória esperada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Brexit segue incomodando

Outro assunto que deve agitar a semana no exterior é a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), também conhecida como Brexit.

Na semana passada, os europeus deram um ultimato ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, para que desista até o fim deste mês de um projeto de lei que permitiria ao Reino Unido romper unilateralmente o acordo comercial entre as partes.

Johnson fez que ignorou e largou a bucha nas mãos do Banco da Inglaterra (BoE), que anuncia sua decisão de política monetária na quinta-feira.

Os temores de um litígio entre o Reino Unido e a UE podem levar a autoridade monetária britânica a deixar em aberto a possibilidade de novos estímulos em um momento no qual os mercados financeiros e diversos países convivem com liquidez em abundância sem que isso se reflita numa recuperação mais consistente da economia global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além do Fed e do BoE, o Banco do Japão (BoJ) também divulga sua decisão de política monetária no decorrer desta semana.

Veja a seguir os principais indicadores previstos para esta semana no exterior.

Segunda-feira: pela manhã serão conhecidos os dados de produção industrial na zona do euro em julho; à noite, o governo chinês divulgará a taxa de desemprego, os números da venda no varejo as informações sobre a produção industrial em agosto.

Terça-feira: o Fed divulga os números da produção industrial dos EUA em agosto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quarta-feira: o dia começa com os dados da balança comercial da zona do euro em julho. As atenções voltam-se a seguir para os EUA, onde os números de vendas no varejo em agosto e da confiança do consumidor em setembro fazem a cama para a decisão de política monetária do Fed e para a coletiva de Powell.

Quinta-feira: o índice de preços ao consumidor na zona do euro em agosto antecede a reunião de política monetária do BoE; a decisão de juro do BoJ será conhecida no fim da noite.

Sexta-feira: a semana termina com os indicadores antecedentes do Conference Board sobre a economia norte-americana referentes a agosto e com o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan em setembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADOS

Bolsa nas alturas: Ibovespa fecha acima dos 158 mil pontos em novo recorde; dólar cai a R$ 5,3346 

26 de novembro de 2025 - 18:35

As bolsas nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia também encerraram a sessão desta quarta-feira (26) com ganhos; confira o que mexeu com os mercados

TOUROS E URSOS #249

Hora de voltar para o Ibovespa? Estas ações estão ‘baratas’ e merecem sua atenção

26 de novembro de 2025 - 12:30

No Touros e Ursos desta semana, a gestora da Fator Administração de Recursos, Isabel Lemos, apontou o caminho das pedras para quem quer dar uma chance para as empresas brasileiras listadas em bolsa

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Vale (VALE3) patrocina alta do Ibovespa junto com expectativa de corte na Selic; dólar cai a R$ 5,3767

25 de novembro de 2025 - 19:00

Os índices de Wall Street estenderam os ganhos da véspera, com os investidores atentos às declarações de dirigentes do Fed, em busca de pistas sobre a trajetória dos juros

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa avança e Nasdaq tem o melhor desempenho diário desde maio; saiba o que mexeu com a bolsa hoje

24 de novembro de 2025 - 19:30

Entre as companhias listadas no Ibovespa, as ações cíclicas puxaram o tom positivo, em meio a forte queda da curva de juros brasileira

BALANÇO DA SEMANA

Maiores altas e maiores quedas do Ibovespa: mesmo com tombo de mais de 7% na sexta, CVC (CVCB3) teve um dos maiores ganhos da semana

23 de novembro de 2025 - 14:21

Cogna liderou as maiores altas do índice, enquanto MBRF liderou as maiores quedas; veja o ranking completo e o balanço da bolsa na semana

ADEUS À B3

JBS (JBSS3), Carrefour (CRFB3), dona do BK (ZAMP3): As empresas que já deixaram a bolsa de valores brasileira neste ano, e quais podem seguir o mesmo caminho

22 de novembro de 2025 - 13:32

Além das compras feitas por empresas fechadas, recompras de ações e idas para o exterior também tiraram papéis da B3 nos últimos anos

FEITO INÉDITO

A nova empresa de US$ 1 trilhão não tem nada a ver com IA: o segredo é um “Ozempic turbinado”

21 de novembro de 2025 - 18:03

Com vendas explosivas de Mounjaro e Zepbound, Eli Lilly se torna a primeira empresa de saúde a valer US$ 1 trilhão

MERCADOS HOJE

Maior queda do Ibovespa: por que as ações da CVC (CVCB3) caem mais de 7% na B3 — e como um dado dos EUA desencadeou isso

21 de novembro de 2025 - 17:07

A combinação de dólar forte, dúvida sobre o corte de juros nos EUA e avanço dos juros futuros intensifica a pressão sobre companhia no pregão

MERCADOS HOJE

Nem retirada das tarifas salva: Ibovespa recua e volta aos 154 mil pontos nesta sexta (21), com temor sobre juros nos EUA

21 de novembro de 2025 - 16:08

Índice se ajusta à baixa dos índices de ações dos EUA durante o feriado e responde também à queda do petróleo no mercado internacional; entenda o que afeta a bolsa brasileira hoje

BAITA DOR DE CABEÇA

O erro de R$ 1,1 bilhão do Grupo Mateus (GMAT3) que custou o dobro para a varejista na bolsa de valores

21 de novembro de 2025 - 14:10

A correção de mais de R$ 1,1 bilhão nos estoques expôs fragilidades antigas nos controles do Grupo Mateus, derrubou o valor de mercado da companhia e reacendeu dúvidas sobre a qualidade das informações contábeis da varejista

OPAS E INTERNACIONALIZAÇÃO

Debandada da B3: quando a onda de saída de empresas da bolsa de valores brasileira vai acabar?

21 de novembro de 2025 - 6:18

Com OPAs e programas de recompras de ações, o número de empresas e papéis disponíveis na B3 diminuiu muito no último ano. Veja o que leva as empresas a saírem da bolsa, quando esse movimento deve acabar e quais os riscos para o investidor

VIRADA NOS MERCADOS

Medo se espalha por Wall Street depois do relatório de emprego dos EUA e nem a “toda-poderosa” Nvidia conseguiu impedir

20 de novembro de 2025 - 15:59

A criação de postos de trabalho nos EUA veio bem acima do esperado pelo mercado, o que reduz chances de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro; bolsas saem de alta generalizada para queda em uníssono

DADO DE EMPREGO

Depois do hiato causado pelo shutdown, Payroll de setembro vem acima das expectativas e reduz chances de corte de juros em dezembro

20 de novembro de 2025 - 12:15

Os Estados Unidos (EUA) criaram 119 mil vagas de emprego em setembro, segundo o relatório de payroll divulgado nesta quinta-feira (20) pelo Departamento do Trabalho

MERCADOS LÁ FORA

Sem medo de bolha? Nvidia (NVDC34) avança 5% e puxa Wall Street junto após resultados fortes — mas ainda há o que temer

20 de novembro de 2025 - 11:06

Em pleno feriado da Consciência Negra, as bolsas lá fora vão de vento em poupa após a divulgação dos resultados da Nvidia no terceiro trimestre de 2025

WHAT A WEEK, HUH?

Com R$ 480 milhões em CDBs do Master, Oncoclínicas (ONCO3) cai 24% na semana, apesar do aumento de capital bilionário

20 de novembro de 2025 - 9:32

A companhia vive dias agitados na bolsa de valores, com reação ao balanço do terceiro trimestre, liquidação do Banco Master e aprovação da homologação do aumento de capital

NÃO ENGATOU

Braskem (BRKM5) salta quase 10%, mas fecha com ganho de apenas 0,6%: o que explica o vai e vem das ações hoje?

19 de novembro de 2025 - 18:49

Mercado reagiu a duas notícias importantes ao longo do dia, mas perdeu força no final do pregão

COMPRA OU VENDE?

SPX reduz fatia na Hapvida (HAPV3) em meio a tombo de quase 50% das ações no ano

19 de novembro de 2025 - 17:40

Gestora informa venda parcial da posição nas ações e mantém derivativos e operações de aluguel

VAI CAIR NA CONTA?

Dividendos: Banco do Brasil (BBAS3) antecipa pagamento de R$ 261,6 milhões em JCP; descubra quem entra no bolo

19 de novembro de 2025 - 11:33

Apesar de o BB ter terminado o terceiro trimestre com queda de 60% no lucro líquido ajustado, o banco não está deixando os acionistas passarem fome de proventos

EFEITOS DO IMBRÓGLIO

Liquidação do Banco Master respinga no BGR B32 (BGRB11); entenda os impactos da crise no FII dono do “prédio da baleia” na Av. Faria Lima

19 de novembro de 2025 - 10:20

O Banco Master, inquilino do único ativo presente no portfólio do FII, foi liquidado pelo Banco Central por conta de uma grave crise de liquidez

OPORTUNIDADES OU ARMADILHA?

Janela de emissões de cotas pelos FIIs foi reaberta? O que representa o atual boom de ofertas e como escapar das ciladas

19 de novembro de 2025 - 6:02

Especialistas da EQI Research, Suno Research e Nord Investimentos explicam como os cotistas podem fugir das armadilhas e aproveitar as oportunidades em meio ao boom das emissões de cotas dos fundos imobiliários

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar