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A holding reduziu participação na Rumo para reforçar liquidez, mas segue acompanhando desempenho da companhia via derivativos
Se o mercado fosse um palco, a Cosan (CSAN3) teria acabado de vender alguns ingressos da primeira fila, mas continua assistindo ao espetáculo de camarote. A holding anunciou na segunda-feira (15) a venda de cerca de 4,98% das ações da Rumo (RAIL3), sua controlada no setor de logística, mas manteve exposição econômica via derivativos.
O movimento, segundo comunicado enviado pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é parte da estratégia de reforçar o caixa e manter a liquidez em dia. Vale lembrar que, no mês passado, a Cosan reportou prejuízo líquido de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre de 2025, ante um lucro de R$ 293 milhões no mesmo período do ano anterior.
O resultado negativo no 3T25 foi puxado, sobretudo, pela forte queda na equivalência patrimonial de suas controladas — com destaque para o desempenho da Raízen (RAIZ4) — e pelo aumento das despesas financeiras, pressionadas pelo cenário de juros elevados e pela variação cambial.
Mas não pense que a Cosan se despediu da Rumo. A holding estruturou contratos de derivativos do tipo total return swap, que permitem capturar ganhos e perdas das ações vendidas sem precisar manter a posse direta dos papéis.
Em outras palavras: vendeu, mas continua “sentada na janela” observando cada movimento da companhia.
Após a operação, a Cosan passou a deter diretamente 470.029.490 ações ordinárias, o equivalente a 25,29% do capital social da companhia.
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Enquanto isso, os investidores ainda estão digerindo a notícia e reavaliando suas posições. Por volta de 15h20, os papéis da Cosan recuavam 5,08%, enquanto os da Rumo tinham queda de 5,11%. No mesmo horário, o Ibovespa caía 1,55%, aos 159.958,81 pontos.
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