Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

brasileiro se explica

Sistema no Japão é corrupto e definiu minha culpa desde o primeiro dia, diz Carlos Ghosn, após fugir do país

É a primeira vez que o brasileiro se pronuncia à imprensa desde que fugiu do país asiático para o Líbano, no último dia 30

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
8 de janeiro de 2020
10:37 - atualizado às 6:52
Carlos Ghosn
Carlos Ghosn, ex-presidente do grupo Renault-Nissan. - Imagem: Shutterstock

O ex-executivo da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, disse que o sistema judiciário do Japão é corrupto e que a culpa dele estava definida "desde o primeiro dia". É a primeira vez que o brasileiro se pronuncia à imprensa desde que fugiu do país asiático para o Líbano, no último dia 30.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“[Fugir do Japão] Foi uma das decisões mais difíceis da minha vida, mas estava enfrentando um sistema onde a condenação é de 99,99%”, disse o executivo. "As alegações são falsas e eu não devia ter sido preso".

Carlos Ghosn foi preso no Japão, mas pagou fiança e aguardava julgamento em uma espécie de prisão domiciliar. Ele estava submetido a uma boa dose de vigilância e devia seguir uma série de regras. Entre elas, a proibição de viajar para fora do país.

O executivo enfrenta quatro acusações, incluindo ocultação de renda e enriquecimento irregular. Carlos Ghosn nega as acusações. Segundo seus advogados, os promotores conspiraram com funcionários do governo e executivos da Nissan para tentar prejudicá-lo.

Nesta quarta-feira, o brasileiro reafirmou a linha de defesa que acusa complô envolvendo os executivos. "Único jeito de a Nissan se livrar da influência da Renault era se livrar de mim", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o executivo, a estratégia deu resultado, no sentido de que hoje a Renault tem muito pouca informação sobre o que acontece no dia a dia da Nissan. "Mas o resultado não foi o que eles esperavam", disse Ghosn, referindo-se aos resultados em queda da montadora japonesa, que atualmente caminham para o pior resultado em 11 anos.

Leia Também

Ghosn também afirmou que ele não tinha ideia de que a Nissan fazia uma investigação contra ele ou que existisse a possibilidade de ser preso. "Uma vez um jornalista americano me perguntou como eu não consegui prever isso. E eu respondi: vocês também não conseguiram prever (o ataque) a Pearl Harbor."

Segundo Ghosn, a aliança entre Nissan e Renault hoje é uma "farsa". O executivo disse que queria formar uma holding que unisse as duas companhias, com apenas um conselho de administração, mas com marcas e corpos executivos separados. De acordo com ele, tratava-se de um "meio de campo" entre a fusão total que queria a Renault e a resistência de união da Nissan.

Embora desde sua prisão as empresas tenham se reorganizado, buscando decisões em consenso, o executivo lembrou que somente a busca de um acordo não leva a decisões corporativas rápidas. Ele frisou que, em algum nível, o trabalho em conjunto precisa ser uma obrigação para os envolvidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Eu acredito que a aliança entre a Renault e a Nissan pode ter êxito, mas não só com consenso, é necessário que se criem regras", afirmou Ghosn. "E para saber que quem tem ou não razão nesses casos, basta olhar os resultados da companhia."

O executivo afirmou que estava em negociações avançadas para promover uma fusão entre a Renault-Nissan e a FiatChrysler na época em que foi preso. "Foi uma grande oportunidade perdida para eles, eu não entendo como eles conseguiram perder essa chance."

Para ele, foi um grande desperdício para a Renault-Nissan, uma vez que as companhias tinham perfil complementar. "Vai ser muito bom para a PSA (grupo francês dono da Peugeot e da Citroën)."

Histórico

Ghosn foi preso há 13 meses, em novembro de 2018, ao voltar ao Japão depois de um compromisso internacional. Após ser interrogado pela promotoria japonesa durante seis horas, o executivo foi levado ao centro de detenção de Kouchisho, nos arredores de Tóquio. Na época, a Justiça japonesa afirmou que Ghosn teria deixado de declarar US$ 44 milhões de sua renda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foi uma grande reviravolta na relação do executivo com o Japão. Antes de se tornar acusado de crimes de corrupção, ele era celebrado como um herói nacional, virando até personagem de mangá. Isso porque, antes de Ghosn ter arquitetado a fusão com a Renault, a Nissan era um negócio à beira da falência. Para completar, o executivo trouxe a Mitsubishi para a aliança, em 2016.

O executivo ficou preso por meses em uma cela de dez metros quadrados, cujas luzes eram acesas às 7h e invariavelmente se apagavam às 21h. Era nesse local que ele passava o dia todo, à exceção de 30 minutos que tinha para se exercitar.

O tratamento de choque da Justiça japonesa - que não precisa apresentar documentos para prender suspeitos uma vez que a promotoria decide denunciar uma pessoa - tem o objetivo de pressionar os acusados a confessar o crime.

Ghosn, porém, não foi persuadido. Pelo contrário: sempre negou as acusações. Ele saiu da prisão no dia 6 de março, após três meses e meio, mas voltou a ser detido por mais três semanas. Desde 25 de abril de 2019, encontrava-se em prisão domiciliar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desde então, a família tentava buscar apoio internacional para sua defesa. Em entrevista ao Estado, Carole Ghosn chegou a pedir a intervenção do presidente Jair Bolsonaro, que nunca veio. A França também optou por uma posição mais neutra em relação ao assunto. Os maiores sinais de apoio vieram sempre do Líbano.

Fuga

Após oito meses em prisão domiciliar, morando em uma residência de alto padrão no centro de Tóquio, Ghosn empreendeu a fuga para Beirute. O que se sabe, até agora, é que Ghosn deixou a residência a pé, sendo captado pela última vez pelas câmeras de segurança no dia 29 de dezembro.

A partir desse momento, diferentes versões começam a aparecer. A mais aceita é a que Ghosn teria seguido então de trem até o aeroporto de Osaka - a mais de 400 km de Tóquio -, onde embarcou em um jato particular rumo a Istambul, na Turquia, e depois para Beirute, no Líbano.

Caso tenha feito a viagem de trem tenha sido mesmo realizada, ela evidenciaria outro "furo" das autoridades japonesas, que ainda não conseguiu explicar como o executivo passou, identificando-se ou não, pela checagem de segurança do aeroporto de Osaka.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ghosn viajou em dois jatos fretados da empresa turca MNG. A companhia diz que não tinha conhecimento do uso das aeronaves pelo ex-chefe da Renault-Nissan e acusou um funcionário de ter falsificado documentos para ocultar o nome de Ghosn como passageiro. O governo turco, no entanto, determinou a prisão de cinco pessoas supostamente envolvidas no caso.

A MNG é conhecida no mercado de aviação executiva como uma empresa que fecha os olhos para os negócios de seus clientes. Transportou, por exemplo, grande quantidade de ouro para a Venezuela para compensar a falta de liquidez financeira no país.

Empresa

A prisão de Ghosn, em novembro de 2018, ocorreu dias antes de uma reunião em que os termos da fusão entre a Renault e a Nissan seriam rediscutidos. O executivo era favorável a uma fusão irreversível das duas empresas.

A Nissan era contra esse acordo, uma vez que queria ganhar mais poder dentro da aliança (a Renault tem 40% das ações da Nissan, mas a japonesa possui apenas 15% dos papéis da francesa). Nos anos que antecederam a prisão de Ghosn, a Nissan vinha dando resultados melhores do que a Renault.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Toda a polêmica envolvendo Ghosn e outros executivos não tem feito bem à Nissan, que deve fechar o ano de 2019 com o menor lucro em 11 anos. No terceiro trimestre, a empresa reportou uma queda de 70% nos resultados, frustrando expectativas. As vendas da companhia estão no menor patamar em seis anos e suas ações caíram mais de 20% no último ano.

Críticas injustificadas

Autoridades japonesas disseram que Ghosn é o único culpado por seus problemas e classificaram as críticas dele à Justiça do Japão como injustificadas.

O vice-promotor-chefe de Tóquio, Takahiro Saito, disse que as alegações de Ghosn em uma conferência de imprensa no Líbano "falharam em justificar seus atos". Ghosn "ignorou flagrantemente a lei japonesa para evitar as consequências dos crimes que cometeu", disse Saito em comunicado.

*Com Estadão Conteúdo e Dow Jones Newswires.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TENDÊNCIA GLOBAL

BTG Pactual entra na disputa pelos mercados de previsão com nova plataforma; veja como vai funcionar

27 de março de 2026 - 16:08

BTG Trends permite operar cenários de alta ou queda em ativos e decisões de juros dentro de ambiente regulado

CHECK-UP AMARGO

Dasa (DASA3) tem prejuízo de quase R$ 1 bilhão e ações vão para a UTI na maior queda da bolsa; papéis chegam a recuar 19%

27 de março de 2026 - 13:02

A empresa de saúde e diagnósticos sofre com leitura negativa do mercado após balanço do quarto trimestre de 2025; entenda os impactos do desinvestimento e as dúvidas sobre a joint venture com a Amil

FINAL DOS RUMORES?

Petrobras (PETR4) afasta ruído político e diz que não há fato novo sobre recompra da Refinaria de Mataripe

27 de março de 2026 - 12:31

Companhia destaca que qualquer decisão de investimento passa por análises técnicas e processos formais, tranquilizando investidores da bolsa

SKINS EM CRISE

A conta chegou para a Epic Games, criadora de um dos games mais jogados do mundo; por que a empresa que inventou o Fortnite demitiu mais de mil funcionários

27 de março de 2026 - 12:06

Epic Games, empresa criadora do Fortnite, faz corte brutal na equipe e coloca a culpa no principal game da casa

INCERTEZA SOBRE CONTINUIDADE

Braskem (BRKM5) tem prejuízo de R$ 10,28 bilhões no 4T25, alta de 82%, alavancagem dobra, e auditoria expressa preocupação

27 de março de 2026 - 9:10

O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.

NO RASTRO DA CRISE

Mais uma peça cai: Banco Central decreta liquidação extrajudicial do conglomerado Entrepay em meio à crise do Banco Master

27 de março de 2026 - 8:44

Regulador cita fragilidade financeira e irregularidades; grupo já estava no radar de investigações

RETORNO AO ACIONISTA

Dividendos à vista: Hypera (HYPE3) anuncia R$ 185 milhões em JCP e conclui aumento de capital

26 de março de 2026 - 19:47

Data de corte se aproxima enquanto caixa turbinado muda o jogo para quem pensa em investir na ação da farmacêutica

PROVENTOS NO RADAR

Acionista da Copel (CPLE3) vai encher o bolso? BTG calcula bolada em dividendos e diz o que fazer com as ações

26 de março de 2026 - 19:36

Projeções de proventos ganham fôlego com revisão do banco; veja o que muda para o investidor

NOVA ESTRUTURA

A nova aposta do Bradesco (BBDC4): como nasce a BradSaúde e o que muda no grupo segurador

26 de março de 2026 - 17:44

Nova estrutura separa operações e cria uma “máquina” dedicada a um dos segmentos mais promissores do grupo; veja o que muda na prática

RESULTADOS PRESSIONADOS

JBS (JBSS32) encara custos altos no gado e no milho, mas ainda é preferida do BTG no setor; entenda o que move a ação

26 de março de 2026 - 17:01

A JBS ainda considera que o cenário de oferta de gado nos EUA seguirá difícil em 2026, com o boi se mantendo caro para os frigoríficos devido à baixa no ciclo pecuário

MENOR E MAIS LEVE

Americanas (AMER3) sai da recuperação menor e com foco em lojas físicas; ela tem forças para correr atrás da concorrência?

26 de março de 2026 - 15:03

No entanto, enquanto ela olhava para dentro de seu negócio, as concorrentes se movimentavam. Agora, ela precisará correr se quiser se manter como uma competidora relevante no jogo do varejo brasileiro

IMERSÃO MONEY TIMES

Como o Magazine Luiza (MGLU3) conseguiu lucrar mais com IA do que a dona do ChatGPT e o próprio Google?

26 de março de 2026 - 11:54

Em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X, Caio Gomes, diretor de IA e dados do Magalu, explica quais foram as estratégias para adoção da tecnologia na varejista

VAI DECOLAR PARA LONGE

Adeus, Gol (GOLL54): empresa vai sair da bolsa nesta sexta-feira e tem data para ser extinta; relembre a ‘novela’ da companhia

26 de março de 2026 - 11:26

Após a recuperação judicial nos Estados Unidos, quase fusão com a Azul e OPA, a companhia vai voar para longe da bolsa

ADEUS, PENNY STOCK

Marisa (AMAR3) recebe enquadro da B3 por ação abaixo de R$ 1, e avalia fazer grupamento; presidente do conselho renuncia

26 de março de 2026 - 10:14

Com papéis na casa dos centavos, varejista tem prazo para reagir; saída de presidente do conselho adiciona pressão

REESTRUTURAÇÃO EM CURSO

Casas Bahia (BHIA3) dá novo passo na virada financeira e levanta R$ 200 milhões com FIDC de risco sacado

26 de março de 2026 - 9:33

Após reduzir alavancagem, varejista busca agora melhorar a qualidade do funding; entenda

SAIU DO FUNDO DO POÇO?

Americanas (AMER3) pede fim da recuperação judicial, vende Uni.Co e reduz prejuízo em mais de 90%

26 de março de 2026 - 8:57

A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos

AINDA PRECISA VOTAR

A torneira dos dividendos vai fechar? A proposta da Equatorial (EQTL3) que pode mudar a distribuição aos acionistas

25 de março de 2026 - 19:59

Companhia propõe cortar piso de distribuição para 1% do lucro e abre espaço para reter caixa; investidor pode pedir reembolso das ações

ATENÇÃO, ACIONISTA

Dividendos e JCP: Bradesco (BBDC4) anuncia R$ 3 bilhões em proventos; veja quem mais paga aos acionistas

25 de março de 2026 - 19:25

Pagamento anunciado pelo banco será realizado ainda em 2026 e entra na conta dos dividendos obrigatórios

BARATA OU ARMADILHA?

Mesmo a R$ 1, Oncoclínicas (ONCO3) ainda tem espaço para cair mais: o alerta do JP Morgan para as ações

25 de março de 2026 - 17:02

Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda

O QUE FAZER COM AS AÇÕES?

Não é hora de colocar a mão no fogo pela Hapvida (HAPV3): por que o Citi ainda não comprou o discurso de virada da empresa

25 de março de 2026 - 16:09

Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia