Esse conteúdo é exclusivo para o
Seu Dinheiro Premium.
Seja Premium
Quero ser Premium Já sou Premium
O que você vai receber
Conteúdos exclusivos
Indicações de investimento
Convites para eventos
Os segredos da bolsa: as ações que vão dar o que falar neste pré-Carnaval - Seu Dinheiro
Menu
2020-02-17T10:47:29-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa e UBS Escola de Negócios. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência CMA, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico.
SD Premium

Os segredos da bolsa: as ações que vão dar o que falar neste pré-Carnaval

O noticiário corporativo agitado do fim de semana, a agenda de dados econômicos no Brasil e a temporada de balanços do quarto trimestre serão os destaques da bolsa nesta semana

17 de fevereiro de 2020
5:30 - atualizado às 10:47
segredos da bolsa
Imagem: Shutterstock

A Acadêmicos do Mercado Financeiro faz os últimos ajustes antes do desfile de Carnaval: finaliza as fantasias, ajeita os carros alegóricos, trabalha a cadência da bateria e mexe no portfólio de investimentos — tudo isso para garantir aquela nota 10 dos jurados.

E se você quiser passar o Carnaval só na folia, é melhor ficar atento: algumas ações estarão sob os holofotes nesta semana, sujeitas a retornos expressivos ou perdas significativas. Então, é hora de se preocupar com os quesitos "harmonia" e "evolução" da sua carteira.

Afinal, temos diversos balanços trimestrais importantes a serem divulgados nos próximos dias, incluindo as gigantes Petrobras e Vale. Além disso, o noticiário corporativo e a agenda de dados econômicos também trazem elementos que podem mexer com as cotações de diversos papéis.

A começar pelo setor de supermercados, que começa a semana no centro das atenções. As ações ON do Carrefour Brasil (CRFB3) serão um dos destaques da sessão desta segunda-feira (17), após a empresa comprar 30 lojas do atacadista Makro, por R$ 1,95 bilhão.

O passo é estratégico para a companhia continuar se expandindo no chamado "atacarejo", modelo híbrido que funciona como uma mistura entre um atacadista típico e um supermercado tradicional. As 30 lojas do Makro serão convertidas em unidades Atacadão, a bandeira do Carrefour Brasil nesse ramo.

Esse modelo de "atacarejo" é responsável pela maior parte do faturamento do Carrefour Brasil: no terceiro trimestre de 2019, por exemplo, as vendas líquidas do Atacadão somaram R$ 9,4 bilhões — as lojas de varejo tradicionais responderam por R$ 4,4 bilhões das vendas do grupo.

Atualmente, há 187 unidades Atacadão espalhadas pelo Brasil, sendo que a compra das lojas Makro é importante por aumentar a presença da marca em mercados ainda pouco acessados, como o Rio de Janeiro (sete unidades) e o Nordeste (oito).

O avanço do Carrefour Brasil no "atacarejo" também mexe diretamente com seu principal rival na bolsa, o GPA, que possui uma estrutura operacional bastante semelhante.

No terceiro trimestre de 2019, o Assaí — bandeira do GPA no "atacarejo" — teve receita líquida de R$ 6,9 bilhões; o multivarejo, capitaneado pelas marcas Extra e Pão de Açúcar, gerou R$ 6,6 bilhões de receita.

Tanto o GPA quanto o Carrefour Brasil têm reportado, trimestre após trimestre, um ritmo elevado de expansão do atacarejo — muito maior que o das lojas de varejo típico. Assim, a compra das unidades do Makro representa um passo importante da empresa francesa na disputa pela hegemonia nesse setor.

Considerando tudo isso, também é bom ficar atento às ações PN do GPA (PCAR4), afinal, o Carrefour Brasil tende a aumentar a distância nas vendas líquidas no "atacarejo". Em termos de desempenho na bolsa, nenhum dos dois papéis têm tido sucesso em 2019 — uma situação que pode mudar a partir desta segunda-feira.

Desempenho das ações ON do Carrefour Brasil (CRFB3) e PN do GPA (PCAR4) em 2020

As ações das duas empresas ainda têm um segundo fator de influência nesta semana: a divulgação dos balanços trimestrais. O GPA reporta seus números na quarta-feira (19), enquanto o Carrefour Brasil publica seus dados na quinta (20), ambas depois do fechamento dos mercados.

O bloco do balanço

Se o seu negócio é um bom bloco de Carnaval, a folia dos mercados financeiros tem a opção certa para você: o desfile dos balanços do quarto trimestre toma as ruas nos próximos dias, com 25 empresas do Ibovespa reportando seus números.

E olha que toda essa farra vai ocorrer só entre segunda (17) e quinta (20). Nenhuma companhia do índice vai divulgar seus dados na sexta-feira de Carnaval (21) — afinal, ninguém é de ferro...

Veja abaixo o resumo da semana:

  • Segunda-feira (17): Itaúsa, Magazine Luiza e Multiplan
  • Terça-feira (18): Ecorodovias, Energias do Brasil, Engie, Iguatemi, IRB, Smiles
  • Quarta-feira (19): Fleury, Gerdau, GPA, Marfrig, Metalúrgica Gerdau, Petrobras, Raia Drogasil, Telefônica Brasil, Ultrapar, Weg
  • Quinta-feira (20): Carrefour Brasil, Gol, Lojas Americanas, NotreDame Intermédica, SulAmérica, Vale

Dentro dessa lista, Petrobras e Vale, naturalmente, são os destaques. Magazine Luiza e IRB também são importantes — a primeira pela trajetória de expansão de suas operações de e-commerce, e a segunda pelo recente imbróglio envolvendo a gestora Squadra.

Você pode ler mais sobre as expectativas para esses quatro balanços na matéria especial feita pelo meu colega Felipe Saturnino — todas as dicas para quem quer ter um Carnaval bem-sucedido estão lá.

Marchinha da agenda econômica

Ei, você aí
Me dá um dinheiro aí
Me dá um dinheiro aí!

A marchinha que mais faz sucesso no Carnaval do mercado financeiro será cantada a plenos pulmões na quinta-feira (20), com a divulgação da inflação medida pelo IPCA-15 de fevereiro — um número que pode mexer com alguns setores da bolsa.

No momento, os investidores mostram-se divididos quanto ao futuro da Selic: há quem aposte na manutenção da taxa nos 4,25% ao ano, conforme sinalizado pelo Copom na ata da última reunião. Mas também há quem defenda mais um corte, de modo a continuar estimulando a economia.

Os adeptos da segunda corrente usam os mais recentes dados econômicos para embasar a tese: os números das vendas no varejo e do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em dezembro ficaram abaixo das expectativas, indicando que a economia local segue patinando.

Assim, o IPCA-15 será mais um dado para embasar um dos lados da discussão. Caso a inflação fique comportada, o bloco dos defensores do corte ganhará adeptos; caso os preços fiquem pressionados, o grupo pró-manutenção irá cantar mais alto.

Nesse cenário, fique atento às ações de setores mais dependentes da taxa de juros e do estímulo ao consumo, como as varejistas Magazine Luiza, Lojas Renner, Via Varejo e Lojas Americanas, entre outras.

O segmento de construção civil é outro que reage de modo mais sensível à Selic — Cyrela, MRV, Gafisa, Tenda, Direcional, Helbor e Eztec são alguns nomes a serem monitorados. Por fim, as operadoras de shoppings, como Multiplan, Iguatemi e BR Malls também costumam surfar a onda dos juros.

Agora é com você: coloque sua fantasia, ajuste sua carteira de ações e faça a festa! Aproveite a semana para deixar tudo em ordem com os seus investimentos nos próximos dias, já que a bolsa funciona até a sexta-feira (22) e, depois, só reabre na quarta-feira de cinzas (26), a partir das 13h.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Seu Dinheiro na sua noite

La bolsa de papel

O roteiro dramático da bolsa nesses tempos de crise do coronavírus muitas vezes me lembra o da série espanhola La Casa de Papel. Para quem não conhece, trata-se da história de um grupo de ladrões que invade a Casa da Moeda para produzir e roubar o próprio dinheiro. A quarta temporada, aliás, acaba de estrear […]

Atualização do covid-19

Brasil registra 667 mortes por coronavírus e 13,7 mil casos

O número representa um aumento de 20% em relação a ontem

Flexibilização de regras

B3 suspende prazo para Oi e outras ‘penny stocks’ ajustarem cotação

Devido ao estado de calamidade pública decretado por conta do coronavírus, a bolsa anunciou uma série de suspensões e prorrogações de prazos para que empresas listadas façam ajustes de forma a se readequar às regras do mercado

Pisando fundo

Mini-rali: Ibovespa desacelera na reta final, mas fecha em alta e acumula 10% de ganhos em dois dias

O Ibovespa ganhou terreno pelo segundo dia consecutivo, amparado pela menor percepção de risco político e pelos dados econômicos domésticos mais animadores — fatores que compensaram o viés mais cauteloso visto no exterior

Precisa ser mais rápido

Luiza Trajano diz que medidas foram adequadas, mas precisam chegar na ponta

Medidas adotadas pelo governo para combater o coronavírus foram adequadas, disse a presidente do Conselho do Magazine Luiza, a empresária Luiza Trajano

Ajuda de emergência

Caixa já tem 10 milhões de cadastros finalizados, diz presidente

Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães atualizou na tarde desta terça-feira, 7, as informações sobre a procura por trabalhadores informais, autônomos e microempreendedores individuais (MEIs) ao cadastro para o recebimento do auxílio emergencial

Mais crédito

BCE anuncia medidas que flexibilizam garantias necessárias para empréstimos

Banco Central Europeu (BCE) anunciou nesta terça-feira, 7, um pacote de medidas que flexibiliza garantias necessárias para empréstimos, com o objetivo de ampliar a tomada de crédito em meio à crise trazida pelo novo coronavírus

Efeito covid-19

S&P muda perspectiva de positiva para estável de instituições financeiras do Brasil

S&P informou em comunicado que a revisão da perspectiva, de positiva para estável, dos ratings de 15 instituições do setor financeiro do Brasil

Efeitos negativos

Com coronavírus, setor de telecom e TI deve perder US$ 15 bilhões na América Latina

Setor de telecomunicações e tecnologia da informação vai interromper o ciclo de crescimento e encerrar o ano em queda devido à crise do coronavírus, de acordo com projeção da consultoria IDC

o baque da pandemia

Covid-19 faz comércio perder R$ 53,3 bi em faturamento, diz CNC

Estimativa sinaliza uma queda de 46,1% no faturamento do comércio varejista desde a introdução de medidas restritivas até esta terça-feira

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements